Mercados num minuto Fecho dos Mercados: Juros mistos, euro flutua, petróleo recupera à espera da OPEP

Fecho dos Mercados: Juros mistos, euro flutua, petróleo recupera à espera da OPEP

A dois dias da reunião da OPEP para fechar um acordo de estabilização de preços o optimismo do Iraque ajuda à recuperação dos preços do petróleo. Os principais índices bolsistas recuam com Wall Street a ceder de máximos.
Fecho dos Mercados: Juros mistos, euro flutua, petróleo recupera à espera da OPEP
Reuters
Paulo Zacarias Gomes 28 de Novembro de 2016 às 17:37

PSI-20 recuou 0,79% para 4.426,51 pontos

Stoxx 600 caiu 0,77% para 339,83 pontos
S&P 500 cai 0,28% 2.207,54 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal sobe 0,2 pontos base para 3,599%

Euro recua 0,06% para 1,0583 dólares

Petróleo soma 2,2% para 48,28 dólares por barril, em Londres

Lisboa recua ao fim de duas sessões
A praça portuguesa seguiu a tendência europeia e fechou em terreno negativo, depois de duas sessões de valorizações, penalizada pelas quedas da Nos e da Galp, neste caso apesar da valorização do preço do petróleo nos mercados internacionais. Já a Nos caiu após o Benfica ter contestado o acordo assinado entre a operadora e o Sporting e por ter sido condenada a pagar 5,3 milhões de euros à Meo devido a alegadas portabilidades indevidas.

No resto do Velho Continente as perdas foram lideradas pelo sector financeiro, também depois de duas sessões no verde, com a banca espanhola e italiana a conduzir o movimento negativo. Milão e Frankfurt foram as praças mais afectadas, com o índice italiano a ceder quase 2% a poucos dias do referendo constitucional transalpino.

Já Wall Street recua dos máximos históricos renovados na sexta-feira passada, depois de um final de semana de menor liquidez devido ao feriado do Dia de Acção de Graças. Os analistas consideram que os ganhos nas acções no pós-eleição de Donald Trump - pela expectativa de aplicação do seu plano de investimentos públicos - terão sido exagerados.

 

Juros de Portugal mistos com Europa em queda

Com variações pouco expressivas, os juros associados à dívida soberana portuguesa em mercado secundário oscilam entre apreciações e alívios, enquanto no resto dos países periféricos do sul do euro a tendência é de recuos ligeiros. Os juros a 10 anos aliviam depois de duas sessões de quedas e o prémio de risco em relação às bunds alemãs agrava para os 340 pontos-base. As obrigações norte-americanas aliviam de máximos de Julho. Nas duas semanas a seguir à vitória de Trump os investidores retiraram 10,7 mil milhões de dólares (10,1 mil milhões de euros) dos fundos de obrigações norte-americanos, no maior movimento de desinvestimento verificado nestes activos desde 2013.

Euribor só descem a 9 meses

As taxas Euribor ficaram inalteradas na maioria dos prazos - a três, seis e 12 meses – tendo caído na maturidade a nove meses face a sexta-feira. A três meses o valor permanece no mínimo histórico de -0,314% e a seis meses, mais frequente nos créditos à habitação, ficou em -0,219%. No prazo de 12 meses manteve-se o mínimo recorde de -0,079% e a nove meses desceu para -0,136%, de acordo com a Lusa.

Euro flutua, rublo cai

O valor da moeda única europeia segue pouco alterado em relação à nota verde, depois de duas sessões de ganhos e no dia em que o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, confirmou no Parlamento Europeu que a reunião de 8 de Dezembro da autoridade monetária trará novidades em relação à continuidade do actual programa de estímulos económicos. Já a incerteza em relação a um acordo entre os produtores de petróleo - onde se deverá incluir a Rússia, o maior exportador de energia do mundo -, penaliza o valor do rublo, que cede pela quarta sessão.

Petróleo regressa aos ganhos a dois dias de reunião da OPEP

O barril recupera parte das quedas de sexta-feira depois de o Iraque ter manifestado vontade de cooperar com os restantes países da OPEP no alcance de um acordo global de fornecimento de petróleo que seja aceitável para todos os membros. Bagdade diz-se "optimista" em relação a esse entendimento depois de a Arábia Saudita ter falhado esta segunda-feira a presença num encontro com países externos ao cartel (entre os quais a Rússia) e a dois dias da reunião da organização em Viena onde se espera fechar um acordo que ajude a sustentar os preços no mercado.

Ouro a caminho da maior valorização em quase um mês

O metal amarelo beneficia da queda do dólar em relação às suas contrapartes, que contribui também para a apreciação de outras matérias-primas metálicas, como o paládio. O ouro recupera das quedas recentes das últimas sessões, em que foi penalizado pela aposta da futura administração Trump em investimento público o que, favorecendo um aumento dos juros pela Fed, também reduz o apetite por activos sem um retorno associado. O preço da onça de ouro soma 0,9% para 1.191,90 dólares.




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