Mercados num minuto Fecho dos mercados: Ouro não pára de perder brilho, juros voltam a escalar e euro em queda livre

Fecho dos mercados: Ouro não pára de perder brilho, juros voltam a escalar e euro em queda livre

Nos EUA continuam a surgir dados positivos que abrem o caminho à Fed para subir as taxas de juro, o que reforçou a tendência de subida do dólar. O ouro e o euro continuam sob pressão. E os juros da dívida europeia voltaram a escalar.
Fecho dos mercados: Ouro não pára de perder brilho, juros voltam a escalar e euro em queda livre
Rui Barroso 23 de Novembro de 2016 às 17:24

Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,33% para 4.427,03 pontos

Stoxx 600 deslizou 0,07% para 340,77 pontos

S&P 500 desce 0,22% para 2.198,08 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal subiu 4,9 pontos base para 3,678%

Euro desce 0,65% para 1,0558 dólares

Petróleo cai 0,20% para 49,02 dólares por barril, em Londres

Bolsas europeias com quedas ligeiras

As bolsas do Velho Continente tiveram descidas ligeiras, com os ganhos do sector mineiro a compensarem as descidas das cotadas da indústria automóvel e do retalho. O Stoxx 600 interrompeu uma sequência de duas sessões de ganhos, deslizando 0,07%. 12 dos 19 índices sectoriais a encerrarem no vermelho. Entre as principais praças europeias, apenas Milão encerrou no verde e com um ganho ligeiro de 0,07%.

Já o PSI-20 cedeu 0,33%. As maiores descidas pertenceram à Mota-Engil, que decidiu não reportar as contas trimestrais, e ao BCP. As acções da construtora cederam 4,03% para 1,597 euros, enquanto os títulos do banco desceram 3,79% para 1,175 euros. A evitar quedas de maior dimensão estiveram as acções da Nos e da Navigator, com subidas de 0,84% para 5,542 euros e de 0,36% para 2,758 euros, respectivamente.

Nos EUA, após os recordes atingidos esta esta terça-feira, o S&P 500 alivia os ganhos. Desce 0,22% na véspera do feriado de Acção de Graças.

Taxas de juro sobem

As taxas das obrigações soberanas da Zona Euro regressaram às subidas e a dívida portuguesa não escapou a essa tendência. A "yield" portuguesa a dez anos agravou-se em 4,9 pontos base para 3,678%. Isto no dia em que o Tesouro concluiu o programa de financiamento para este ano, numa emissão de 700 milhões de euros em obrigações do Tesouro a cinco anos. Nessa operação o juro foi de 2,112%, o mais alto do ano em operações comparáveis.

Também as taxas italiana e espanhola estiveram pressionadas. No caso da "yield" a dez anos de Itália, o aumento foi de 9,3 pontos base para 2,117%. A taxa espanhola apreciou 7,1 pontos base para 1,596%. O dia foi também marcado pela subida dos juros alemães. A "yield" germânica a dez anos cresceu 4,1 pontos base para 0,262%. O agravamento acentuou-se após uma notícia da Reuters a indicar que o BCE estava a estudar formas de mitigar a escassez de obrigações pra servirem como garantia nos mercados de financiamento de curto prazo.

Euribor estáveis a três e a seis meses

As Euribor a três e seis meses ficaram inalteradas esta quarta-feira permanecendo em valores mínimos. O indexante a três meses manteve-se em -0,313%, actual mínimo histórico que foi registado pela primeira vez em 19 de Outubro, segundo dados da Lusa. Já a taxa a seis meses voltou a ser fixada em -0,220%, actual mínimo de sempre registado pela primeira vez esta terça-feira. Já a Euribor a 12 meses destoou, com uma subida de 0,1 pontos base para -0,078%.

Euro sem rede face ao dólar

A moeda única não consegue estancar as quedas face ao dólar. Nas últimas 13 sessões, o euro perdeu valor face à nota verde por 12 vezes e leva já uma descida de 7% desde as eleições nos EUA. Esta quarta-feira cede mais 0,68% para 1,0555 dólares, após terem sido divulgados dados económicos positivos nos EUA relativos às encomendas de bens duradouros. O euro já negociou esta sessão em 1,0526 dólares, o valor mais baixo do ano. Já o índice que mede a força do dólar em relação às dez maiores divisas mundiais sobe 0,63% para 1.255,87 pontos, um máximo de dez meses.

Petróleo entre os ganhos e as perdas

Os preços do petróleo têm oscilado entre ganhos e perdas ao longo da sessão, com os investidores a ajustarem as posições às notícias sobre a disponibilidade de alguns países participarem no acordo de corte de produção e aos dados sobre as reservas nos EUA. Na semana passada, os inventários nos EUA caíram 1,6 milhões de euros. Os analistas sondados pela Bloomberg antecipavam uma subida de um milhão. Além disso, o primeiro-ministro iraquiano sinalizou que o país poderia participar no corte de produção da OPEP. Ainda assim, o Brent desvaloriza 0,20% para 49,02 dólares. Mas já esteve a ganhar 0,77% para 49,50 dólares. Já o West Texas Intermediate cede 0,10% para 47,98 dólares, após ter estado a valorizar 0,83% para 48,43 dólares.

Ouro quebra suporte dos 1.200 dólares

O ouro desce 1,90% para 1.189,27 dólares, o valor mais baixo desde Fevereiro. Já há várias sessões que o preço do metal amarelo ameaçava passar abaixo da fasquia psicológica dos 1.200 dólares. E isso aconteceu esta quarta-feira após a divulgação dos dados das encomendas de bens duradouros que reforçam a convicção que a Reserva Federal dos EUA possa subir as taxas de juro a um ritmo mais rápido que o anteriormente antecipado. Essa expectativa já tinha saído reforçada após as eleições americanas, com os investidores a apostarem num regresso da inflação devido às políticas de Trump. 




A sua opinião1
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Anónimo Há 2 semanas

SEM SURPRESAS:o ouro sofre pela descoberta ontem algures em Franca dumas 10ena de quilos por alguem que comprou casa.OS juros e como o jogo de puxar a corda:ela vai sempre para o lado mais forte.O euro;parece que finalmente ja viram que a EU afinal nao e a EU que imaginavam.BEU destapado,cu amostra.

pub
pub
pub
pub