Mercados num minuto Fecho dos mercados: Resultados mistos determinam fecho sem tendência definida. Petróleo sobe

Fecho dos mercados: Resultados mistos determinam fecho sem tendência definida. Petróleo sobe

As bolsas europeias encerraram sem grandes oscilações, numa sessão em que as empresas divulgaram resultados com mensagens contraditórias. Já as matérias-primas seguem a recuperar das quedas recentes.
Fecho dos mercados: Resultados mistos determinam fecho sem tendência definida. Petróleo sobe
Patrícia Abreu 27 de Outubro de 2016 às 17:09

Os mercados em números

PSI-20 cedeu 0,55% para 4.675,81 pontos

Stoxx 600 recuou 0,01% para 341,71 pontos

S&P 500 desliza 0,13% para 2.136,67 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal subiu 7,7 pontos base para 3,284%

Euro cai 0,04% para 1,0904 dólares

Petróleo sobe 1,06% para 50,51 dólares por barril em Londres

  

Bolsas pouco alteradas com resultados mistos

As praças do Velho Continente encerraram a sessão desta quinta-feira, 27 de Outubro, sem tendência definida. O índice europeu Stoxx 600 terminou praticamente inalterado, a descer uns meros 0,01%, numa sessão em que as praças espanhola, britânica e alemã contrariaram as descidas dos índices francês e português. A sessão ficou marcada pela divulgação de resultados com sinais mistos. Enquanto o Barclays valorizou depois de ter reportado um crescimento dos lucros, a Telefónica anunciou um corte do seu dividendo devido ao elevado nível de dívida da empresa.


Já em Lisboa, o dia ficou marcado por quedas. O PSI-20 cedeu 0,55%, pressionado pelas quedas do grupo EDP e do BCP. A eléctrica desceu 1,35% para 2,989 euros, enquanto a EDP Renováveis perdeu 0,94% para 6,949 euros. já na banca, o BCP desvalorizou 1,2798 euros, prolongando a tendência negativa que tem marcado a negociação do banco na primeira semana de negociação dos títulos após o reagrupamento de acções que ocorreu durante o fim-de-semana. já o BPI terminou a avançar 0,27%, depois de ter divulgado na última sessão um conjunto de resultados que superou as estimativas dos analistas.

 

Juros da República agravam-se

A taxa de juro implícita na dívida portuguesa a 10 anos esteve a avançar 7,7 pontos base para 3,284%, depois de no início da semana ter recuado a reflectir a manutenção do "rating" e da perspectiva por parte da agência DBRS, mantendo a elegibilidade das obrigações portuguesas para o programa de compras do Banco Central Europeu. As taxas de juro implícitas nas obrigações estão a subir um pouco por todo o mundo, com os investidores a acreditarem que os bancos centrais vão começar a retirar estímulos. Uma crença que cresceu depois de terem sido conhecidos os dados do PIB do Reino Unido. O produto interno bruto (PIB) no Reino Unido cresceu 0,5% no terceiro trimestre deste ano, acima das estimativas dos economistas, naquele que foi o 15.º trimestre consecutivo de variações positivas em cadeia.

 

Euribor afastam-se de mínimos

As taxas Euribor subiram a três meses e desceram a seis meses. O indexante a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, subiu hoje para -0,312%, mais 0,001 pontos do que na quarta-feira, quando desceu para o actual mínimo de sempre, de -0,313%, registado pela primeira vez em 19 de Outubro. Já a taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez em 06 de Novembro de 2015, foi hoje fixada em -0,213%, novo mínimo de sempre e menos 0,001 pontos do que na véspera.

 

Dólar em máximos de três meses face ao iene

O dólar segue a negociar no valor mais elevado dos últimos três meses face ao iene, num momento em que os investidores parecem dar como quase certa uma subida dos juros ainda este ano. A poucos dias da reunião da Reserva Federal dos EUA, que se realiza na próxima semana, o dólar sobe 0,5% para 104,96 ienes, tendo tocado máximos de 29 de Julho, face à especulação que se irá agravar a divergência entre a política monetária nos EUA e no Japão.

 

Petróleo sobe mais de 1% nos mercados

Os preços do petróleo estão a recuperar das perdas dos últimos dias nos mercados internacionais. A matéria-prima sobe 1,06% para 50,51 dólares por barril, em Londres, enquanto o WTI, em Nova Iorque, avança 1,04% para 49,69 dólares por barril. Apesar da recuperação, as cotações permanecem em mínimos de três semanas, com os investidores com cada vez mais dúvidas em relação à capacidade da OPEP concretizar o acordo para cortar a produção, sobretudo depois do Iraque ter declarado que deveria ficar de fora deste entendimento.

 

Ouro recupera terreno

Depois de ter registado perdas expressivas nas últimas semanas, penalizado pela expectativa de uma subida dos juros nos EUA, o ouro segue a avançar. O metal precioso sobe 0,2% para 1.268,60 dólares por onça, com os investidores a procurarem perceber quando poderá ocorrer uma mexida nos juros. Apenas este mês, o ouro já caiu 3,8%, reduzindo para 19,6% a valorização acumulada desde o início do ano.




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mais votado Anónimo Há 5 dias


O PAÍS DAS MARAVILHAS (PARA ALGUNS)

A FP volta às 35 horas, salários altos e muitas outras benesses...

enquanto os privados trabalham 40, com salários muito mais baixos, e ainda tem que pagar impostos cada vez mais altos para sustentar os privilégios da FP e seus pensionistas.

comentários mais recentes
Anónimo Há 5 dias


O PAÍS DAS MARAVILHAS (PARA ALGUNS)

A FP volta às 35 horas, salários altos e muitas outras benesses...

enquanto os privados trabalham 40, com salários muito mais baixos, e ainda tem que pagar impostos cada vez mais altos para sustentar os privilégios da FP e seus pensionistas.

Pedro Lima Há 5 dias

A nossa bolsa vai descendo sempre até dar o tombo final.

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