Mercados num minuto Fecho dos mercados: Juros de Portugal acima dos 2% e euro perto de máximos de três anos

Fecho dos mercados: Juros de Portugal acima dos 2% e euro perto de máximos de três anos

Foi um arranque de ano de tendências mistas nas bolsas, desvalorização acentuada nas obrigações da Zona Euro e fraqueza no dólar.
Fecho dos mercados: Juros de Portugal acima dos 2% e euro perto de máximos de três anos

O mercado em números

Stoxx 600 cedeu 0,21% para 388,35 pontos
PSI-20 subiu 1,51% para 5.469,6 pontos
S&P 500 sobe 0,54% para 2.688,15 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos subiram 6,8 pontos base para 2,01%
Euro valoriza 0,34% para 1,2053 dólares
Petróleo em Londres recua 0,69% para 66,41 dólares por barril

  

Wall Street lidera ganhos nas bolsas 

No início de ano nos mercados accionistas repete-se a tendência de 2017, com Wall Street a comandar os ganhos, com destaque para as tecnológicas, que levam o Nasdaq a subir mais de 1%. A alta de Wall Street foi suficiente para trazer vários índices europeus para terreno positivo, mas não todos. O Stoxx 600 cedeu 0,21% para 388,35 pontos.

 

O PSI-20 destacou-se pela positiva, ao avançar mais de 1,5% para máximos de 31 de Outubro. O índice português registou a valorização diária mais acentuada desde meados de Setembro, com o BCP, Galp Energia e CTT a impulsionarem.  

 

Juros da dívida portuguesa acima de 2%

O arranque de ano está a ser negativo para as obrigações soberanas da Zona Euro, devido às boas perspectivas para a economia da região, que pressionam o Banco Central Europeu a remover de forma mais célere os estímulos económicos.

 

A "yield" das obrigações do Tesouro a 10 anos subiu 6,8 pontos base para 2,01%. Pela primeira vez desde 17 de Novembro que supera a barreira dos 2%, após uma série de cinco sessões sempre a subir. Os juros da dívida soberana portuguesa atingiram a 18 de Outubro valores abaixo de 1,8%, o que representou mínimos desde 2015, depois de a Fitch ter elevado o "rating" de Portugal em dois níveis. De acordo com a Bloomberg, os títulos de dívida portugueses foram os que geraram maior retorno aos investidores em 2017 na Zona Euro.

 

O movimento de agravamento das "yields" é transversal na Europa. A "yield" das obrigações italianas aumenta 9 pontos base para 1,09%, persistindo acima dos juros portugueses. Com os juros da Alemanha a registarem um aumento de menor dimensão, o "spread" da dívida portuguesa está a agravar-se quase 3 pontos base para 154 pontos base.     

 

Euro perto de máximo de três anos

A sessão está a ser marcada pela fraqueza do dólar, que está a transaccionar em mínimo de três meses contra as principais divisas mundiais. Em sentido inverso, o euro arrancou 2018 a negociar acima dos 1,20 dólares, próximo de máximos de três anos, depois de terem sido divulgados dados que apontam para um crescimento recorde na actividade manufactureira da Zona Euro em Dezembro. A moeda única está a subir 0,34% para 1,2053 dólares, o nível mais elevado desde 8 de Setembro. Se superar os 1,21 dólares atingirá máximos desde o final de 2014.

 

Sem receio do Irão, petróleo corrige

Os preços do petróleo seguem a ceder terreno, a corrigir de máximos de 2015 atingidos durante a manhã. O ouro negro estava a valorizar devido aos receios de que as tensões no Irão pudessem afectar a oferta do terceiro maior produtor da OPEP, mas os dados da Bloomberg sobre os carregamentos iranianos mostraram que as exportações de crude de Teerão não estão a ser penalizadas, o que inverteu a tendência da matéria-prima nos mercados.


Em Londres, o Brent do Mar do Norte recua 0,69% para 66,41 dólares por barril, enquanto em Nova Iorque o crude de referência dos EUA – o West Texas Intermediate – negoceia a perder 0,43% para 60,16 dólares.

 

Dólar fraco impulsiona ouro

O arranque do ano também está a ser positivo para o ouro, que regista esta terça-feira o oitavo dia consecutivo de ganhos, o que corresponde ao maior ciclo de subidas desde meados de 2011, realça a Bloomberg. Este material precioso está a subir 0,69% para 1.311,74 dólares a onça, um máximo de Setembro, depois de ter valorizado 14% em 2017. A alta do ouro, segundo os operadores, está relacionada com a fraqueza da moeda norte-americana.




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