Mercados num minuto Fecho dos mercados: Resultados penalizam bolsas, juros em mínimos de mais de dois anos e petróleo corrige

Fecho dos mercados: Resultados penalizam bolsas, juros em mínimos de mais de dois anos e petróleo corrige

As principais bolsas europeias terminaram a sessão em queda, depois de algumas empresas terem apresentado resultados abaixo do esperado. Mas o dia ficou marcado pelo alívio dos juros da dívida portuguesa, que negociaram abaixo de 2% pela primeira vez desde Abril de 2015.
Fecho dos mercados: Resultados penalizam bolsas, juros em mínimos de mais de dois anos e petróleo corrige
Bloomberg

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,03% para os 5.351,24 pontos

Stoxx600 cedeu 0,49% para 394,65 pontos

S&P 500 cai 0,03% para 2.590,48 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal recuou 9,7 pontos para 1,930%

Euro recua 0,28% para 1,1577 dólares

Petróleo perde 0,84% para 63,73 dólares por barril, em Londres

 

Bolsas em queda com resultados

As principais bolsas europeias terminaram a sessão em queda, a reflectir os resultados abaixo do esperado apresentados por algumas empresas, como foi o caso da BMW. Além disso, outras cotadas reviram em baixa as suas estimativas para o ano, como a Pandora. O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, perdeu 0,49% para os 394,65 pontos, depois de ter estado a valorizar grande parte da sessão.


A bolsa nacional contrariou este desempenho. O PSI-20 subiu 0,03% para os 5.351,24 pontos e foi essencialmente animado pelas acções da Galp Energia, que atingiu máximos de Junho de 2011. A petrolífera ganhou 1,33% para os 16,375 euros. Ainda no sector da energia, a EDP ganhou 0,47% para os 2,964 euros, enquanto a EDP Renováveis se apreciou 0,24% para os 6,995 euros. Já o Banco Comercial Português (BCP) travou uma maior subida da bolsa ao perder 0,98% para os 0,2527 euros.

Juros em mínimos de mais de dois anos

Os investidores exigiram juros mais baixos para apostar na dívida pública portuguesa, um dia antes de o país regressar aos mercados. Na maturidade de referência, a 10 anos, os juros quebraram a barreira dos 2%, o que aconteceu pela primeira vez desde 29 de Abril de 2015. A "yield" das Obrigações do Tesouro (OT) a 10 anos, de acordo com as taxas genéricas da Bloomberg, caiu 9,7 pontos base para os 1,930%, completando quatro sessões de quedas. De acordo com a Bloomberg, existem sinais de que os investidores continuam com apetite pela dívida portuguesa, que apresenta uma das melhores prestações na Europa este ano. Isto num contexto de procura dos investidores por activos mais arriscados, que é visível também na forte alta dos mercados accionistas em várias geografias. Esta quarta-feira, o IGCP vai realizar um leilão de dívida a dez anos, onde pretende encaixar até 1.250 milhões de euros. Os juros da dívida alemã também caíram, mas menos, reduzindo o prémio de risco da dívida portuguesa para 160,34 pontos.


Euribor a três meses fica inalterada

A maior parte das taxas Euribor subiram, na sessão desta terça-feira. A excepção foi a Euribor a três meses que ficou inalterada -0,329%, ligeiramente acima do mínimo histórico de -0,332%. Já a taxa a seis meses, que está em valores negativos desde Novembro de 2015, subiu -0,275%, acima do mínimo histórico de -0,276%. Este indexante é utilizado em mais de metade dos créditos à habitação em Portugal. A taxa a nove meses avançou para -0,220%, enquanto a taxa a 12 meses também subiu para -0,190%.

Euro em mínimos de Julho

A moeda única europeia segue a desvalorizar face ao dólar, com a divisa a negociar em mínimos de Julho, isto num momento em que se continua a discutir um programa económico nos EUA. O euro cai 0,28% para 1,1577 dólares, numa sessão marcada pela divulgação de indicadores económicos negativos na região. Na Alemanha, a produção industrial recuou 1,6% em Setembro face a Agosto. 

Petróleo corrige de máximos de dois anos

Os preços do petróleo seguem a desvalorizar nos mercados internacionais, depois de ontem terem estado a transaccionar em máximos de Julho de 2015, depois do lançamento de uma verdadeira ofensiva contra a corrupção na Arábia Saudita. O Brent, negociado em Londres, segue a desvalorizar 0,84% para 63,73 dólares por barril, enquanto o WTI, em Nova Iorque, cede 0,37% para 57,14 dólares, com as cotações a reagirem ao relatório divulgado esta terça-feira pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).


O "outlook" da organização para o mercado petrolífero antecipa uma recuperação da procura a um ritmo mais lento do que inicialmente previsto nos próximos dois anos, devido à maior produção por parte das petrolíferas de xisto nos EUA. O cartel prevê que a exploração do petróleo de xisto dispare para 7,5 milhões de barris diários até 2021. Esta previsão está 56% acima da realizada há um ano. Estas indicações vêm reforçar a expectativa para uma extensão dos cortes de produção por parte dos maiores exportadores de crude, na reunião do final do mês.


Ouro corrige de máximos de duas semanas

Os preços do ouro seguem a corrigir. O metal precioso desce 0,5% para 1.275,31 dólares por onça, com a matéria-prima a ser penalizada pela valorização do dólar, um movimento que torna menos atractivo o investimento neste activo. No entanto, uma escalada da tensão geopolítica poderá aumentar a procura por activos de refúgio.




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