Mercados num minuto Fecho dos mercados: Petróleo em máximos de cinco meses, juros cedem, novo mínimo na Euribor

Fecho dos mercados: Petróleo em máximos de cinco meses, juros cedem, novo mínimo na Euribor

Com as acções sem sinal definido e Lisboa a liderar os ganhos, o mercado de dívida fechou pouco alterado na véspera da S&P. A expectativa de maior procura conduz o petróleo acima dos 55 dólares e o ouro recupera de mínimos de duas semanas. A 12 meses, a Euribor tem novo mínimo.
Fecho dos mercados: Petróleo em máximos de cinco meses, juros cedem, novo mínimo na Euribor

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,63% para 5.201,51 pontos

Stoxx 600 avançou 0,12% para 381,79 pontos

S&P 500 cai 0,09% para 2.496,16 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal cede 0,3 pontos base para 2,814%

Euro sobe 0,02% para 1,187 dólares

Petróleo soma 1,03% para os 55,73 dólares por barril, em Londres

Bolsas europeias sem rumo

Foi sem uma tendência definida que as principais praças europeias terminaram esta penúltima sessão da semana. O Stoxx 600, índice de referência, terminou o dia a subir 0,12%. Lisboa liderou os ganhos entre as principais pares europeias, impulsionada pelos ganhos da Galp e das empresas do retalho.

Do outro lado do Atlântico, Wall Street está pouco alterado depois de terem sido conhecidos os dados da inflação nos Estados Unidos. A taxa de inflação fixou-se em 1,9% em Agosto, acima das estimativas que apontavam para 1,8%. Em relação ao mês anterior, o índice de preços no consumidor aumentou 0,4%. Excluindo os preços dos alimentos e energia, a chamada inflação core foi de 0,2%.

Esta evolução das praças europeias e americanas tem lugar numa altura em que o petróleo está em alta nos mercados internacionais, alimentado pelo optimismo dos investidores quanto a uma recuperação da procura pela matéria-prima.

Juros estáveis em véspera de S&P, "gilts" em máximo de um mês

A ‘yield’ de Portugal a 10 anos encerrou com ligeiras desvalorizações, tal como o resto das maturidades da dívida portuguesa, na véspera de a S&P se pronunciar sobre o "rating" de Portugal, sendo a única das três maiores agências que ainda mantém a perspectiva da dívida em "estável". Ao lado de Portugal nos alívios no Sul do euro, só a Grécia.

Já as obrigações britânicas negoceiam com apreciação generalizada, depois de as minutas da última reunião banco central – conhecidas esta quinta-feira – terem criado a expectativa de uma redução, em breve, dos estímulos monetários e de uma maior aceleração do ritmo de subida dos juros. No prazo a 10 anos, os juros das "gilts" estão em máximos de um mês.

Euribor com novo mínimo a 12 meses

As taxas Euribor mantiveram-se inalteradas esta quinta-feira nos prazos a três, seis e nove meses, enquanto a 12 meses bateram um novo mínimo histórico, de - 0,171%. De acordo com a Lusa, a três meses a taxa ficou em -0,329%. A seis meses, o prazo mais usado em Portugal nos créditos à habitação, manteve-se em -0,272%. E a nove meses permanece no mínimo histórico de -0,219%.


Euro pouco alterado

A moeda da Zona Euro está a subir 0,02% para 1,1887 dólares, acumulando desde o início do ano um ganho ligeiramente acima dos 13%.

Destaque ainda no mercado cambial para a libra, que sobe tanto em relação ao dólar (+1,39% para 1,3395 dólares) como face ao euro (+1,42% para 1,1274 euros) depois do Banco de Inglaterra ter admitido começar a reduzir os estímulos nos próximos meses se a economia evoluir como o previsto.


Petróleo em máximos de cinco meses com expectativa de mais procura

A revisão em alta das expectativas de aumento da procura de petróleo – primeiro pela Agência Internacional de Energia e hoje pela OPEP, apoiados no crescimento das economias europeias e chinesa – sustenta os ganhos no valor do preço do barril de petróleo.

Em Nova Iorque, a unidade negoceia acima dos 50 dólares pela primeira vez em mais de um mês e já esteve no valor mais elevado desde 25 de Maio, a cotar em 50,50 dólares. Em Londres, o Brent do Mar do Norte atingiu o valor mais elevado desde 17 de Abril - máximos de cinco meses -, subindo até aos 55,99 dólares.  

Cobre cai com dados da China, ouro recupera
O preço da onça de metal amarelo descola dos mínimos de duas semanas, perante sinais de aumento de importações de ouro por parte da Índia. A procura por parte deste país sustentou, de acordo com o World Gold Council, a evolução da procura mundial do metal precioso no primeiro trimestre deste ano.

Já o cobre tocou mínimos de quatro semanas perante dados que mostram um abrandamento da produção industrial da China e perante o maior aumento de stocks desta commodity desde Maio.




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