Mercados num minuto Fecho dos mercados: PIB impulsiona euro e Agência de Energia derruba petróleo

Fecho dos mercados: PIB impulsiona euro e Agência de Energia derruba petróleo

O relatório da Agência Internacional de Energia penalizou a cotação do petróleo, o que também teve um efeito negativo nas bolsas. No mercado cambial o euro beneficiou com a aceleração da economia europeia.  
Fecho dos mercados: PIB impulsiona euro e Agência de Energia derruba petróleo
Reuters
Nuno Carregueiro 14 de novembro de 2017 às 17:22

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,2% para 5.268,66 pontos

Stoxx 600 desvalorizou 0,54% para 384,06 pontos

S&P 500 desce 0,31% para 2.576,71 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal desce 2,2 pontos base para 1,97%

Euro valoriza 0,92% para 1,1774 dólares

Petróleo cede 2,56% para 61,54 dólares por barril, em Londres

Bolsas prosseguem em terreno negativo 

As bolsas europeias fecharam em terreno negativo, mantendo a tendência das últimas sessões, num dia em que os índices não registaram valorizações expressivas e foram penalizados sobretudo pela queda das cotadas do sector energético, devido à desvalorização dos preços do petróleo.

 

O Stoxx600 desce 0,54% para 384,06 pontos, o valor mais baixo desde 26 de Setembro. Lisboa contrariou a tendência negativa das acções europeias, com o PSI-20 a subir 0,2% para 5.268,66 pontos, com as acções da Jerónimo Martins e Nos a animarem o índice português.

 

Aceleração da economia impulsiona euro

A moeda europeia negoceia em alta acentuada esta terça-feira, em reacção aos dados do Eurostat, que validam a aceleração da economia europeia, com destaque para a Alemanha. O PIB da Zona Euro 2,5% no terceiro trimestre (mais duas décimas do que no trimestre anterior), com a taxa de crescimento na Alemanha a acelerar para 2,8%. Na variação em cadeia, o PIB da maior economia europeia obteve um crescimento de 0,8%, duas décimas acima das estimativas dos economistas.

 

Em resultado o euro valoriza 0,92% para 1,1774 dólares, atingindo um máximo de mais de duas semanas e a subida diária mais forte desde o início de Setembro.

 

Relatório da AIE pressiona petróleo

O petróleo está a registar quedas acentuadas, reagindo ao conteúdo de um relatório publicado esta terça-feira pela Agência Internacional de Energia, que reviu em baixa as previsões da procura global da matéria-prima em 2017 e 2018 devido à subida dos preços do barril e às temperaturas mais suaves do que o habitual no início deste inverno.

 

"O equilíbrio do mercado não parece tão certo em 2018 como alguns gostariam, pelo que não há um novo ‘normal’ no mercado que leva os preços acima dos 60 dólares", comentou a AIE. O WTI em Nova Iorque cede 2,55% para 55,31 dólares e o Brent em Londres desvaloriza 2,56% para 61,54 dólares.

 

Juros de Portugal continuam abaixo de 2% 

No mercado de dívida soberana voltou a ser um dia de descida nos juros que os investidores exigem para trocar dívida entre si no mercado secundário. A "yield" das obrigações do Tesouro a 10 anos desce 2,2 pontos base para 1,97%, com o spread face às bunds da Alemanha a estreitar-se ligeiramente para 157 pontos base.

 

"Há alguma expectativa de mais um ‘upgrade’ no rating de Portugal", afirmou à Reuters o analista Antoine Bouvet, da Mizuho, assinalando que os seus clientes "também gostam das obrigações portuguesas pois são uma boa forma de estarem expostos à periferia". Esta quarta-feira Portugal regressa ao mercado de dívida para emitir bilhetes do Tesouro.

Taxas Euribor mantêm-se a 3, 6 e 12 meses

Nova sessão de estabilidade nas Euribor, com as taxas a manterem-se nos prazos a três, seis e 12 meses. A Euribor a três meses fixou-se pela décima sessão consecutiva em -0,329%, contra o actual mínimo de sempre, de -0,332%, registado pela primeira vez em 10 de Abril. A taxa a seis meses manteve hoje em -0,275%, apenas 0,1 pontos base acima do mínimo de sempre. A nove meses, a Euribor foi hoje fixada em -0,218%, mais 0,1 pontos base do que na segunda-feira.




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