Mercados num minuto Fecho dos mercados: Forte queda do petróleo arrasta bolsas

Fecho dos mercados: Forte queda do petróleo arrasta bolsas

As principais praças europeias terminaram a sessão em queda, invertendo a tendência positiva que registaram de manhã. O sector da energia foi o principal responsável por esta tendência num dia em que o petróleo desvalorizou.
Fecho dos mercados: Forte queda do petróleo arrasta bolsas
Reuters
Raquel Godinho 20 de junho de 2017 às 17:30

Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,61% para 5.298,05 pontos

Stoxx 600 cedeu 0,70% para 389,21 pontos

S&P 500 cai 0,37% para 2.44,28 pontos

Juros da dívida a dez anos subiram 0,1 pontos base para 2,874%

Euro cede 0,23% para 1,1123 dólares

Brent desvaloriza 2,17% para 45,89 dólares

Bolsas europeias em queda com o sector da energia

As principais bolsas europeias fecharam em queda, penalizadas pelo desempenho do sector da energia num dia de quedas dos preços do petróleo. O Stoxx600, índice de referência da Europa, perdeu 0,70% para os 389,21 pontos, depois de na véspera ter registado a maior subida desde Abril, na sequência da vitória do partido de Macron na segunda volta das eleições legislativas em Espanha.

 

O PSI-20 cedeu 0,61% para os 5.298,05 pontos, com sete cotadas em alta e 12 em queda. O BCP e a Galp Energia travaram o desempenho positivo da praça de Lisboa. O banco caiu 1,19% para os 0,24 euros, enquanto a petrolífera desvalorizou 2,56% para os 13,31 euros. Mas a sessão ficou também marcada pelos máximos históricos atingidos pela Corticeira Amorim e pela Semapa. A Semapa fechou a cair 0,75% para os 17,22 euros, enquanto a corticeira somou 0,57% para os 13,175 euros.  

 

Juros com desempenho misto

Depois da queda registada na segunda-feira, devido à melhoria da perspectiva para a dívida portuguesa anunciada pela Fitch, as "yields" das obrigações nacionais registaram um desempenho misto, esta terça-feira. Nos prazos mais curtos desceram, enquanto nos prazos mais longos subiram. Na maturidade de referência, a dez anos, a taxa de juro subiu 0,1 pontos-base para os 2,874%. Amanhã, o Tesouro português regressa ao mercado para colocar dívida de curto prazo. O IGCP pretende arrecadar entre 1.000 e 1.250 milhões de euros, com títulos com maturidade em 22 de Setembro de 2017 e 18 de Maio de 2018.

 

Libra no valor mais baixo da última semana

A libra voltou a perder valor face ao dólar, depois de o governador do Banco de Inglaterra ter afirmado que ainda não é tempo de subir os juros. A moeda atingiu o valor mais baixo da última semana num dia em que Mark Carney revelou que continua preocupado quanto ao impacto que o Brexit terá na economia britânica. A libra cede 0,94% para os 1,2617 dólares, mas a moeda perde valor face a todas as principais dez divisas.


Euribor voltam a ficar inalteradas

As taxas Euribor voltaram a ficar inalteradas na maioria dos prazos. Recuaram na maturidade mais longa, tendo fixado um novo mínimo histórico. A Euribor a três meses, que está em níveis abaixo de zero desde Abril de 2015, voltou a manter-se nos -0,329%. Já a taxa a seis meses, que serve de indexante em mais de metade dos créditos à habitação em Portugal, ficou inalterada nos -0,271%, que é o mínimo histórico atingido pela primeira vez a 14 de Junho. No prazo a nove meses, a taxa subiu para -0,200%. A taxa a 12 meses, que assumiu valores negativos pela primeira vez em Fevereiro do ano passado, caiu para -0,159%, o valor mais baixo de sempre.

 

Petróleo em mínimos de sete meses

Os preços do ouro negro voltaram a recuar e atingiram mesmo o valor mais baixo dos últimos sete meses. A penalizar a matéria-prima continuam os receios de excesso de oferta, numa altura em que a Líbia aumentou a produção para o valor mais elevado em quatro anos. Estas preocupações levam os preços a cair perto de 20% desde Agosto. Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) cede 2,60% para os 43,05 dólares por barril, enquanto em Londres o Brent deprecia 2,17% para os 45,89 dólares por barril.


Zinco atinge máximos de três semanas
 

Os preços do zinco seguem a valorizar, em linha com outros metais, animados pelas notícias que apontam para a maior quedas das reservas numa década. Além disso, há também receios de que a oferta por parte do principal utilizador mundial, a China, venha a encolher. O zinco ganha 0,5% para os 2.569 dólares por tonelada métrica.




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comentários mais recentes
GLINTT 20.06.2017

A GLINTT corrigiu 10% nos últimos tempos, motivado por mãos fracas e impacientes, mas não por "VENDAS A DESCOBERTO", tem poucas acções no mercado para essas jogadas, portanto vão uns e vem outros com dinheiro.

GLINTT 20.06.2017

A nossa tecnológica GLINTT vai ser a próxima a duplicar, as campeãs de prejuízos já subiram 120% e a GLINTT que dá lucro e já foi alvo de OPA subiu 23%. Pode ser alvo de outra OPA da Farminveste para a tirar da Bolsa. Mas deviam agora pagar 1€ cada acção. Já valeu 5€ em 2004.

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