Mercados num minuto Fecho dos mercados: Juros abaixo de 4% após emissão. Petróleo dispara e sustenta bolsas

Fecho dos mercados: Juros abaixo de 4% após emissão. Petróleo dispara e sustenta bolsas

A taxa das obrigações portuguesas aliviou após a emissão desta quarta-feira. As bolsas europeias avançaram, mas Lisboa e Madrid não acompanharam as subidas. O dólar ganhou força numa sessão volátil e marcada pelas palavras de Trump.
Fecho dos mercados: Juros abaixo de 4% após emissão. Petróleo dispara e sustenta bolsas
Bloomberg
Rui Barroso 11 de janeiro de 2017 às 17:38

Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,61% para 4.589,92 pontos

Stoxx 600 subiu 0,23% para 364,90 pontos

S&P 500 valoriza 0,11% para 2.271,37 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal recua 7,6 pontos base para 3,974%

Euro recua 0,27% para 1,0526 dólares

Petróleo sobe 3,28% para 55,40 dólares por barril

Mineiras e petrolíferas impulsionam bolsas europeias

As bolsas europeias valorizaram. O Stoxx 600 avançou 0,23% para 364,90 pontos. A sustentar o dia positivo estiveram sobretudo as cotadas dos sectores mineiro e petrolífero, que beneficiaram da recuperação dos preços das matérias-primas. Outro dos sectores que mais avançaram na sessão foi o das acções ligadas à indústria automóvel, impulsionadas pela queda do euro.

Apesar de quase todas as praças terem encerrado no verde, a bolsa de Lisboa e de Madrid não aproveitaram o sentimento positivo, com quedas de 0,61% e 0,46%, respectivamente. Já o londrino FTSE 100 bateu um novo máximo histórico, ao subir 0,21%. Foi a 12.ª sessão consecutiva de ganhos.

No PSI-20 o BCP voltou a ser o maior foco de pressão. As acções do banco, que anunciou um novo aumento de capital, cederam 8,42% para 0,8454 euros, tendo renovado novos mínimos históricos. A Nos, a Sonae e a EDP Renováveis também não ajudaram aa bolsa nacional, com quedas superiores a 1%. A impedir tombos de maior dimensão estiveram a Galp e a EDP, com subidas de 0,57% e 0,47%. Mas foi a Mota-Engil a ter o melhor desempenho do dia, com uma valorização de 3,46%.

 

Taxa a dez anos alivia após emissão sindicada

O Tesouro arrancou esta quarta-feira com o programa de financiamento de 2017, financiando-se em 3.000 milhões de euros em títulos que atingem a maturidade em Abril de 2027. A taxa da operação foi de 4,227%. No entanto, à medida que os números da emissão sindicada foram divulgados, no mercado secundário as taxas aliviavam. A taxa genérica a dez anos desceu de 4,05% para 3,974%, segundo a Bloomberg.

As taxas das obrigações italianas e espanholas também baixaram 4,7 e 6 pontos base para 1,866% e 1,414%, respectivamente. Já os juros da dívida alemã contrariam a tendência de queda. Sobem 4,3 pontos base para 0,328%.

Euribor com novos mínimos

As taxas Euribor atingiram novos mínimos esta quarta-feira. No prazo a três meses, a taxa baixou 0,002 pontos percentuais para -0,326%, o valor mais baixo de sempre, segundo dados da agência Lusa. Na maturidade a seis meses, a Euribor desceu 0,001 pontos percentuais para -0,233%, o que constitui também um novo mínimo histórico. Também o indexante a 12 meses caiu 0,001 pontos percentuais para -0,091%, um novo recorde negativo.

Dólar ganha em dia de discurso de Trump

No dia em que Donald Trump fez a primeira conferência de imprensa em seis meses, o dólar ganhou força face às outras principais divisas mundiais. O índice da Bloomberg que mede a força da nota verde valorizou 0,14% para 1.268,93 pontos. Mas teve um comportamento volátil durante as respostas do presidente eleito. Chegou a subir 0,78%. O euro também não escapou às descidas, caindo 0,27% para 1,0526 dólares.
 

Petróleo sobe mais de 3% após corte de vendas à China

O petróleo recupera após as quedas das duas últimas sessões. Apesar de os dados das reservas nos EUA terem mostrado um aumento dos inventários e que as refinarias processaram um nível recorde de crude, o mercado está a reagir à informação de que a Arábia Saudita vai cortar a quantidade de petróleo a ser vendida à China e a outros países asiáticos em Fevereiro. O preço do Brent sobe 3,28% para 55,36 dólares. Já o West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, valoriza 3,11% para 52,40 dólares.

Café valoriza com preocupações sobre condições meteorológicas

O preço do café valoriza. As condições meteorológicas mais quentes e secas que o normal no Brasil causaram receios de que a produção no país poderá ficar abaixo do antecipado. Como consequência a cotação do café avançava esta quarta-feira 1,50% para 149,2 cêntimos de dólar por libra-peso.




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