Mercados num minuto Fecho dos mercados: Juros a caminho de quebrar os 2% e petróleo acima dos 63 dólares  

Fecho dos mercados: Juros a caminho de quebrar os 2% e petróleo acima dos 63 dólares  

A primeira sessão da semana foi de ganhos para as bolsas, mas sobretudo para as obrigações soberanas e o petróleo. A "yield" da dívida portuguesa está à beira de descer da fasquia dos 2% e o petróleo em Londres já negoceia acima dos 63 dólares, o que representa um máximo desde Julho de 2015.  
Fecho dos mercados: Juros a caminho de quebrar os 2% e petróleo acima dos 63 dólares  
Nuno Carregueiro Rita Faria 06 de novembro de 2017 às 17:22

Os mercados em números

PSI-20 desceu 1,44% para 5.368,64 pontos

Stoxx600 avançou 0,2% para 396,86 pontos

S&P 500 sobe 0,11% para 2.590,72 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal recuou 4,4 pontos para 2,02%

Euro recua 0,11% para 1,1595 dólares

Petróleo sobe 2,53% para 63,64 dólares por barril, em Londres

 

Bolsas europeias beneficiam com dados económicos

As bolsas europeias negociaram em terreno positivo, beneficiando com os dados económicos que reforçam a expectativa de crescimento para a economia europeia. Segundo os dados hoje divulgados pelo índice PMI, o crescimento da Zona Euro manteve-se forte no início do último trimestre, com o ritmo da criação de emprego a aumentar ao nível mais alto da década.

 

O Stoxx600 avançou 0,2%, recuperando das perdas da manhã, sendo que entre os índices nacionais o dia foi de fracas oscilações. Lisboa foi das praças europeias que registou as quedas mais acentuadas, com o PSI-20 a cair 0,35% para 5.349,73 pontos numa sessão que fica marcada pelo novo mínimo dos CTT (acções caíram mais de 3%) e forte queda da Altri (desceu mais de 8% depois de ter apresentado resultados).

 

Em Wall Street o dia está também a ser de ganhos, com o Nasdaq a marcar novos recordes depois da Broadcom ter anunciado uma oferta sobre a Qualcomm, na maior operação de sempre no sector das tecnologias. A condicionar de forma negativa estão as operadoras de telecomunicações, depois da Sprint e a T-Mobile US terem cancelado as negociações para fusão.

 

DBRS coloca juros portugueses perto de quebrar fasquia dos 2%

Os juros da dívida portuguesa a dez anos atingiram um novo mínimo de dois anos e meio, depois de a agência DBRS ter decidido manter o rating da dívida soberana nacional em "BBB" – último nível do grau de investimento – e a perspectiva "estável" na passada sexta-feira.

 

A ‘yield’ associada às obrigações a dez anos recuou 4,4 pontos para 2,02%, o valor mais baixo desde Abril de 2015, acompanhando o alívio que se regista nas principais economias do euro. Na Alemanha a "yield" das bunds a 10 anos desce 2,9 pontos base para 0,335% (valor mais baixo em quase dois meses), pelo que o spread da dívida portuguesa está nos 168 pontos base, um novo mínimo desde Maio de 2015.

 

Taxas Euribor estáveis

As taxas Euribor mantiveram-se hoje a três, seis e 12 meses e desceram a nove meses em relação a sexta-feira. De acordo com Lusa, a taxa a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, voltou hoje, pela quarta sessão consecutiva, a ser fixada em -0,329%, contra o actual mínimo de sempre, de -0,332%. A taxa Euribor a seis meses ficou estável pela sexta sessão consecutiva, em -0,276%, actual mínimo de sempre. 

 

Euro perde terreno

Apesar dos dados económicos positivos na Zona Euro, o euro está a perder terreno face ao dólar, numa altura em que estão a ser reforçadas as expectativas de subida de juros nos Estados Unidos em Dezembro. A probabilidade apontada pelos analistas subiu de 87,5% para 92%.

 

O euro desce 0,11% para 1,1595 dólares numa sessão que no mercado cambial está também a ser condicionada pelos desenvolvimentos relacionados com a visita de Donald Trump à Ásia.

 

Petróleo em máximos de Julho de 2015 

O petróleo está a reforçar os ganhos, tendo durante a tarde atingido novos máximos desde Julho de 2015 nos mercados internacionais. As detenções na Arábia Saudita estão a ser vistas como uma consolidação do poder do príncipe herdeiro, Mohamed bin Salman, que defende um prolongamento dos cortes na produção desta matéria-prima.

 

Dezenas de príncipes, ministros - actuais e antigos - e homens de negócios foram detidos na Arábia Saudita durante uma operação anti-corrupção, na noite de sábado, levada a cabo por um comité criado horas antes pelo rei Salman bin Abdulaziz e dirigido pelo príncipe herdeiro, Mohamed bin Salman.

 

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, ganha 2,16% para 56,84 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, sobe 2,53% para 63,64 dólares.




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comentários mais recentes
BOM para a Mota Engil Há 2 semanas

Mota Engil começa a recuperar algumas empreitadas que estavam pendentes da subida do petróleo, agora sim esta Empresa avança a toda a força, , até ao fim do ano 4.50 por ação, vai dar cartas a essas Empresas gigantes falidas . que enganam as pessoas com bons dividendos, CTT e EDP Sonae Capital

Beto Há 2 semanas

Petróleo em alta é bom para nós. Se os políticos souberem negociar, o que eu duvido, pode ser muito proveitoso para o país. Vamos ver o que sai dos políticos.

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