Mercados num minuto Fecho dos mercados: Petróleo recupera, bolsas em queda

Fecho dos mercados: Petróleo recupera, bolsas em queda

Os preços do petróleo estão a subir nos mercados internacionais, ainda assim, o saldo da semana é negativo. As bolsas europeias terminaram no vermelho, não acompanhando a recuperação da matéria-prima.
Fecho dos mercados: Petróleo recupera, bolsas em queda
Reuters
Ana Laranjeiro 23 de junho de 2017 às 17:23

Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,85% para 5.200,64 pontos

Stoxx 600 recuou 0,23% para 387,62 pontos

S&P 500 ganha 0,17% para 2.438,54 pontos

Juros da dívida a dez anos perdem 3,3 pontos base para 2,924%

Euro sobe 0,41% para 1,1197 dólares

Brent valoriza 0,93% para 45,64 dólares

Bolsas europeias fecharam a semana no vermelho

As principais bolsas europeias encerram sobretudo em queda, um comportamento que marcou a semana. A queda dos preços do petróleo, que chegaram a negociar em mercado urso, durante os últimos dias penalizou as bolsas europeias.


Apesar da cotação desta matéria-prima estar hoje a subir, no computo da semana o petróleo regista uma queda superior a 3% tanto em Londres, como em Nova Iorque.


A liderar as quedas no Velho Continente esteve o PSI-20 ao recuar 0,85%, penalizado sobretudo pelo BCP e a EDP. O banco liderado por Nuno Amado desceu 2,16% para 23,14 cêntimos. A EDP caiu 0,9% para 2,971 euros. O espanhol IBEX 35 é a segunda praça que mais desvalorizou, recuando 0,74%. O Stoxx 600, índice de referência, desceu 0,23%.

Juros em queda

Os juros da dívida pública portuguesa estão em queda no mercado secundário, num dia em que o Instituto Nacional de Estatística revelou que no primeiro trimestre Portugal registou um défice de 2,1% do PIB, valor que fica acima da meta anual do Governo de 1,5% do PIB. No primeiro trimestre de 2016, o défice foi de 3,3% do PIB. 

A dez anos, as "yields" nacionais descem 3,3 pontos base para 2,924%. No caso da dívida alemã, os juros exigidos pelos investidores para trocarem dívida alemã a dez anos, os juros sobem 0,3 pontos base para 0,255%.

Euro acima dos 1,12 dólares

A moeda da Zona Euro está a subir face ao dólar, tendo já tocado hoje no valor mais elevado desde 19 de Junho. O euro sobe 0,41% para 1,1197 dólares, tendo negociado nos 1,1209 dólares, o valor mais alto desde segunda-feira.

Euribor a 6 e 12 meses em novos mínimos

As taxas Euribor desceram hoje a três, seis, nove e 12 meses em relação a quinta-feira, tocando novos mínimos de sempre a seis e a 12 meses. A seis meses, a taxa Euribor, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação, desceu hoje, para -0,273%, novo mínimo de sempre. A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, desceu hoje para -0,331%.

A nove meses, a Euribor caiu 0,001 pontos face a quinta-feira, ao ser fixada em -0,202%. No prazo de 12 meses, a taxa Euribor, desceu para -0,163%, novo mínimo de sempre.

Petróleo recupera

Os preços do petróleo estão esta sexta-feira a recuperar nos mercados internacionais. Ainda assim, a matéria-prima aproxima-se da quinta semana de quedas, depois de ter negociado em mercado urso, penalizado pelos receios dos investidores que o crescimento da oferta dos Estados Unidos e da Líbia possa ofuscar os esforços levados a cabo pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).


O cartel, em Novembro do ano passado, assinou um acordo, ao qual se juntaram outros produtores de petróleo, que visava cortar a produção da matéria-prima. A vigência desse acordo terminava em Junho. Contudo, a OPEP decidiu prolongar até Março do próximo ano este corte na produção.


O West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, sobe 0,89% para 43,12 dólares por barril. No acumulado da semana, o WTI desceu 3,62%. O Brent  do Mar do Norte, referência para as importações nacionais, avança 0,93% para 45,64 dólares por barril. No conjunto da semana, o petróleo desvalorizou 3,67%.

Ouro em alta
Os preços do ouro estão em alta há três dias. Esta sexta-feira, a matéria-prima ganha 0,44% para 1.255,95 dólares por onça.




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comentários mais recentes
GLINTT 23.06.2017

A GLINTT corrigiu 19% nos últimos tempos, motivado por mãos fracas e impacientes, mas não por "VENDAS A DESCOBERTO", tem poucas acções no mercado para isso, é bom, não há pressão vendedora fictícia (CASINO), portanto vão uns e vem outros com dinheiro.

GLINTT 23.06.2017

A nossa tecnológica GLINTT vai ser a próxima a duplicar, as campeãs de prejuízos já subiram 120% e a GLINTT que dá lucro e já foi alvo de OPA subiu 23%. Pode ser alvo de outra OPA da Farminveste para a tirar da Bolsa. Mas deviam agora pagar 1€ cada acção. Já valeu 5€ em 2004.

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