Mercados num minuto Fecho dos mercados: Matérias-primas suportam bolsas. Euro abaixo de 1,19 dólares

Fecho dos mercados: Matérias-primas suportam bolsas. Euro abaixo de 1,19 dólares

As bolsas europeias encerraram a valorizar, suportadas pelos ganhos das empresas de matérias-primas. Já o euro segue abaixo de 1,18 dólares e o petróleo sobe mais de 2%.
Fecho dos mercados: Matérias-primas suportam bolsas. Euro abaixo de 1,19 dólares
Reuters
Patrícia Abreu 31 de agosto de 2017 às 17:16

Os mercados em números

PSI-20 avançou 0,87% para 5.156,67 pontos

Stoxx 600 subiu 0,77% para 373,88 pontos

S&P 500 ganha 0,41% para 2.467,67 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal desceu 2,8 ponto base para 2,832%

Euro desce 0,06% para 1,1877 dólares

Petróleo sobe 2,22% para 51,99 dólares por barril, em Londres

Bolsas em alta

As bolsas europeias encerraram a sessão desta quinta-feira a valorizar, sustentadas pelos ganhos das mineiras. O índice europeu Stoxx 600 somou 0,77%, num dia em que foram divulgados indicadores económicos na Zona Euro. A taxa de desemprego na Zona Euro ficou inalterada em Julho, nos 9,1%, tal como era esperado, enquanto a inflação subiu 1,5%, duas décimas percentuais acima do ritmo do mês anterior, graças às subidas do preço da energia, ao ritmo mais elevado desde Abril.

As empresas de matérias-primas lideraram as subidas na região, a beneficiarem da evolução positiva dos preços. Já o retalho destacou-se pela negativa, num dia em que a Carrefour afundou um máximo de 15%, depois de ter cortado as suas previsões de vendas para o ano.

Apesar do fecho positivo da sessão, o índice europeu encerra o mês de Agosto com uma desvalorização de cerca de 1%, naquele que é o terceiro mês consecutivo de descidas.

Em Lisboa, o PSI-20 subiu 0,87%, suportado pela forte subida do BCP. O banco liderado por Nuno Amado subiram 3,28% para 22,34 cêntimos, depois de quatro dias consecutivos de perdas. Na energia, a EDP avançou 1,26% para 3,225 euros e a EDP Renováveis ganhou 0,35% para 6,874 euros.

Prémio de risco em queda

Os juros da República Portuguesa estiveram a corrigir. A taxa de referência a dez anos baixou 2,8 ponto base para 2,832%, um dia antes da data marcada para a Moody’s se pronunciar sobre o "rating" de Portugal, depois da agência de notação financeira ter mantido, em Maio, inalterada a sua avaliação para a dívida portuguesa numa classificação considerada lixo.

Já os juros da Alemanha registaram uma ligeira subida. Avançaram 0,2 pontos base para 0,361%, reduzindo o diferencial face à dívida portuguesa para 247 pontos.

Euribor sobe a três meses

As taxas Euribor subiram a três meses e mantiveram-se a seis e 12 meses. A Euribor a três meses subiu para -0,329%. No prazo dos seis meses, a taxa Euribor estabilizou nos -0,273% de quarta-feira. Trata-se da quarta sessão consecutiva em que a taxa Euribor, neste prazo, se mantém inalterada. No prazo de 12 meses, o indexante manteve-se esta quinta-feira em -0,161%.

Euro abaixo de 1,19 dólares

Depois de ter atingido máximos de Dezembro de 2015, acima de 1,20 dólares, no início da semana, a moeda europeia segue a corrigir pelo segundo dia. O euro desliza 0,06% para 1,1877 dólares, com o mercado a especular que Mario Draghi irá aproveitar a conferência da próxima semana, após a reunião de política monetária, para alertar para a elevada valorização da divisa europeia.

O euro sobe cerca de 13% em 2017, apesar de BCE e Fed estarem em fases distintas em termos de medidas de política monetária. Enquanto o banco central dos EUA discute o início da redução do balanço e a normalização das taxas de juro, na Zona Euro a expectativa é de que Mario Draghi anuncie apenas em 2018 uma redução do seu programa de compra de activos.

Petróleo sobe mais de 2%

Os preços do petróleo seguem a negociar em alta nos mercados internacionais, com a matéria-prima a recuperar de parte das perdas registadas nos últimos dias. O Brent, negociado em Londres, sobe 2,22% para 51,99 dólares por barril, enquanto o WTI, em Nova Iorque, valoriza 2,33% para 47,03 dólares.

O ouro negro tem estado a ser penalizado pelos efeitos negativos provocados pela tempestade Harvey nas refinarias do Texas, que bloqueou um quarto da capacidade de refinação norte-americana. No entanto, ainda que muitas refinarias na região de Port Arthur, Beaumont e Houston permaneçam encerradas, algumas unidades próximas de Corpus Christi, a primeira região afectada, começam a produzir.

Expectativa de subida de juros lenta suporta ouro

Os preços do ouro, que no início da semana ganharam valor devido ao ambiente de instabilidade política, voltaram a subir. O metal precioso avança 0,3% para 1.317,40 dólares por onça, perante a especulação que a Reserva Federal dos EUA será lenta a subir os juros, mesmo com a economia norte-americana a continuar a dar sinais de robustez.




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