Mercados num minuto Fecho dos mercados: Petróleo em máximos de Maio. Bolsas e euro à espera do BCE

Fecho dos mercados: Petróleo em máximos de Maio. Bolsas e euro à espera do BCE

Os preços do petróleo estão a subir nos mercados internacionais, tendo já tocado no valor mais elevado desde Maio. As bolsas europeias fecharam o dia sem rumo e o euro está a subir, menos de 24 horas antes do encontro do BCE.
Fecho dos mercados: Petróleo em máximos de Maio. Bolsas e euro à espera do BCE

Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,12% para 5.129,71 pontos

Stoxx 600 subiu 0,06% para 373,95 pontos

S&P 500 valoriza 0,18% para 2.462,30 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal subiu 0,5 pontos base para 2,846%

Euro ganha 0,19% para 1,1936 dólares

Petróleo sobe 1,54% para 54,20 dólares por barril em Londres

Investidores cautelosos antes do BCE

A maioria das principais praças europeias terminou a sessão desta quarta-feira, 6 de Setembro, em queda, com os investidores a poderem dar sinais de cautela antes do encontro do Banco Central Europeu. Ainda assim, o índice de referência, o Stoxx 600, terminou o dia com um ganho muito ligeiro de 0,06%.

A expectativa do mercado é que a autoridade monetária do euro se pronuncie em relação ao programa de compra de activos em curso, bem como sobre a valorização do euro.


A marcar ainda a negociação nos mercados está a situação da Coreia do Norte. No domingo, a Pyongyang levou a cabo mais um teste nuclear. E entretanto já prometeu "mais presentes" aos Estados Unidos e garantiu que não vai abandonar o seu programa nuclear mesmo que aumentem as sanções contra o país.


"Os Estados Unidos estão terrivelmente equivocados se acreditam que podem assustar ou persuadir a RPDC (República Popular Democrática de Coreia, nome oficial de Coreia do Norte) dizendo que 'todas as opções' estão em cima da mesa e impondo as piores sanções e pressão" sobre o país, disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros norte-coreano.


A liderar os ganhos no Velho Continente esteve o índice germânico DAX (+0,75%) e pelo índice italiano (+0,35%). Por outro lado, a liderar as desvalorizações estiveram os índices grego e espanhol - ambos deslizaram 0,48%.

 

Juros em alta ligeira

Os juros da dívida pública portuguesa a dez anos subiram 0,5 pontos base para 2,846%, a menos de 24 horas da conferência de imprensa do líder do BCE. Mario Draghi vai responder aos jornalistas após o encontro do banco central. O mercado espera, escreve a Bloomberg, que a autoridade monetária do euro comece a reduzir, de forma suave, o seu programa de compra de activos, evitando assim um movimento súbito de vendas da dívida da região.

Os juros da Alemanha a dez anos subiram 1 ponto base para 0,347%.

Euro em alta à espera de Draghi

A moeda da Zona Euro está a ganhar terreno face ao dólar, ganhando 0,19% para 1,1936 dólares. Além do programa de compras – que o mercado espera que possa ser reduzido paulatinamente – Mario Draghi poderá ainda deixar alertas sobre a valorização do euro. Desde o início do ano, a moeda da Zona Euro acumula uma apreciação superior a 13%, o que poderá penalizar os resultados de empresas exportadoras.

 

Euribor inalteradas

As taxas Euribor a três e seis foram fixadas esta quarta-feira no mesmo valor que na sessão anterior. A três meses, o indexante encontra-se em -0,329%, idêntico ao valor anterior e acima do mínimo de -0,332% alcançado em Abril deste ano, como indica a Lusa.

 

A seis meses, o indexante mais utilizado no crédito à habitação em Portugal, a Euribor ficou em -0,274%, que é o valor mais baixo de sempre. A única alteração entre os principais prazos das Euribor – que estão em níveis historicamente baixos devido à política do Banco Central Europeu e que levou a que os créditos à habitação passassem a ser indexados a taxas fixas e não variáveis – foi na maturidade a 12 meses, que agravou-se para -0,163%, o mínimo de sempre.

 

Petróleo dispara para máximos em Londres

O petróleo está esta quarta-feira a somar valor Os contratos futuros ganham terreno tanto em Londres como em Nova Iorque. Os efeitos do furacão Harley, que impediu o fornecimento de refinarias nos Estados Unidos, estão a desvanecer-se, o que reduz os receios de uma quebra na procura. Maior procura conduz a uma subida do preço.

 

Em Londres, os contratos futuros de Brent do Mar do Norte somam 1,52% para 54,19 dólares por barril. É o segundo dia de ganhos, o suficiente para levar a matéria-prima para a cotação mais elevada desde Maio.

 

Já em Nova Iorque, em que o crude negociado é o West Texas Intermediate, os contratos futuros ganham 1,42% para 49,35 dólares, avançando pelo quarto dia seguido.

 

Ouro desliza após quatro dias de ganho

A onça de ouro está a cair timidamente depois de quatro dias consecutivos a ganhar. A justificação para a subida recente passa pelo receio de um abrandamento da economia americana, a que se junta ainda os receios quanto às tensões entre a maior economia do mundo e a Coreia do Norte, como explicam os analistas à agência Bloomberg.

O metal precioso é visto como refúgio, pelo que é mais procurado pelos investidores em momentos de maior tensão. Contudo, ao final de quatro dias, a desvalorização está a acontecer, ainda que de modo muito ligeiro:o ouro perde 0,02% para 1.339,41 dólares por onça. 




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