Mercados num minuto Fecho dos mercados: PSI-20 entre menores quedas na Europa, juros e petróleo deslizam

Fecho dos mercados: PSI-20 entre menores quedas na Europa, juros e petróleo deslizam

A bolsa portuguesa foi das que menos caíram numa Europa receosa com a Coreia, enquanto nos EUA as praças começam a recuperar das perdas depois de conhecidos os números da inflação. Refúgio beneficia obrigações soberanas e ouro.
Fecho dos mercados: PSI-20 entre menores quedas na Europa, juros e petróleo deslizam
Paulo Zacarias Gomes 11 de agosto de 2017 às 17:28
Os mercados em números
PSI-20 caiu 0,97% para 5.201,59 pontos
Stoxx 600 perdeu 1,04% para 372,14 pontos
S&P 500 sobe 0,26% para 2.444,6 pontos
"Yield" a 10 anos de Portugal recua 1,5 pontos base para 2,853%
Euro valoriza 0,32% para 1,1810 dólares
Petróleo desce 0,48% para 51,65 dólares por barril, em Londres

Europa com pior semana em nove meses, Lisboa entre bolsas que menos caem
A tensão entre Estados Unidos e Coreia do Norte, com o crescendo de provas de força de parte a parte nos últimos dias, acabou a afastar os investidores de activos de maior risco e a dar o pior balanço semanal às praças bolsistas europeias em nove meses.

Lisboa também terminou o dia - e a semana - com balanço negativo, mas a queda foi das mais brandas em relação ao panorama europeu, onde as perdas em Frankfurt, Paris, Milão, Madrid e Londres superaram 1%. O PSI-20 fechou a cair 0,97%, pressionada pelos títulos da Galp, EDP e BCP.

O balanço semanal de Lisboa cifrou-se num deslize de 0,98%, com os ganhos da EDP Renováveis, da Jerónimo Martins e dos CTT no conjunto das últimas cinco sessões a permitirem à praça portuguesa uma prestação melhor que a das restantes pares europeias, que caíram quase todas mais de 2%. A excepção foi a praça grega, que terminou com saldo positivo na semana.

Já nos EUA as bolsas iniciaram um movimento de recuperação, sustentadas na expectativa de que os números fracos da subida da inflação em Julho possam demover a Reserva Federal de subidas súbitas dos juros. 

Juros de França, Alemanha e EUA em queda
As obrigações soberanas estiveram entre os activos que aproveitaram a resistência dos investidores ao risco perante os receios com a tensão geopolítica. Sobretudo com reflexo nos juros de França, Alemanha e Estados Unidos, que ficaram em mínimos de finais de Junho (um mês e meio).

As obrigações portuguesas acompanham os alívios, no dia em que é anunciada nova ida aos mercados do país na próxima quarta-feira, para emissões de três e 11 meses, para levantar entre 750 milhões e 1.000 milhões de euros. Estes prazos atingiram mínimos históricos nos últimos leilões, realizados em 21 de Junho passado.

Euribor só desce no prazo a 12 meses
As taxas Euribor mantiveram-se hoje a três, seis e nove meses e desceram a 12 meses face a quinta-feira passada. A três meses, a taxa interbancária ficou em -0,329%, enquanto a seis meses se manteve nos -0,271%. No prazo a nove meses, o valor manteve-se no mínimo histórico de -0,211%, enquanto a 12 caiu dois pontos percentuais, para -0,156%.

Libra cai pela segunda semana, iene beneficia de receios
A moeda de Sua Majestade perdeu valor pela segunda semana consecutiva, depois de dados da indústria e do comércio, conhecidos nos últimos dias, terem confirmado o abrandamento da economia britânica. Já a moeda nipónica, a beneficiar da condição de refúgio, fechou no valor mais alto desde 21 de Abril, enquanto o euro inverteu as quedas (depois de duas sessões) face ao dólar, perante os números da inflação nos EUA. 

Petróleo recua há duas semanas mas continua acima de 50 dólares
O preço do barril de petróleo está a caminho da segunda semana consecutiva de quedas, numa semana marcada não só pela tensão EUA-Coreia do Norte, como pelos resultados e projecções da OPEP sobre procura e produção de ouro negro. O preço do barril de Brent em Londres cai 0,48% para 51,65 dólares, enquanto em Nova Iorque o West Texas Intermediate recua 0,51% para 48,35 dólares.

Ontem a OPEP anunciou que em Julho os países do cartel aumentaram a produção pelo terceiro mês consecutivo, apesar dos cortes em vigor, revendo em alta a procura mundial para este ano. Já esta sexta-feira a Agência Internacional de Energia reduziu as suas previsões de procura de petróleo produzido pelo cartel para 2017 e 2018, a reflectir níveis de stock elevados a nível mundial.

Ouro mantém máximos de dois meses
Voltou a ser dos activos que mais se destacaram na última sessão da semana. O metal amarelo, recurso de última linha em tempos de instabilidade ou de insegurança, aguentou-se nos máximos de dois meses que tinha já registado ontem.

"O ouro continua a ser procurado como um activo de refúgio e está ainda em terreno positivo," disseram analistas do Commerzbank AG citados pela Bloomberg.

Já o aço e o minério de ouro - que tinha disparado no início da semana - viram os preços dos futuros a cair depois de declarações de uma associação sectorial que sugerem que os investidores podem estar a reagir com entusiasmo excessivo em relação às condições de negociação destas matérias-primas na China, cuja produção em níveis recorde tem sido favorecida por investimentos levados a cabo com o apoio de estímulos públicos.



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