Mercados num minuto Fecho dos mercados: Reforma fiscal dos EUA anima bolsas, petróleo em queda

Fecho dos mercados: Reforma fiscal dos EUA anima bolsas, petróleo em queda

As principais bolsas europeias terminaram a primeira sessão da semana em alta, animadas pela aprovação da reforma fiscal dos Estados Unidos. Já os preços do petróleo seguem a desvalorizar.
Fecho dos mercados: Reforma fiscal dos EUA anima bolsas, petróleo em queda

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,24% para 5.363,56 pontos
Stoxx 600 somou 0,91% para 387,47 pontos
S&P500 avança 0,49% para 2.655,17 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos subiram 1,9 pontos base para 1,901%
Euro cede 0,39% para 1,1850 dólares
Petróleo desvaloriza 1,35% para 62,87 dólares por barril, em Londres

Bolsas sobem pela primeira vez em três dias
A primeira sessão da semana foi de ganhos para os principais mercados accionistas do Velho Continente. O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, ganhou 0,91% para os 387,47 pontos, subindo pela primeira vez em três dias.
As bolsas beneficiaram com a aprovação da reforma fiscal nos Estados Unidos na sexta-feira, que torna mais provável a descida de impostos mais acentuada em 30 anos na maior economia do mundo. Além disso, uma nova onda de fusões e aquisições (oficializadas e noticiadas) também contribuiu para a tendência optimista dos mercados.

 

Por cá, a bolsa de Lisboa seguiu esta tendência. O PSI-20 apreciou 0,24% para os 5.363,56 pontos, recuperando da queda sofrida na sexta-feira. A Sonae SGPS foi a cotada que mais pesou na tendência positiva da bolsa portuguesa, ao apreciar 3,22% para os 1,057 euros, numa sessão em que negociou em máximos de Março de 2016. No sector do retalho, a Jerónimo Martins valorizou 0,56% para os 16,175 euros. Nota positiva ainda para o BCP, que apreciou 0,7% para os 0,2599 euros,  


Juros sobem mas ficam abaixo dos 2%
Os investidores exigiram, esta segunda-feira, juros mais altos para apostar na dívida pública portuguesa a dez anos. Nos restantes prazos, o desempenho foi misto, sendo que houve uma tendência para a queda nas maturidades mais curtas. No prazo de referência, a 10 anos, a "yield" da dívida portuguesa somou 1,9 pontos-base para os 1,901%. Também a taxa de juro da dívida alemã subiu e registou até uma subida mais expressiva. Avançou 3,8 pontos-base para os 0,344%, o que diminuiu o prémio de risco da dívida portuguesa para 155,78 pontos.

Libra em queda com acordo sobre Brexit
A libra segue a perder valor face ao dólar, isto depois de as negociações entre o Reino Unido e a União Europeia não terem resultado num acordo completo sobre o Brexit. A primeira-ministra britânica e o presidente da Comissão Europeia não chegaram a acordo sobre algumas das principais matérias envolvendo a saída do Reino Unido da UE. Theresa May e Jean-Claude Juncker confirmaram a ausência de um entendimento no final de um almoço em Bruxelas esta segunda-feira, 4 de Dezembro, mas prometeram nova reunião até ao final desta semana. A libra desce 0,15% para os 1,3457 dólares. Já o dólar segue a negociar face à maior parte das moedas negociadas depois da aprovação da reforma fiscal. O índice do dólar composto pela Bloomberg soma 0,41% para os 93,262 pontos.

 

Petróleo cai mais de 1%

Os preços do petróleo estão em queda, pressionados pela perspectiva de que os EUA continuem a aumentar a produção. O barril do Brent, negociado em Londres e referência para Portugal, está a negociar nos 62,95 dólares, o que corresponde a uma queda de 1,22% face à última sessão.

 

Ouro cai com fortalecimento do dólar

O ouro recua 0,54% para 1.273,69 dólares por onça, a reflectir o fortalecimento do dólar, que está a beneficiar das perspectivas económicas e da reforma fiscal da administração Trump.




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