Mercados num minuto Fecho dos mercados: Ganhos do petróleo suportam arranque positivo nas bolsas

Fecho dos mercados: Ganhos do petróleo suportam arranque positivo nas bolsas

As bolsas europeias arrancaram a semana a valorizar, num dia em que as acções ligadas ao sector das matérias-primas sustentaram os ganhos. Já o prémio de risco da República voltou a baixar.
Fecho dos mercados: Ganhos do petróleo suportam arranque positivo nas bolsas
Reuters
Patrícia Abreu 15 de maio de 2017 às 17:17

Os mercados em números

PSI-20 avançou 0,12% para 5.243,60 pontos

Stoxx 600 subiu 0,09% para 395,97 pontos

S&P 500 sobe 0,45% para 2.401,55 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal avançou 0,6 pontos base para 3,379%

Euro sobe 0,46% para 1,0982 dólares

Brent valoriza 2,58% para 52,15 dólares por barril

Bolsas prolongam subidas

As praças do velho Continente arrancaram a semana a valorizar, a prolongarem três semanas consecutivas de ganhos. O índice europeu Stoxx 600 avançou uns meros 0,09%, numa sessão em que as acções de empresas do sector da energia estiveram a suportar a tendência positiva, enquanto as farmacêuticas travaram uma subida mais expressiva. Este arranque positivo ocorre no dia em que Emmanuel Macron, o novo presidente francês, tem o seu primeiro encontro oficial com a chanceler alemã Angela Merkel.

Em Lisboa, o PSI-20 avançou 0,12%, apesar da forte desvalorização protagonizada pela EDP. A eléctrica, que hoje esteve a destacar o seu dividendo anual de 19 cêntimos por acção, tombou cerca de 6,5% para 3,088 euros. A empresa é uma das várias cotadas que esta semana distribuem dividendos aos accionistas, sendo que a EDP é a cotada que reserva a fatia mais valiosa, reservando cerca de 600 milhões para distribuir. A determinar os ganhos em Lisboa estiveram, assim, a Jerónimo Martins e a Galp Energia. A retalhista valorizou 2,66% para 17,39 euros, tendo tocado em máximos de Março de 2013, enquanto a petrolífera somou 1,22% para 14,50 euros.

Juros sobem, prémio de risco não

A taxa de referência de Portugal esteve a subir pela primeira vez em quatro dias, a acompanhar a tendência registada na Europa. A "yield" a 10 anos avançou 0,6 pontos base para 3,379%, uma subida que ficou significativamente aquém da registada pelo "core" Alemanha, onde a taxa a 10 anos subiu 2,9 pontos base para 0,420%, o que reduziu o prémio de risco de Portugal para 295,9 pontos.

Esta descida do prémio de risco do país ocorre no dia em que foi conhecido que o produto interno bruto (PIB) português aumentou 2,8% nos primeiros três meses deste ano, em comparação com igual período de 2016. O valor bate as estimativas de todas as instituições e representa o melhor resultado desde o quarto trimestre de 2007, quando a economia tinha crescido exactamente a este ritmo. Aliás, desde 2001, esta é apenas a quarta vez que o PIB apresenta uma variação homóloga de 2,8%.

Euribor a 6 e 12 meses em mínimos

A taxa Euribor a seis meses fixou esta segunda-feira, 15 de Maio, -0,251%, igualando o seu actual mínimo, registado pela primeira vez em 19 de Abril. A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, está nos -0,330%, um valor ligeiramente mais negativo do que os -0,329% registados nas últimas 13 sessões consecutivas e próximo do actual mínimo de sempre, de -0,332%, registado pela primeira vez em 10 de Abril. No prazo de 12 meses, a Euribor está hoje nos -0,127%, batendo o valor mínimo de -0,126%, registado pela primeira vez em 4 de Maio.

Euro ganha terreno ao dólar

A moeda única europeia está a ganhar terreno ao dólar, numa semana em que os investidores aguardam a divulgação de importantes indicadores económicos nos EUA. O euro soma 0,46% para 1,0982 dólares, a um dia de serem revelados os dados da produção industrial e da construção de casas novas. Estes indicadores são aguardados com expectativa depois de na semana passada terem sido divulgados dados que falharam as estimativas dos economistas.

Sauditas e russos suportam petróleo

Os preços do petróleo arrancaram a semana a valorizar mais de 2,5%, em reacção ao compromisso da Rússia e da Arábia Saudita em prolongarem os cortes na produção da matéria-prima até Março de 2018. O Brent, que negoceia em Londres, avança 2,58% para 52,15 dólares por barril, enquanto em Nova Iorque o WTI soma 2,84% para 49,20 dólares. Numa conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo russo, o ministro da Energia da Arábia Saudita afirmou que é necessário manter os actuais volumes de produção até ao primeiro trimestre do próximo ano, para que seja atingido o objectivo de os inventários da matéria-prima ficarem na média dos últimos cinco anos.

Conflito na Costa do Marfim puxa pelo preço do cacau

Os preços do cacau seguem a disparar, com as cotações da matéria-prima a serem suportadas pelo conflito na Costa do Marfim, o maior produtor, que ameaça a produção. O cacau segue a valorizar 1,8% para 1.597 libras por tonelada métrica, em Londres, tendo chegado a negociar em máximos de Abril, depois de terem disparado 7,4% na última semana. A determinar esta escalada dos preços está o conflito entre os soldados amotinados e as forças armadas na Costa do Marfim. 


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