Mercados num minuto Fecho dos mercados: Lisboa contraria ganhos nas bolsas europeias, dólar avança e ouro cai à espera da Fed

Fecho dos mercados: Lisboa contraria ganhos nas bolsas europeias, dólar avança e ouro cai à espera da Fed

Os mercados europeus regressaram aos ganhos, suportados na performance das bolsas de Paris e Frankfurt à boleia de um euro mais fraco. Dados do emprego nos EUA impulsionam o dólar e retiram atractividade ao ouro, a horas do fim da reunião da Reserva Federal dos EUA.
Fecho dos mercados: Lisboa contraria ganhos nas bolsas europeias, dólar avança e ouro cai à espera da Fed
Reuters
Paulo Zacarias Gomes 01 de fevereiro de 2017 às 17:24

Os mercados em números

PSI-20 perdeu 0,16% para 4.467,94 pontos

Stoxx 600 avançou 0,86% para 363,20 pontos

S&P 500 cai 0,15% para 2.275,45  pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal agravou 1,8 pontos base para 4,209%

Euro perde 0,42% para 1,0753 dólares.

Petróleo ganha 0,85% para 56,05 dólares por barril em Londres

 

Lisboa escapa a maré de ganhos na Europa

Os resultados melhor do que o esperado de empresas de base industrial como a Siemens e a melhoria da actividade industrial da China impulsionaram os ganhos nas praças europeias, em recuperação de três sessões consecutivas de quedas no principal índice accionista do velho continente. Frankfurt (onde a Siemens disparou mais de 4%) e Paris estão entre as praças que mais ganharam, também à boleia da fraqueza do euro que beneficia a cotação das exportadoras.

 

Lisboa colocou-se de fora da rota de ganhos, penalizada pelas prestações da Galp, universo EDP e dos CTT, com a empresa postal a voltar a protagonizar a maior queda do PSI-20 – 2,99% nos 5 euros por título. Nos e Sonae ajudaram ao tom vermelho, enquanto o BCP registou fortes ganhos na segunda sessão pós-negociação dos direitos, a somar 4,54% para 16,35 cêntimos por título. A maior valorização coube à Pharol – mais 8,98% para 27,9 cêntimos - depois de se saber que a Oi e os sócios da Africatel (Samba) concluíram o acordo para a resolução de conflitos.

 

Em Wall Street os índices seguem mistos, a digerir receitas da Apple melhor que o esperado e dados de crescimento no emprego privado. Os investidores aguardam pela conclusão, hoje, da reunião de dois dias da Fed.

Juros regressam às apreciações
Depois de terem encerrado o mês de maiores agravamentos em ano e meio, as obrigações portuguesas mantiveram o agravamento na sessão de hoje, em linha com o verificado na generalidade das pares do Sul do euro. O spread face à dívida alemã recua ligeiramente do máximo de Fevereiro de 2016 tocado ontem, estando agora nos 374 pontos base. 

A penalizar a dívida soberana em mercado secundário no espaço do euro continuam os receios em torno do resultado das eleições na Europa (Alemanha, França e Holanda vão às urnas este ano) numa altura em que sobe de tom um discurso anti-euro e em que se especula sobre a data em que terminará o programa de compra de activos do BCE. 

 

Euribor caem na maior parte dos prazos, renovam mínimos a 12 meses

As taxas Euribor desceram esta quarta-feira em três prazos (três, seis e 12 meses, neste caso para novo mínimo histórico) e mantiveram-se no de nove meses. A três meses a taxa caiu para -0,328%, próxima do mínimo atingido no passado dia 17 (-0,329%), enquanto a seis – a  mais usada em Portugal nos créditos à habitação ficou em -0,244%. A 12 meses estreou um novo mínimo histórico de -0,103%, caindo 0,002 pontos face a terça-feira. A nove meses, manteve-se nos -0,159%.

 

Dólar soma à boleia do emprego

Os dados de criação de emprego no sector privado – em Dezembro estas empresas registaram a maior criação de postos de trabalho dos últimos seis meses – dão força à nota verde contra as suas dez principais contrapartes, incluindo o euro.  A contribuir para os ganhos estão ainda os dados melhor do que o previsto do índice de gestores de compras para a área industrial (56.0, contra 54.5 em Dezembro), que reforçam a ideia de robustez da maior economia do mundo e de maior pressão inflacionista.

 

Petróleo avança com menos produção iraquiana e apesar de aumento nos EUA

O preço da matéria-prima energética soma menos 1% tanto em Londres como em Nova Iorque, depois de dados de redução dos "stocks" na maior plataforma de fornecimento (em Cushing, Oklahoma), apesar de a nível nacional os dados oficiais da Energy Information Administration apontarem para um crescimento, na semana terminada a 27 de Janeiro, duas vezes superior ao esperado pelos analistas, de 6,47 milhões de barris de petróleo. A Reuters acrescenta que o segundo maior produtor da OPEP, o Iraque, reduziu substancialmente a produção de petróleo em Janeiro, estando ainda por atingir os níveis esperados pelo cartel.

 

Ouro enfraquece com sinais do mercado de trabalho norte-americano

Os sinais de força das duas maiores economias do mundo (visíveis no emprego no caso dos EUA e na indústria no caso da China) afastam os investidores do ouro enquanto activo de refúgio, levando à queda do preço por onça. A melhoria do mercado de trabalho dá gás a uma aceleração do aumento dos juros nos EUA por parte da Reserva Federal, beneficiando o dólar.

 

Ainda entre os metais, o cobre supera os 6 mil dólares por tonelada métrica perante a recusa dos trabalhadores da mina chilena Escondida em aceitar a proposta de aumentos salariais feita pela administração.


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Anónimo 01.02.2017

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Obrigado pelo seu tempo.

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