Mercados num minuto Fecho dos mercados: Juros da dívida sobem para máximos de Outubro antes de leilão

Fecho dos mercados: Juros da dívida sobem para máximos de Outubro antes de leilão

O euro está a subir mais de 0,5% face ao dólar, e o petróleo recua pelo oitavo dia. As bolsas voltaram ao vermelho, enquanto o ouro continua a beneficiar do estatuto de refúgio.
Fecho dos mercados: Juros da dívida sobem para máximos de Outubro antes de leilão
Reuters
Diogo Cavaleiro 13 de fevereiro de 2018 às 17:35

Os mercados em números

PSI-20 perdeu 0,15% para 5.365,45 pontos

Stoxx 600 cedeu 0,63% para 370,58 pontos

S&P 500 segue a cair 0,22% para 2.650,12 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos ganhou 6,4 pontos base para 2,14%

Euro soma 0,56% para 1,2360 dólares

Petróleo em Londres recua 0,06% para 62,55 dólares por barril

 

Bolsas europeias recuam

A bolsa portuguesa fechou em baixa, a acompanhar as principais praças europeias e a imitar também a tendência de Wall Street, que tinham recuperado das quedas na segunda-feira.

 

O PSI-20 perdeu 0,15%, mas foi o espanhol IBEX-35 o que mais cedeu, ao recuar 1,23%. O índice geral Stoxx Europe 600 caiu 0,63% esta terça-feira, sessão em que houve discursos dos presidentes dos principais bancos centrais.

 

Jerome Powell, o novo presidente da Reserva Federal norte-americana, fez o discurso da cerimónia de juramento em que assumiu estar alerta para impedir qualquer risco na estabilidade financeira. Já o líder do Banco Central Europeu, Mario Draghi, frisou que a Europa tem de "fazer muito mais" para conseguir lidar com a próxima crise.

                                                                             

Neste contexto de avisos, e em antecipação aos dados da inflação nos EUA esta quarta-feira, as bolsas negociaram no vermelho.

 

Portugal segue agravamentos nos juros

O mercado de dívida português acompanhou o comportamento das pares europeias, com as taxas de juro implícitas das obrigações a subirem. Os títulos de dívida de Itália, Espanha, Portugal, e também França estão a verificar agravamentos das rendibilidades exigidas pelos investidores. A Alemanha é uma excepção, com uma tendência mista, antes da divulgação da inflação nos Estados Unidos. 

 

A "yield" implícita das obrigações portuguesas a dez anos está a subir 7,5 pontos base para 2,14% no mercado secundário (onde os investidores trocam títulos entre si), segundo as taxas genéricas da Bloomberg. É uma taxa que não se verificava desde Outubro do ano passado. A generalidade das taxas segue este comportamento um dia antes de o Estado realizar uma operação no mercado primário – em que há colocação de títulos junto de investidores.

 

Esta quarta-feira, o IGCP, agência que gere a dívida pública portuguesa, vai realizar uma emissão de dívida com vencimento em 2022 e 2028, onde espera arrecadar entre 1.000 e 1.250 milhões de euros junto de investidores.

 

Euro ganha pelo terceiro dia

O euro está a subir 0,56% para 1,2360 dólares. A moeda única está a ganhar pelo terceiro dia consecutivo, estando no valor mais elevado no espaço de uma semana.

Em causa está uma quebra do dólar, que também perde face ao iene, um activo considerado de refúgio que avança devido à elevada volatilidade, um facto que continua a assustar os investidores.

 

Euribor continuam próximas dos mínimos históricos

As taxas Euribor subiram esta terça-feira no prazo a seis meses, tendo-se mantido nas restantes maturidades, segundo a fixação diária divulgada pela Lusa.

 

A Euribor a seis meses subiu 0,002 pontos para -0,276%, próxima do mínimo de -0,279%, fixado pela primeira vez a 31 de Janeiro. A Euribor a três meses permaneceu pela oitava sessão em -0,329%, perto do mínimo histórico de -0,332%.

 

A nove meses, a Euribor continuou em -0,222% (mínimo de -0,224%) e a 12 meses manteve-se em -0,191% (mínimo de -0,194%).

 

Petróleo cai pelo oitavo dia

Os preços do petróleo estão a cair nos mercados internacionais, ainda que com recuos ligeiros face ao que já se verificou esta terça-feira.

 

Os contratos futuros de West Texas Intermediate cedem 0,27% para 59,13 dólares por barril, em Nova Iorque.

 

Já o Brent do Mar do Norte, cujos contratos são transaccionados em Londres, perde 0,06% para 62,55 dólares por barril. É a oitava sessão consecutiva de perdas.

 

Esta terça-feira, a Agência Internacional de Energia (AIE) considerou que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) está ser bem-sucedida na anulação do excesso de oferta de petróleo no mercado.

 

Novo avanço no ouro

O ouro está a ganhar terreno, com uma subida de 0,40% para 1.328,43 dólares por onça. Em causa está a procura por este activo de refúgio (como o iene), com os investidores a procurarem proteger-se dos dados da inflação nos EUA, que serão revelados na quarta-feira.

É a inflação que determina, em grande medida, o andamento da política monetária e o caminho de normalização para uma postura menos expansionista que tem sido seguido pela Reserva Federal norte-americana.

 




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