Mercados num minuto Fecho dos mercados: Mario Draghi anima bolsas e euro. Juros em queda

Fecho dos mercados: Mario Draghi anima bolsas e euro. Juros em queda

As principais praças europeias terminaram o dia sobretudo em alta, com os investidores animados com as palavras de Mario Draghi. O euro volta a estar acima dos 1,20 dólares e sobe mais de 14% desde o início do ano.
Fecho dos mercados: Mario Draghi anima bolsas e euro. Juros em queda
Bloomberg
Ana Laranjeiro 07 de setembro de 2017 às 17:25

Os mercados em números

PSI-20 desceu 1,08% para 5.074,49 pontos

Stoxx 600 subiu 0,27% para 374,95 pontos

S&P 500 cede 0,08% para 2.463,63 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal recuam 9,8 pontos base para 2,748%

Euro ganha 0,77% para 1,2008 dólares

Petróleo ganha 0,33% para 54,38 dólares por barril em Londres

 

Investidores animados após BCE

Os investidores já marcaram na agenda o dia 26 de Outubro. É o dia em que os governadores do Banco Central Europeu voltam a reunir-se e em cima da mesa deverá estar o programa de compra de activos da autoridade monetária. E o banco central poderá anunciar alterações a este programa. Pelo menos foi essa a indicação deixada por Mario Draghi na conferência de imprensa, após o encontro desta quinta-feira.

O presidente do BCE admitiu na conferência de imprensa que "houve uma discussão muito preliminar sobre os vários cenários para a política monetária".


Nesta quinta-feira, a maioria das praças do Velho Continente terminou com sinal mais, sendo que Frankfurt liderou os ganhos, seguido por Londres. O Stoxx 600, índice de referência, subiu 0,27%.

Lisboa, por outro lado, fechou no vermelho, penalizada pela queda superior a 7% do BCP.


Juros em queda 

Os juros da dívida pública portuguesa a dez anos estão a registar uma descida de 9,8 pontos base para 2,748%, depois de Draghi sugerir que a autoridade monetária da Zona Euro toma uma decisão sobre o programa de compra de activos no próximo mês.

Os juros da Alemanha recuam 4,1 pontos base para 0,307%. O prémio de risco está nos 239,2 pontos.


Euro com ganhos superiores a 14% desde o início do ano

A moeda da Zona Euro está novamente a negociar acima dos 1,20 dólares depois do presidente do Banco Central Europeu ter indicado que a autoridade monetária poderá estar pronta para tomar decisões sobre o seu programa de compra de activos em Outubro. Por esta altura, a moeda sobe 0,77% para 1,2008 dólares e acumula uma valorização de 14,177% desde o início de 2017.

Sireen Harajli, estratega na Mizuho em Nova Iorque, em declarações à Reuters, assume que apesar de Draghi ter tentado transmitir um tom apaziguador "na minha opinião soou que há um nível decente de confiança no crescimento económico". "A probabilidade de anunciar em Outubro que vai estreitar [a política monetária] penso que levou à subida do euro", acrescentou.

Euribor desce a 3 meses

As taxas Euribor desceram hoje a três meses e subiram a seis, nove e 12 meses em relação a quarta-feira. A Euribor a três meses desceu hoje para -0,330%, menos 0,001 pontos do que na quarta-feira.     
        

A seis meses, a taxa Euribor, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação, subiu para -0,273%, mais 0,001 pontos do que na sessão anterior. A nove meses, a Euribor subiu, ao ser fixada em -0,213%, mais 0,001 pontos do que na quarta-feira. No prazo de 12 meses, a taxa Euribor, foi fixada em -0,162%, mais 0,001 pontos do que na sessão anterior.

Petróleo sem rumo

Os preços da matéria-prima nos mercados internacionais estão a negociar sem uma tendência definida, com o petróleo próximo de máximos de quatro semanas depois das refinarias, que tinha encerrado na sequência do furacão Harvey, retomarem a sua actividade, aumentando assim a procura por crude.

O West Texas Intermediate cede 0,04% para 49,14 dólares por barril. E o Brent do Mar do Norte, referência para as importações nacionais, sobe 0,33% para 54,38 dólares por barril.

Tensões geopolíticas continua a impulsionar ouro
Os receios em torno de questões geopolíticas, depois de a Coreia do Norte ter no último fim-de-semana ter realizado mais um teste nuclear, continua a suportar a valorização do ouro. O metal amarelo, para entrega imediata, ganha 0,90% para 1.346,23 dólares por onça.




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