Mercados num minuto Fecho dos mercados: Juros portugueses em novo mínimo. Brent em alta com acordo da OPEP

Fecho dos mercados: Juros portugueses em novo mínimo. Brent em alta com acordo da OPEP

As bolsas europeias encerraram em queda, com excepção das praças de Milão e Lisboa, num dia em que o Brent segue animado pelo acordo da OPEP e os juros portugueses atingiram um novo mínimo, depois dos dados da inflação.
Fecho dos mercados: Juros portugueses em novo mínimo. Brent em alta com acordo da OPEP
Bloomberg
Rita Faria 30 de novembro de 2017 às 17:12

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,21% para 5.363,07 pontos

Stoxx 600 desceu 0,32% para 386,71 pontos

S&P500 ganha 0,60% para 2.641,88 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos recuaram 5,9 pontos para 1,872%

Euro sobe 0,42% para 1,1897 dólares

Petróleo valoriza 0,62% para 63,50 dólares por barril, em Londres

PSI-20 contraria perdas na Europa

As bolsas europeias encerraram em queda esta quinta-feira, 30 de Novembro, depois de duas sessões de ganhos, penalizadas pelas cotadas da construção e sector alimentar. O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, desceu 0,32% para 386,71 pontos.

 

Entre as principais praças europeias, só Milão e Lisboa contrariaram a tendência negativa. O PSI-20 valorizou 0,21% para 5.363,07 pontos, animado pelo BCP, grupo EDP e CTT.

 

O banco liderado por Nuno Amado somou 0,98% para 25,75 cêntimos, a EDP ganhou 1,27% para 2,945 euros e a EDP Renováveis valorizou 0,53% para 6,85 euros. Já os CTT dispararam 5,55% para 3,25 cêntimos, depois de terem atingido ontem um novo mínimo histórico, nos 3,012 cêntimos.

 

Juros portugueses atingem novo mínimo de 2015

Os juros da dívida portuguesa a dez anos atingiram um novo mínimo de mais de dois anos e meio esta quinta-feira, depois de ter sido divulgado, pelo Eurostat, que a taxa de inflação na Zona Euro subiu menos do que era esperado, em Novembro, aumentando a expectativa em torno da manutenção dos juros baixos, por parte do BCE.

 

A ‘yield’ associada às obrigações portuguesas a dez anos desceu 5,9 pontos para 1,872%, o valor mais baixo desde o final de Abril de 2015.

 

O alívio estendeu-se à generalidade dos países do euro, com os juros da dívida espanhola a recuarem 3,9 pontos para 1,446%, no mesmo prazo, e os alemães a caírem 1,8 pontos para 0,367%.

 

O Eurostat revelou que a taxa de inflação aumentou de 1,4%, em Outubro, para 1,5%, em Novembro, quando os economistas antecipavam que se fixasse em 1,6%.

 

Dólar em queda com foco na reforma fiscal

O índice que mede o desempenho do dólar face às congéneres europeias está a deslizar pela segunda sessão consecutiva, numa altura em que os investidores continuam atentos à evolução das negociações sobre a reforma fiscal nos Estados Unidos.

 

O euro, por seu lado, ganha 0,54% para 1,1922 dólares, depois de ter chegado a negociar com sinal negativo, penalizado pelas expectativas de que os estímulos na Zona Euro poderão ser prolongados por causa da inflação baixa.    

 

Brent em alta com prolongamento dos cortes

O petróleo esteve a negociar em alta nos mercados internacionais, depois de os membros da OPEP terem acordado prolongar os cortes na produção por mais nove meses – até ao final de 2018 – na reunião que decorreu esta manhã, em Viena.

 

Os membros do cartel estão agora reunidos com os outros países que assinaram o acordo em Novembro de 2016, incluindo a Rússia, para confirmar a extensão e delinear uma estratégia de saída.

 

Os ganhos da matéria-prima atenuaram-se durante a tarde, sendo que em Nova Iorque, o petróleo passou mesmo para perdas ligeiras. Nesta altura, o WTI cai 0,05% para 57,27 dólares, enquanto o Brent avança 0,62% para 63,50 dólares, depois de ter chegado a valorizar 1,74% para 64,21 dólares.  

 

Ouro cai com expectativa de subida dos juros

O ouro está a perder terreno, depois de a subida da inflação nos Estados Unidos superior ao esperado ter aumentado a expectativa de que a Reserva Federal vai mesmo anunciar uma nova subida dos juros em Dezembro.

 

O metal amarelo desce 0,51% para 1.277,09 dólares, enquanto a prata desliza 1,12% para 16,3565 dólares.




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub