Mercados num minuto Fecho dos mercados: Petróleo sobe mais de 8% e move bolsas. Juros escalam e euro perde força

Fecho dos mercados: Petróleo sobe mais de 8% e move bolsas. Juros escalam e euro perde força

O preço do petróleo dispara mais de 8% após a OPEP ter fechado o acordo para cortar a produção. O Brent passou os 50 dólares e a evolução do ouro negro puxou pelas acções das petrolíferas. A Galp subiu 4,5%.
Fecho dos mercados: Petróleo sobe mais de 8% e move bolsas. Juros escalam e euro perde força
Bloomberg
Rui Barroso 30 de Novembro de 2016 às 17:18

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,90% para 4.454,87 pontos

Stoxx 600 valorizou 0,31% para 341,99 pontos

S&P 500 avança 0,17% 2.208,51 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal sobe 9,4 pontos base para 3,71%

Euro recua 0,68% para 1,0578 dólares

Petróleo dispara 8,02% para 50,10 dólares por barril, em Londres

Bolsas movidas a petróleo

Os ganhos do sector petrolífero ajudaram a alimentar as subidas nas bolsas europeias. O Stoxx 600 valorizou 0,30% com o índice que agrupa as maiores petrolíferas europeias a disparar 3,39%. Isto depois de a OPEP ter fechado o acordo para cortar a produção, o que proporcionou ganhos significativos do ouro negro. A travar ganhos de maior dimensão no índice europeu estiveram as cotadas de turismo e lazer. O índice deste sector teve o pior desempenho da sessão, ao ceder 1,50%. A bolsa portuguesa conseguiu superar os ganhos do índice europeu. O PSI-20 valorizou 0,90% impulsionado sobretudo pela Galp. As acções da petrolífera avançaram 4,50% para 12,765 euros.

Taxas a dez anos acima de 3,7%

As taxas das obrigações dos países do euro voltaram às subidas e a "yield" portuguesa teve dos maiores aumentos. Subiu 9,4 pontos base para 3,71%.Em Espanha a taxa a dez anos agravou-se em 4,1 pontos base para 1,551% e a "yield" italiana aumentou 4,4 pontos base para 1,988%. Nas últimas semanas as taxas de juro têm mostrado uma tendência de subida a nível global, após as apostas de um regresso da inflação nos EUA.

No caso da Zona Euro, além desse factor, os riscos políticos estão também os investidores cautelosos. Este Domingo, Itália realiza um referendo em que um "não" poderá provocar uma crise política, causando turbulência nos mercados de dívida. As obrigações portuguesas são das mais expostas a esse risco, segundo os analistas do Société Générale e do Commerzbank. E não foram apenas as taxas dos periféricos a subir. A "yield" alemã aumentou 5,4 pontos base para 0,275%. O prémio de risco da dívida portuguesa face à germânica aumentou para 343,5 pontos base.

Euribor estáveis a três e a seis meses

As Euribor a três e a seis meses não sofreram alterações e no prazo a 12 meses foi batido um novo recorde esta quarta-feira. O indexante a três meses ficou inalterado em -0,314%, segundo dados da Lusa. Já a taxa a seis meses voltou a ser fixada em 0,219%, bastante perto do mínimo histórico de -0,22%. Por seu lado, a Euribor a 12 meses registou descidas. Baixou 0,1 pontos base para -0,080%, um novo mínimo histórico.

Euro de regresso às descidas face ao dólar

A moeda única interrompeu uma sequência de duas sessões de recuperação face à divisa dos EUA. O euro cedeu 0,68% para 1,0578 dólares. O mês de Dezembro será decisivo para a evolução destas moedas, já que o BCE poderá anunciar um reforço dos estímulos, enquanto o mercado antecipa que a Reserva Federal dos EUA suba as taxas de juro, o que agrava a divergência das políticas monetárias nestes dois blocos económicos. 

Fumo branco na OPEP impulsiona petróleo

Os preços do petróleo dispararam. A cotação do Brent sobe 8,02% para 50,10 dólares. O West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, escala 8,16% para 48,92 dólares. Os preços reflectem o fecho do acordo entre os países que compõem a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). Segundo a Bloomberg o entendimento prevê uma descida de 1,2 milhões de barris por dia. A confirmar-se, a produção diária entre os membros do cartel vai ser de 32,5 milhões de barris por dia.

Ouro cada vez menos precioso

O metal amarelo continua a perder valor. O preço da onça de "troy" desce 1,24% para 1.173,62 dólares. O ouro prepara-se mesmo para registar o pior desempenho mensal desde 2013. A cotação tem-se ressentido com a subida do dólar e a expectativa de que a Reserva Federal dos EUA acelere a subida das taxas de juro. Desde o início do mês o ouro cede 8,09%.




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comentários mais recentes
Anónimo Há 1 semana

No problem .. o BCE controla isso.

Anónimo Há 1 semana

O Costa ontem falou e disse:em 20017 portugal sai mais reforcado.Esta-se mesmo a ver.

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