Mercados num minuto Fecho dos mercados: Petróleo trava, bolsas aceleram e juros baixam na véspera da Fed

Fecho dos mercados: Petróleo trava, bolsas aceleram e juros baixam na véspera da Fed

O petróleo interrompeu a tendência de subida das últimas sessões. Em véspera da decisão da Fed sobre as taxas de juro as bolsas dos EUA bateram novos recordes. No mercado de dívida, a taxa das obrigações portuguesas aliviou.
Fecho dos mercados: Petróleo trava, bolsas aceleram e juros baixam na véspera da Fed
Bloomberg
Rui Barroso 13 de dezembro de 2016 às 17:24

Os mercados em números

PSI-20 ganhou 0,26% para 4.649,07 pontos

Stoxx 600 avançou 1,06% para 357,50 pontos

S&P 500 sobe 0,57% para 2.269,84 pontos

"Yield" 10 anos de Portugal desce sete pontos base para 3,76%

Euro desliza 0,09% para 1,0625 dólares

Petróleo desce 0,29% para 55,53 dólares por barril, em Londres

Bolsas europeias em alta

O Stoxx 600 ganhou 1,06% esta terça-feira, a sexta subida das últimas sete sessões. E 18 dos 19 sectores que compõem o índice europeu encerraram o dia no verde. A excepção foi o das indústrias mineiras, que cedeu 1,82%. As maiores subidas pertenceram às cotadas das telecomunicações e às farmacêuticas, com subidas de pelo menos 1,80%.

A banca e o sector de media voltaram a estar em destaque, com a Mediaset e o Unicredit a terem as maiores subidas do dia, de 31,86% e 15,92%, respectivamente. A empresa de media italiana beneficiou do investimento da Vivendi no seu capital, enquanto o Unicredit foi premiado após ter divulgado o seu plano estratégico que assenta num reforço do capital. Nos EUA, as bolsas também estão no verde e o S&P 500 bate mesmo um novo máximo histórico. Sobe 0,57% para 2.269,84 pontos na véspera da decisão da Fed.

O PSI-20 acompanhou os ganhos, mas com uma subida mais moderada. O índice da bolsa nacional avançou 0,26%. Apesar dos ganhos de 2,34% da EDP Renováveis e de 1,77% da EDP, o tombo de 12,38% do BCP travou uma subida de maior dimensão.

Taxas de juro corrigem da escalada pós-BCE

A taxa das obrigações portuguesas desce pelo segundo dia e mitiga parte da subida verificada após a reunião do BCE da passada quinta-feira. A "yield" a dez anos alivia sete pontos base para 3,76%. Ainda assim, está acima dos 3,513% verificados na passada quarta-feira, antes do BCE ter anunciado um prolongamento do programa de compras mas a um ritmo menor a partir de Abril.

Os juros implícitos das dívidas espanhola e italiana também baixam. No caso da "yield" de Espanha a dez anos, houve uma descida de 6,8 pontos base para 1,431%. E a taxa italiana afundou 12,1 pontos base para 1,874%. A taxa da dívida alemã também baixou. Caiu 3,8 pontos base para 0,36%. No entanto, como a descida foi menos expressiva que a das taxas portuguesas permitiu ao prémio de risco das obrigações nacionais aliviar para 340 pontos base.

Euribor mantêm-se a três a 12 meses e descem a seis meses

As taxas Euribor tiveram comportamentos distintos. Os indexantes a três e a 12 meses ficaram inalterados, enquanto a taxa a seis meses baixou. A Euribor a três meses foi fixada novamente em -0,316% esta terça-feira, segundo dados da Lusa. No prazo a 12 meses, a taxa manteve-se em -0,081%, continuando em mínimos históricos. Já a Euribor a seis meses desceu 0,1 pontos base para -0,218%.

Dólar estável na antecâmara da Fed

O Comité Federal do Mercado Aberto da Reserva Federal dos EUA inicia esta terça-feira a reunião de dois dias de política monetária, em que deverá ser decidida um aumento da taxa de juro na maior economia do mundo. Essa decisão, a que o mercado atribuiu uma probabilidade de quase 100%, será anunciada esta quarta-feira. Na véspera do veredicto da Fed o dólar negoceia estável, com o índice da Bloomberg que mede a força da "nota verde" face às outras dez principais divisas mundiais a subir 0,03% para 1.246,54 pontos.

Petróleo com descidas ligeiras

Os preços do petróleo corrigem dos ganhos das últimas sessões. O valor do Brent desce 0,29% para 55,53 dólares. Já o West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, perde 0,13% para 52,76 dólares. O ouro negro interrompe uma sequência de três subidas consecutivas, proporcionada pelo acordo dos maiores produtores para um corte coordenado da produção. Apesar dessa medida, o foco do mercado está em como a recuperação dos preços poderá levar a uma subida da produção de petróleo de xisto nos EUA ao longo de 2017 e até que ponto isso poderá atenuar os cortes de produção da OPEP e da Rússia, segundo analistas citados pela Bloomberg.

Açúcar desce com maiores perspectivas de produção

A cotação do açúcar segue com um comportamento amargo esta terça-feira. O preço da matéria-prima desce 3,38% para 18,6 cêntimos de dólar por libra-peso. Isto depois de alguns bancos de investimento terem revisto em baixa os números para o défice de açúcar no próximo ano e das projecções a apontarem que a produção no Brasil saia bem acima do que era inicialmente antecipado. Desde o máximo de quatro anos atingido no início de Outubro, o açúcar perde mais de 20%. 




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