Mercados num minuto Fecho dos mercados: Petróleo arrasta bolsas, juros em alta

Fecho dos mercados: Petróleo arrasta bolsas, juros em alta

As bolsas europeias fecharam em queda, num dia em que o petróleo voltou a perder valor. Já os juros da dívida portuguesa registaram a maior subida em mais de uma semana.
Fecho dos mercados: Petróleo arrasta bolsas, juros em alta
Reuters

O mercado em números

PSI-20 caiu 0,29% para 5.153,96 pontos

Stoxx 600 desceu 0,07% para 380,18 pontos

S&P 500 sobe 0,58% para 2.423,63 pontos

Juros da dívida a dez anos subiram 9,8 pontos base para 3,160%

Euro cede 0,20% para 1,1401 dólares

WTI ganha 2,55% para os 44,36 dólares por barril

  

Sector da energia arrasta bolsas europeias

As principais praças do Velho Continente terminaram a última sessão da semana em terreno negativo. Isto num dia em que foram penalizadas pela queda do sector da energia, que reflectiu as perdas dos preços do petróleo. Também as cotadas do sector de media pressionaram os mercados europeus, depois de ter sido publicada uma nota de investimento negativa para o sector. O índice europeu de referência, o Stoxx600, cedeu 0,07% para os 380,18 pontos.

 

Um desempenho que foi acompanhado pela bolsa de Lisboa. O PSI-20 caiu 0,29% para os 5.153,96 pontos, com seis cotadas em alta, 12 em queda e uma inalterada. A penalizar a praça portuguesa esteve o Banco Comercial Português (BCP), que perdeu 0,71% para os 0,2388 euros, e a Galp Energia, que recuou 0,27% para os 13,075 euros, em linha com o desempenho do petróleo.

 

Ainda na energia, nota para o comportamento das acções do grupo EDP, um dia depois de ter arrancado a oferta pública de aquisição (OPA) da casa-mãe sobre a empresa de energias verdes. A EDP subiu 0,28% para os 2,83 euros, enquanto a EDP Renováveis desvalorizou 0,49% para os 6,859 euros.

 

Juros com maior subida em mais de uma semana

Os investidores exigiram juros mais elevados para apostar na dívida pública portuguesa. A subida foi generalizada em todos os prazos. Na maturidade de referência, a 10 anos, a "yield" avançou 9,8 pontos-base para os 3,160%, a maior subida desde terça-feira da semana passada. Foi nesse dia que Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu (BCE) discursou em Sintra e referiu que os factores de pressão para a inflação são "temporários", o que levou os investidores a acreditar que isso poderia levar ao início da retirada dos estímulos. O Tesouro português anunciou, esta sexta-feira, que vai voltar ao mercado. Na próxima quarta-feira, o IGCP vai emitir dívida até mil milhões de euros, num duplo leilão, um a 10 anos e outro a 28 anos.

  

Taxas Euribor com comportamentos diferentes

As taxas Euribor registaram desempenhos diferentes nos distintos prazos. A taxa a três meses, que está em valores negativos desde Abril de 2015, desceu para -0,331%, mantendo-se ligeiramente acima do mínimo histórico de -0,332%. Já a Euribor a seis meses, que serve de indexante em mais de metade dos créditos à habitação em Portugal, subiu para -0,272%. A taxa a nove meses manteve-se nos -0,204%, o valor mais baixo de sempre. No prazo mais longo, a 12 meses, ficou inalterada nos -0,161%.

 

Dólar em alta face ao dólar

O dólar segue a valorizar face às principais divisas mundiais. O índice que mede o comportamento do dólar face a uma cabaz de dez moedas avança 0,1%, suportado pela divulgação de indicadores positivos nos EUA e com os investidores a aguardarem o relatório de política monetária da Fed, antes de Janet Yellen discursar no Congresso, na próxima semana. Esta sexta-feira, 7 de Julho, foi divulgado que no mês de Junho foram criados 222 mil novos postos de trabalho no país, uma evolução que superou por larga margem as estimativas dos analistas que antecipavam a criação de 178 mil empregos.

Produção nos EUA afunda petróleo

Os preços do petróleo estão a negociar em queda acentuada nos mercados internacionais, após ter sido divulgada uma nova subida da exploração nos EUA. O Brent, negociado em Londres, cai 2,49% para 46,91 dólares por barril, enquanto o WTI, em Nova Iorque, baixa 2,55% para 44,36 dólares. A pressionar está o facto da produção de crude ter aumentado em 88 mil barris diários para 9,34 milhões, na semana passada, segundo avançou o departamento da energia norte-americano.

Este aumento da produção nos EUA está a penalizar a estratégia da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), que anunciou no final de Novembro um corte de produção, com o objectivo de suportar uma recuperação das cotações do "ouro negro".

Subida dos juros penaliza ouro

A subida das "yields" das americanas "treasuries" está a pressionar as cotações dos metais preciosos. O ouro cai 0,6% para 1.216,30 dólares por onça, elevando para 2,1% a queda acumulada desde o início da semana. Esta trata-se da quinta semana consecutiva de descidas, perante a especulação de novas subidas das taxas de juro nos EUA.




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