Mercados num minuto Fecho dos mercados: Resultados penalizam bolsas, juros em alta

Fecho dos mercados: Resultados penalizam bolsas, juros em alta

As principais bolsas europeias fecharam em queda, após dois dias de ganhos. Os resultados abaixo do esperado penalizaram o sentimento dos investidores.
Fecho dos mercados: Resultados penalizam bolsas, juros em alta
Raquel Godinho 25 de Outubro de 2016 às 17:41

Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,63% para 4.710,73 pontos
Stoxx 600 recuou 0,35% para 343,07 pontos
S&P 500 desce 0,38% para 2.143,05 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal subiu 3,9 pontos base para 3,191%
Euro soma 0,10% para 1,0892 dólares
Petróleo sobe 1,05% para os 50,92 dólares por barril em Londres


Bolsas europeias penalizadas pelos resultados
As principais praças europeias interromperam um ciclo de dois dias de ganhos, penalizadas pelos resultados apresentados por algumas cotadas. A Novartis esteve em destaque nas quedas depois de ter revelado que os lucros desceram pelo sétimo trimestre consecutivo. As subidas das cotadas do sector mineiro travaram a queda das bolsas. O Stoxx600, índice de referência para a Europa, cedeu 0,35% para os 343,07 pontos.

O PSI-20 seguiu a tendência negativa dos pares europeus e desceu 0,63% para os 4.710,73 pontos, após três dias de ganhos. Num dia em que 15 cotadas fecharam a descer, destacou-se a EDP Renováveis com um recuo de 1,95% para os 6,975 euros, enquanto a EDP desvalorizou 0,63% para os 3,009 euros. Outros dos pesos-pesados do mercado nacional, a Jerónimo Martins, perdeu 1,12% para os 15,94 dólares. Nota negativa ainda para o BCP, que cedeu 0,12% para os 1,3034 euros, na segunda sessão depois do reagrupamento de acções. A travar maiores quedas do mercado nacional esteve a Galp Energia, que avançou 0,43% para os 12,75 euros. 


Juros regressam às subidas depois do "efeito DBRS"
Depois do recuo registado nas últimas duas sessões, devido à decisão da DBRS de manter o "rating" da dívida portuguesa, os juros voltaram a subir. A tendência verificou-se em todos os prazos, com os investidores a exigirem juros mais altos para apostar na dívida nacional. No prazo de referência a 10 anos, a taxa de juro somou 3,9 pontos-base para os 3,191%. Também o prémio de risco face à dívida germânica aumentou para 316,04 pontos. Esta quarta-feira, Portugal regressa aos mercados, vai emitir dívida a cinco anos, pretendendo obter entre 750 e mil milhões de euros.   

Euribor volta a descer

As taxas Euribor voltaram a registar desempenhos diferentes nos distintos prazos. A taxa a três meses, que está em valores negativos desde Abril do ano passado, caiu para -0,312%, ligeiramente acima do mínimo histórico de -0,313%, de acordo com os dados da Lusa. A Euribor a seis meses, que serve de indexante em mais de metade dos créditos à habitação em Portugal, manteve-se nos -0,212%, o valor mais baixo de sempre. A taxa a nove meses também ficou inalterada nos -0,131%, enquanto a taxa de mais longo prazo, a Euribor a 12 meses, desceu para -0,071%.

Dólar em máximos de Março
A moeda americana está a valorizar face às principais divisas negociadas. O índice do dólar aprecia 0,23% para os 1.210,43 pontos, tendo atingido o valor mais elevado desde Março. Está a subir pelo quarto dia consecutivo, animada pela maior probabilidade de subida de juros nos Estados Unidos. De acordo com os contratos futuros, a probabilidade de uma subida do preço do dinheiro em Dezembro aumentou para 74%, a mais elevada percentagem desde Junho.  

Petróleo em queda com subida do dólar
Os preços do petróleo voltam a desvalorizar, esta terça-feira. A penalizar a matéria-prima está a subida do dólar, moeda na qual está cotada. Além disso, as estimativas dos analistas apontam para que amanhã o Departamento de Energia dos Estados Unidos revele um aumento das reservas, acentuando os receios em torno do desequilíbrio do mercado. Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate desce 0,81% para os 50,11 dólares por barril. Já em Londres, o Brent, que serve de referência às importações portuguesas, deprecia 1,05% para os 50,92 dólares por barril.   

Café em máximos de 20 meses

Os preços do café arábica atingiram o valor mais elevado em 20 meses. A justificar esta subida está o anúncio de que o maior produtor do Brasil cortou a sua estimativa de exportações em 2016 devido ao aumento do consumo interno e aos efeitos da seca. Os contratos para entrega em Dezembro sobem 2,9% para 1,623 dólares por libra-peso, depois de ter tocado máximos de Fevereiro de 2015.




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