Mercados num minuto Fecho dos Mercados: Juros da periferia imparáveis. Euro sofre e bolsas recuperam

Fecho dos Mercados: Juros da periferia imparáveis. Euro sofre e bolsas recuperam

O euro continua a perder valor face ao dólar após Janet Yellen ter sinalizado que em Dezembro as taxas de juro irão subir nos EUA. O agravamento dos juros da dívida continua, penalizando especialmente Portugal, Itália e Espanha.
Fecho dos Mercados: Juros da periferia imparáveis. Euro sofre e bolsas recuperam
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,48% para 4.416,19 pontos

Stoxx 600 ganhou 0,63% para 340,60 pontos

S&P 500 avança 0,41% para 2.185,78 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal subiu 6,9 pontos base para 3,742%

Euro recua 0,32% para 1,0657 dólares

Petróleo sobe 0,54% para 46,88 dólares por barril

 

Mineiras e energia com dia positivo em bolsa

O Stoxx 600 inverteu das descidas que sofreu durante grande parte da sessão. O índice europeu valorizou 0,63%. As cotadas do sector mineiro e petrolífero beneficiaram com a subida dos preços das matérias-primas. Os índices desses sectores avançaram mais de 1%. E as "utilities" e empresas de telecomunicações, que tendem a sofrer com a subida das taxas de juro das obrigações, recuperaram parte das perdas que sofreram nas últimas sessões.

Na bolsa portuguesa, a história foi semelhante. O PSI-20 avançou 0,48%, impulsionado pelos ganhos de 4% da Galp e de 2,38% da EDP. Já os CTT e a Pharol tiveram as maiores descidas, com desvalorizações de 5,26% e 4,15%.

Juros não param de subir

A taxa das obrigações portuguesas a dez anos continuam a escalar, sendo umas das mais penalizadas na tendência de subida global dos juros que ocorre desde a eleição de Donald Trump. A "yield" nacional subiu 6,9 pontos base para 3,742%, um nível considerado já como "alarmante" pelo Commerzbank. Também as "yields" de Itália e Espanha estão sob forte pressão. Isto à medida que se vai aproximando a data do referendo constitucional em Itália. A taxa italiana subiu 6,1 pontos base para 2,094%. Já a "yield" espanhola aumentou 4,9 pontos base para 1,593%.

Por seu lado, a taxa alemã evitou as subidas, baixando 1,8 pontos base para 0,279%. Esta queda, a par com a subida dos juros nacionais, levou o prémio de risco a aumentar para 346 pontos base.

Euribor com novos mínimos a seis e a 12 meses

As Euribor desceram esta quinta-feira nos prazos a três, seis e 12 meses. Nestas duas últimas maturidades, foram mesmo atingidos novos mínimos, segundo dados da Agência Lusa. A Euribor a seis meses desceu 0,1 pontos base para -0,215%. Já o indexante a 12 meses baixou 0,2 pontos base para -0,075%. A taxa a três meses também caiu. Desceu 0,1 pontos base para -0,312%, muito próximo do mínimo histórico de -0,313%.


Euro em queda pela nona sessão

A moeda única continua a perder valor face ao dólar. O euro desce 0,32% para 1,0657 euros, a recuar pela nona sessão consecutiva e depois de ontem ter tocado em mínimos de Dezembro face à nota verde. A pressionar a divida europeia continua a expectativa de uma subida dos juros nos EUA na reunião do próximo mês, uma decisão que irá deixar a política monetária nos dois lados do Atlântico ainda mais afastada. Esta quinta-feira, 17 de Novembro, a presidente da Reserva Federal dos EUA confirmou no Congresso norte-americano que "em breve" deverá ser decretado um novo aumento da taxa de juro directora.

Arábia Saudita segura petróleo

Os preços do petróleo seguem a negociar em alta ligeira nos mercados internacionais, com a matéria-prima a reagir às declarações de ministros da Arábia Saudita, que se mostraram optimistas em relação a um acordo para cortar produção. O Brent do Mar do Norte, transaccionado no mercado londrino, segue a valorizar 0,54% para 46,88 dólares por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), cotado em Nova Iorque, soma 0,86% para 45,96 dólares.

Indicadores positivos suportam cobre

O cobre, que na última semana disparou 21% após a vitória de Donald Trump na corrida à Casa Branca, segue a recuperar após duas sessões negativas. Os futuros do metal industrial para entrega em Março somam 1% para 2,503 dólares por libra peso, no mercado Comex, em Nova Iorque. A puxar pelas cotações do cobre está a divulgação de um crescimento da construção de casas novas nos EUA em Outubro, com o indicador a subir para máximos de nove meses.




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