Mercados num minuto Fecho dos mercados: Juros disparam enquanto Yellen suporta ganhos nas bolsas

Fecho dos mercados: Juros disparam enquanto Yellen suporta ganhos nas bolsas

As declarações de Janet Yellen no Senado americano continuam a suportar as bolsas. Já os juros dispararam e o petróleo segue acima dos 45 dólares.
Fecho dos mercados: Juros disparam enquanto Yellen suporta ganhos nas bolsas
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Patrícia Abreu 13 de julho de 2017 às 17:22

Os mercados em números

PSI-20 ganhou 2% para 5.319,28 pontos

Stoxx 600 valorizou 0,32% para 386,14 pontos

S&P 500 sobe 0,19% para 2.447,89 pontos

Juros da dívida a dez anos subiram 9,4 pontos base para 3,199%

Euro perde 0,2% para 1,1389 dólares

Brent ganha 1,32% para 48,37 dólares

Yellen sustenta ganhos nas bolsas

As praças do Velho Continente prolongaram os ganhos da última sessão, com os investidores a continuarem a interpretar o discurso de Janet Yellen, presidente da Reserva Federal dos EUA, como um sinal que o banco central irá subir juros de forma gradual. O índice europeu Stoxx 600 avançou 0,36%, numa sessão em que os sectores do retalho e das telecomunicações se destacaram com valorizações superiores a 1%.

A dominar a sessão esteve mais uma vez o testemunho da presidente da Fed no Senado. A Fed "continua a esperar que a evolução da economia permita aumentos graduais das taxas de juro ao longo do tempo", afirmou Janet Yellen, presidente do banco central, um discurso que está a ser encarado com optimismo por parte dos investidores. Além das subidas de juros, a Fed deverá ainda dar outros passos de normalização da política monetária, como a redução do balanço através da venda de parte das obrigações soberanas que comprou nos últimos anos, num movimento que deverá iniciar já este ano.

A bolsa portuguesa liderou, porém, os ganhos na Europa. O PSI-20 subiu 2%, uma subida sustentada pelo ganho expressivo do BCP, da Jerónimo Martins e da Nos. O banco protagonizou uma escalada de 6,28% para 0,2588 euros. Já a Nos valorizou 3,54% para 5,469 euros, depois do primeiro-ministro António Costa ter afirmado, no Parlamento, que já escolheu a sua operadora e ter tecido criticas à Altice, a principal concorrente da Nos. A animar esteve ainda a Jerónimo Martins, que somou 1,52% para 17,65 euros.

Juros na Europa disparam

As taxas de juro exigidas pelos investidores para deter dívida portuguesa dispararam, numa sessão marcada pelo agravamento das "yields" da dívida soberana europeia. Em Portugal, a taxa a dez anos escalou 9,4 pontos base para 3,199%, num momento em que persiste a especulação de que Mario Draghi, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), se prepara para dar sinais sobre uma redução de estímulos monetários na região.

Segundo uma notícia publicada pelo Wall Street Journal, Draghi irá discursar sobre o futuro da política de estímulos no euro em Jackson Hole. O movimento de subida de juros foi generalizado. As taxas de Itália e Espanha dispararam mais de seis pontos base, enquanto as alemãs bunds subiram 2,4 pontos para 0,603%.

Euribor estáveis a três e seis meses

As taxas Euribor mantiveram-se hoje a três, seis e nove meses e subiram a 12 meses em relação a quarta-feira. A Euribor a três meses manteve-se em -0,331%, pela quinta sessão consecutiva e acima do actual mínimo de sempre, de -0,332%, registado pela primeira vez em 10 de abril. A seis meses, a taxa Euribor, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez em 06 de Novembro de 2015, também se manteve, pela quarta sessão consecutiva, em -0,273%. No prazo de 12 meses, a taxa foi fixada hoje em -0,151%, mais 0,003 pontos do que na quarta-feira e acima do actual mínimo de sempre, de -0,163%, registado pela primeira vez em 23 de Junho.

Dólar sobe de mínimos de 10 meses

A nota verde está a recuperar de mínimos de dez meses, depois de Janet Yellen ter argumentado que deverá manter uma subida de juros gradual nos EUA. Face ao euro, o dólar avança 0,2% para 1,1389 dólares, num momento em que os investidores aguardam o segundo discurso da presidente da Reserva Federal dos EUA no Senado, depois de Yellen ter deixado indicações que não serão necessárias muitas mais subidas das taxas para colocar os juros num nível neutral para a economia.

Petróleo acima dos 45 dólares

Os preços do petróleo seguem a valorizar mais de 1% nos mercados internacionais, depois de ter sido divulgado um relatório onde a Agência Internacional de Energia (AIE) se mostra menos confiante para um reequilíbrio no mercado. "Precisamos de esperar um pouco mais para confirmar se o processo de reequilíbrio começou de facto no segundo trimestre", refere a AIE, citada pela Bloomberg. As estimativas para a oferta e para a procura sugerem que os inventários de combustíveis devem começara a diminuir de uma forma gradual embora "por agora, os números das reservas não suportem este cenário". O WTI, negociado em Nova Iorque, sobe 1,43% para 46,14 dólares por barril, enquanto o Brent, em Londres, soma 1,32% para 48,37 dólares.

Alumínio em máximos de oito meses

Os preços do alumínio escalaram para máximos de oito meses, a reagirem à notícia que a maior produtora do metal está a considerar aumentar o corte da produção. O metal sobe 2,9% para 1.943 dólares por tonelada, a maior valorização intradiária desde 25 de Outubro. A China Hongqiao Group vai suspender a sua capacidade de produção anual em 600 mil toneladas métricas.




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