Mercados num minuto Fecho dos mercados: Instabilidade política arrasta bolsas. Juros aliviam

Fecho dos mercados: Instabilidade política arrasta bolsas. Juros aliviam

As bolsas europeias terminaram no vermelho, arrastadas pelo ambiente de instabilidade política na região. Bolsa londrina liderou as quedas.
Fecho dos mercados: Instabilidade política arrasta bolsas. Juros aliviam
Patrícia Abreu 18 de abril de 2017 às 17:17

Os mercados em números

PSI-20 recua 0,72% para 4.927,06 pontos

Stoxx 600 cede 1,11% para 376,35 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos recuam 6,7 pontos base para 3,818%

Euro soma 0,55% para 1,0702 dólares

Brent recua 0,54% para 55,06 dólares por barril, em Londres


Bolsas corrigem com incerteza política na Europa

As bolsas europeias viveram um dia de descidas, a reflectirem os receios dos investidores em torno da tensão geopolítica e da instabilidade na Europa. O Stoxx 600 cedeu 1,11%, num dia em que o britânico Footsie se destacou com uma queda superior a 2%, depois da primeira-ministra britânica, Theresa May, ter anunciado esta terça-feira, 18 de Abril, a marcação de eleições antecipadas no Reino Unido para 8 de Junho, às quais se recandidatará. "Presidi a uma reunião do conselho de ministros em que concordámos que o governo deve convocar eleições antecipadas, a decorrer a 8 de Junho," afirmou a governante.

Além deste anúncio, o comportamento das acções do Velho Continente esteve ainda a ser penalizado pela volatilidade gerada pelo anúncio de eleições antecipadas e pela primeira volta das eleições em França. As sondagens mais recentes colocam Emmanuel Macron e Marine Le Pen taco a taco, mas o candidato independente e centrista tem uma vantagem ligeira.

A bolsa lisboeta segue a acompanhar as quedas na Europa. O PSI-20 cedeu 0,72%, numa sessão em que foi penalizado pelas acções do sector da energia e pela Jerónimo Martins. A EDP desceu 0,98% para 3,128 euros, enquanto a EDPR cedeu menos de 0,5% para 6,943 euros, depois d a eléctrica ter entregado ontem o pedido de registo da OPA sobre a sua subsidiária de energias renováveis. Já a Galp, que esta manhã apresentou os dados preliminares dos primeiros três meses do ano, caiu 0,27% para 14,535 euros. Uma nota negativa ainda para a Jerónimo Martins, que desvalorizou 1,26% para 16,51 euros, num dia em que a imprensa polaca adianta que os sindicatos estão a ponderar avançar com um greve contra os baixos salários da Biedronka.

Juros corrigem
Apesar do clima de instabilidade em torno das eleições na Europa, os juros da dívida europeia estiveram a descer. A "yield" a dez anos de Portugal caiu 6,7 pontos base para 3,818%, numa sessão em que as taxas de Espanha e Itália também estiveram a aliviar. Esta correcção ocorre na véspera de Portugal regressar ao mercado com uma emissão de dívida de curto prazo, onde procura levantar até 1.250 milhões de euros.

Ainda esta terça-feira foram conhecidas as novas perspectivas do FMI para a economia mundial. E, no mais recente World Economic Outlook (WEO), o Fundo mostra-se muito mais optimista para Portugal, antecipando uma aceleração do PIB para 1,7% este ano. Na sua previsão anterior, apresentada na quinta avaliação pós-programa, o Fundo só esperava que Portugal tivesse crescido 1,3% em 2016 e o mesmo valor em 2017. Isto é, sem qualquer aceleração entre os dois anos. No WEO publicado esta terça-feira, o FMI já assume que a economia portuguesa cresceu 1,4% no ano passado e que acelerará para 1,7% em 2017.

Euribor renovam mínimos históricos

A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez em 06 de Novembro de 2015, desceu esta terça-feira para -0,250%, menos 0,4 pontos base do que na passada quinta-feira e novo mínimo. A taxa Euribor a 12 meses, que desceu para valores abaixo de zero pela primeira vez em 5 de Fevereiro de 2015, recuou hoje para -0,122%, novo mínimo de sempre e menos 0,2 pontos base do que na última quinta-feira. A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, manteve-se hoje, ao ser fixada de novo em -0,331%, menos negativa do que actual mínimo de sempre, de -0,0332%, registado pela primeira vez em 10 de Abril.

Eleições suportam libra

A confirmação da ida às urnas no Reino Unido suportou uma recuperação da moeda britânica. A libra ganha 0,46% face ao euro, para 1,1859 euros, depois de ter chegado a negociar em máximos de 24 de Fevereiro deste ano. Em relação ao dólar, a divisa britânica ganha 0,59% para 1,2639 dólares, tendo já somado durante o dia 0,63% para 1,2644 dólares, um máximo de 2 de Fevereiro de 2017.

Petróleo no vermelho

Os preços do petróleo mantêm-se com sinal negativo, com a matéria-prima a ser pressionada pelo aumento da produção nos EUA. O WTI, negociado em Nova Iorque, cai 0,25% para 52,52 dólares por barril, ao passo que o Brent, em Londres, desce 0,54% para 55,06 dólares. Esta descida ocorre depois de um relatório nos EUA antecipar um aumento da actividade de exploração de petróleo de xisto nos EUA, apesar da Arábia Saudita estar a reduzir a sua produção.

Tensões geopolíticas dão brilho ao ouro

O ambiente de instabilidade política na Europa e o clima de tensão entre os EUA e a Coreia do Norte estão a reflectir-se numa subida dos preços do ouro. O metal precioso avança 0,1% para 1.285,80 dólares por onça, com a matéria-prima a permanecer próximo de máximos de cinco meses, a beneficiar da procura por activos de refúgio.




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comentários mais recentes
ACORDEM que já é dia 18.04.2017

ACORDEM a
DBRS vai subir o RATING do BCP
ACORDEM vamos ..... SAIR .... DO .... LIXO a DBRS na sexta feira vai SUBIR o RATING DE PORTUGAL E DO MILENIUM ACORDEM se querem ganhar muito $$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$

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