Mercados num minuto Fecho dos mercados: Míssil coreano atinge bolsas e juros descem antes da S&P

Fecho dos mercados: Míssil coreano atinge bolsas e juros descem antes da S&P

As principais bolsas europeias terminaram o dia a desvalorizar, pressionadas pelo ambiente de instabilidade geopolítica em torno da Coreia do Norte. Já os juros encerraram em queda, numa sessão em que se espera um relatório da S&P para Portugal.
Fecho dos mercados: Míssil coreano atinge bolsas e juros descem antes da S&P
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,01% para 5.201,88 pontos

Stoxx 600 cedeu 0,28% para 380,71 pontos

S&P 500 avança 0,1% para 2.498,03 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal caiu 1,1 pontos base para 2,803%

Euro sobe 0,33% para 1,1958 dólares

Petróleo soma 0,13% para os 55,54 dólares por barril, em Londres

Tensão geopolítica pressiona bolsas

O lançamento de mais um míssil por parte da Coreia do Norte acelerou uma fuga dos investimentos de maior risco, determinando um fecho de sessão negativo entre as bolsas do Velho Continente. O índice Stoxx 600 cedeu 0,28%, com as bolsas britânica e gregas a liderarem as descidas, ao perderem mais de 1%. A penalizar a negociação esteve o sector financeiro e também as empresas ligadas às matérias-primas .

A Coreia do Norte lançou, durante a última madrugada, um novo míssil balístico, que voltou a sobrevoar o Japão, fazendo accionar de imediato os alarmes a nível internacional. Este incidente junta-se a vários protagonizados pelo regime de Pyongyang nas últimas semanas, uma situação que está a agravar o ambiente de tensão geopolítica com o Ocidente e a colocar os investidores em alerta.

A bolsa lisboeta encerrou praticamente estável. O PSI-20 avançou uns meros 0,1%. A EDP e Mota-Engil foram as cotadas que mais animaram o PSI-20. A EDP valorizou 1,29% para 3,374 euros, depois de ter tocado nos 3,389 euros – o valor mais alto desde Novembro de 2015 – numa altura em que se fala do possível interesse da espanhola Gas Natural numa fusão com a eléctrica portuguesa. Já a Mota-Engil disparou 5,35% para 2,877 euros, o valor mais elevado desde Maio de 2015.  

Juros mantêm-se acima de 2,8% em dia de S&P

Os juros da República portuguesa encerraram a última sessão da semana em queda. A yield a dez anos baixou 1,1 pontos base para 2,803%, mantendo-se acima da fasquia de 2,8%, numa sessão em que os investidores aguardam a decisão da S&P sobre o "rating" da República. A agência de notação financeira é agora única que mantém uma perspectiva "estável" para o país, depois da Moody’s e da Fitch terem melhorado o "outlook" para positivo nos últimos meses.

Ainda esta sexta-feira, o IGCP anunciou que vai regressar na próxima quarta-feira aos mercados para novos leilões a seis e 12 meses, depois de nas últimas emissões do género estas maturidades terem registado juros historicamente baixos. O prémio de risco face à Alemanha também baixou. Caiu para 237 pontos base.

Euribor estáveis

As taxas Euribor mantiveram-se hoje a três e 12 meses, subiram a seis meses e desceram para novos mínimos de sempre a nove meses em relação a quinta-feira. A Euribor a três meses manteve-se em -0,329%. No prazo de 12 meses, a taxa Euribor, que desceu para valores abaixo de zero pela primeira vez em 05 de Fevereiro de 2015, foi fixada de novo em -0,171%, actual novo mínimo de sempre, registado pela primeira vez em 14 de Setembro. A seis meses, a taxa Euribor subiu para -0,271%, mais 0,001 pontos do que na quinta-feira e contra o actual mínimo de sempre, de 0,275%, verificado em 8 de Setembro.

Libra sobe para máximos desde o Brexit

As últimas sessões têm sido de ganhos para a moeda britânica que tem sido animada pelas perspectivas crescentes de uma subida dos juros por parte do Banco de Inglaterra nos próximos meses. Esta quinta-feira, na reunião de política monetária, o banco central admitiu que poderá ser adequado começar a retirar os estímulos à economia nos próximos meses. Uma ideia que foi esta sexta-feira reforçada por um dos membros do Banco de Inglaterra. Face ao dólar, a libra sobe 1,34% para os 1,3578 dólares, depois de já ter chegado a tocar nos 1,3616 dólares, o valor mais alto desde as eleições que determinaram o Brexit. Esta é a segunda sessão de ganhos face à nota verde. Contudo, face ao euro, a libra sobe há seis sessões. Esta sexta-feira, segue a apreciar 0,99% para os 1,1353 euros.

Petróleo a caminho da melhor semana desde Julho

O petróleo está a registar desempenhos distintos nos dois mercados de referência. Ainda assim, vem de um ciclo de ganhos que o deixa a caminho do maior ganho semanal desde Julho. Um desempenho positivo que acontece numa altura em que as estimativas para o crescimento da procura mundial estão a melhorar. Tanto a Agência Internacional de Energia (AIE) como a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) melhoraram as suas previsões para a procura. Por outro lado, as refinarias do Texas estão a retomar a actividade depois da passagem do furacão Harvey. Em Londres, o Brent, que serve de referência às importações europeias, sobe 0,13% para os 55,54 dólares por barril. Já em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) está a corrigir e perde 0,20% para os 49,79 dólares por barril.

Minério de ferro em mínimos de Julho

Os preços do minério de ferro estão sob pressão numa altura em que a economia chinesa dá sinais de que está a abrandar e que a oferta do minério a nível global está a aumentar. Isto depois de terem sido anunciados cortes de capacidade neste que é o maior consumidor do mundo, no Inverno. O metal desce 2,5% para os 72,13 dólares por tonelada métrica, o valor mais baixo desde 28 de Julho. Isto depois de já ter descido mais de 3% esta quinta-feira, a queda mais expressiva desde Maio.




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Diego Há 1 semana

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