Mercados num minuto Fecho dos mercados: Resultados desanimam bolsas, petróleo mantém recuperação

Fecho dos mercados: Resultados desanimam bolsas, petróleo mantém recuperação

As bolsas europeias terminaram a sessão em terreno negativo, penalizadas pelo sector tecnológico, isto num dia em que os resultados apresentados ficaram aquém do esperado. Já o petróleo está prestes a terminar a melhor semana do ano.
Fecho dos mercados: Resultados desanimam bolsas, petróleo mantém recuperação
Raquel Godinho 28 de julho de 2017 às 17:24

Os mercados em números

PSI-20 cedeu 1,49% para 5.172,76 pontos

Stoxx 600 desceu 1,04% para 378,34 pontos

S&P 500 desvaloriza 0,23% para 2.469,63 pontos

Juros da dívida a dez anos caíram 2,9 pontos base para 2,926%

Euro sobe 0,60% para 1,1747 dólares

Brent sobe 1,88% para 52,46 dólares por barril


Bolsas em queda arrastadas pelo sector tecnológico

As principais bolsas europeias terminaram a última sessão da semana em terreno negativo, acompanhando as perdas que se registam nos Estados Unidos. Isto depois de resultados abaixo do esperado de algumas empresas, como a Amazon, terem arrastado os títulos do sector tecnológico. O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, perdeu 1,04% para os 378,34 pontos, aproximando-se de mínimos de três meses.

 

Por cá, o PSI-20 cedeu 1,49% para os 5.172,76 pontos, com 14 cotadas em queda e cinco em alta. A penalizar o desempenho do índice esteve essencialmente o desempenho do BCP e da EDP. O banco liderado por Nuno Amado caiu 4,67% para os 0,2411 euros. Trata-se da maior queda em quatro meses depois de o banco ter anunciado que obteve lucros de 89,9 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, o que compara com os prejuízos de 197,3 milhões de euros do mesmo período do ano passado. Já a EDP perdeu 1,13% para os 2,967 euros, a uma semana de serem anunciados os resultados da oferta pública de aquisição (OPA) lançada sobre a EDP Renováveis, que desceu 0,41% para os 6,759 euros. A travar uma maior queda da bolsa esteve a Galp Energia, que avançou 0,30% para os 13,39 euros, a acompanhar a subida dos preços do petróleo nos mercados internacionais.


Juros da dívida abaixo dos 3%

Na última sessão da semana, os juros da dívida pública portuguesa registaram desempenhos diversos nos diferentes prazos. Nas maturidades mais curtas, os investidores exigiram juros mais elevados, enquanto nos prazos mais longos a tendência foi de descida. Na maturidade de referência, a dez anos, a taxa de juro desceu 2,9 pontos-base para os 2,926%. Na dívida alemã no mesmo prazo, a taxa de juro subiu, o que reduziu o prémio de risco de Portugal para 238,39 pontos.

 

Euribor terminam semana inalteradas

As Euribor terminaram a semana inalteradas na grande maioria dos prazos, tendo apenas subido a 12 meses. A taxa a três meses, que está em valores negativos desde Abril de 2015, manteve-se nos -0,329%, ficando acima do mínimo histórico de -0,332%. Já a Euribor a seis meses, que serve de indexante em mais de metade dos créditos em Portugal, ficou estável nos -0,272%, também acima do valor mais baixo de sempre de -0,274%. A taxa a nove meses também ficou inalterada nos -0,208%, enquanto a taxa de mais longo prazo subiu para -0,152%. 

                             

Dados nos EUA e Zona Euro animam euro

A moeda única europeia atingiu, na quinta-feira, máximos de dois anos e meio face ao dólar. Esta sexta-feira, mantém o desempenho positivo, animada pela publicação de indicadores económicos em ambos os lados do Atlântico. Foi anunciado que o produto interno bruto (PIB) dos EUA, no segundo trimestre, avançou 2,6%, em linha com as estimativas dos economistas. O crescimento dos primeiros três meses do ano foi revisto em baixa de 1,4% para 1,2%. Além disso, deste lado do Atlântico, foi anunciado que o PIB de França e Espanha ficou acima do estimado. Nesse sentido, o euro soma 0,60% para os 1,1747 dólares.

 

Petróleo atravessa melhor período do ano

Os preços do petróleo seguem a negociar em alta, em ambos os mercados de referência. Um desempenho justificado pela expectativa dos investidores de que começa a haver um maior equilíbrio entre a oferta e a procura. Isto depois de ter sido anunciado, na quarta-feira, que as reservas de crude nos Estados Unidos desceram para o nível mais baixo desde Janeiro. Além disso, foi também revelado que a utilização de combustíveis, nos Estados Unidos, subiu em Junho para o valor mais elevado de uma década nesse mês. Por outro lado, o ministro russo da Energia, Alexander Novak, afirmou que vê o mercado a reequilibrar-se mais rapidamente na segunda metade do ano. Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) aprecia 1,35% para os 49,70 dólares por barril, enquanto em Londres, o Brent soma 1,88% para os 52,46 dólares por barril. Os preços avançaram cerca de 7% esta semana, o que representa o maior ganho semanal desde Dezembro.

 

Cobre vive maior ganho semanal em seis meses

O cobre está a negociar em alta pelo sexto dia consecutivo, acumulando um ganho superior a 5% esta semana, o mais expressivo desde Janeiro. E, na quarta-feira, o metal atingiu um máximo de Maio de 2015 nos 6.400 dólares por tonelada. Esta sexta-feira, o metal avança 0,02% para os 6.330 dólares por tonelada métrica, depois de o Citigroup ter avançado que a escalada do metal pode continuar e espera novos máximos devido à recuperação da procura no principal utilizador, a China. Além disso, o Chile subiu as suas estimativas de preços.  




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