Mercados num minuto Fecho dos mercados: Resultados puxam pelas bolsas e petróleo prolonga ganhos

Fecho dos mercados: Resultados puxam pelas bolsas e petróleo prolonga ganhos

As bolsas europeias estiveram a valorizar pelo segundo dia, numa semana em que a maioria das empresas apresenta as contas do primeiro semestre. Já o petróleo mantém o ritmo de ganhos das últimas sessões.
Fecho dos mercados: Resultados puxam pelas bolsas e petróleo prolonga ganhos
Bloomberg
Patrícia Abreu 26 de julho de 2017 às 17:20

Os mercados em números

PSI-20 cedeu 0,27% para 5.269,71 pontos

Stoxx 600 subiu 0,52% para 382,74 pontos

S&P 500 valoriza 0,09% para 2.479,31 pontos

Juros da dívida a dez anos cederam 0,7 pontos base para 2,974%

Euro desce 0,09% para 1,1636 dólares

WTI sobe 1,11% para 48,42 dólares por barril

Bolsas sobem pelo segundo dia

As bolsas do Velho Continente seguem a valorizar pelo segundo dia consecutivo, com a divulgação de resultados e os ganhos das empresas do sector das matérias-primas a animarem a negociação. O índice europeu Stoxx 600 avançou 0,52%, num momento em que acelera a época de apresentação de resultados na Europa e os investidores aguardam a conclusão da reunião de política monetária da Reserva Federal dos EUA.

Nos EUA, o dia é igualmente de ganhos, com o índice Nasdaq a experimentar novos recordes, ao superar pela primeira vez a fasquia dos 21.700 pontos. Mais de 80% das empresas do S&P 500 apresentaram resultados que superaram as estimativas dos analistas, contribuindo para o optimismo nas bolsas.

Já o PSI-20 não conseguiu acompanhar a tendência positiva na Europa. O índice de Lisboa cedeu 0,27%, numa sessão em que a EDP Renováveis foi a principal responsável pela queda da bolsa nacional. A cotada desceu 2,59% para 6,78 euros depois de a EDP ter ontem descartado a possibilidade de rever em alta a contrapartida da OPA sobre a cotada, que assim permanece nos 6,75 euros. A pressionar esteve ainda o BCP. O banco liderado por Nuno Amado desceu mais de 1% para 25,05 cêntimos.

Juros corrigem

As taxas de juro dos países do euro estiveram esta quarta-feira, 26 de Julho, a negociar em queda ligeira, a corrigir da forte subida registada na véspera. A "yield" a dez anos de Portugal recuou 0,7 pontos base para 2,971%, um movimento que acompanhou a tendência de outros países da periferia, um dia depois da Grécia ter finalizado com sucesso o seu regresso ao mercado, com a emissão de 3.000 milhões de euros, em dívida a cinco anos.

As taxas de Itália e Espanha corrigiram 1,8 pontos base e 0,4 pontos, para 2,128% e 1,548%, respectivamente. Já os juros alemães desceram 0,5 pontos base para 0,561%, deixando o prémio de risco face a Portugal em 241,44 pontos.

Euribor descem a três meses

As taxas Euribor mantiveram-se hoje a seis e a 12 meses e caíram ligeiramente a três e a nove meses em relação ao registado na terça-feira, batendo neste último prazo um novo mínimo de sempre. A Euribor a três meses recuou 0,001 pontos para os -0,330%. A seis meses, a taxa Euribor, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez em 06 de Novembro de 2015, permaneceu inalterada nos -0,272%. A nove meses, a Euribor caiu para -0,209%, menos 0,002 pontos do que na véspera e registando um novo mínimo de sempre, que era de -0,208%, desde 24 de Julho. No prazo de 12 meses, a taxa Euribor foi fixada em -0,153%, o mesmo valor de terça-feira e acima do actual mínimo de sempre, de -0,163%, registado pela primeira vez em 23 de Junho.

Euro corrige antes da Fed

A moeda única da Europa, que na última sessão esteve a negociar no valor mais elevado em dois anos, acima dos 1,17 dólares, segue a corrigir. A divisa europeia cede 0,09% para 1,1636 dólares, à espera de novas indicações por parte da Reserva Federal dos EUA sobre novas subidas de juros no país. A entidade liderada por Janet Yellen deverá reiterar a intenção de continuar a normalizar os juros nos EUA, deixando, contudo, para Setembro novos detalhes sobre a redução do balanço.

Petróleo prolonga ganhos

Os preços do petróleo, que estão em alta há três dias, seguem a valorizar mais de 1% no mercado nova-iorquino, permanecendo em máximos de sete meses. O WTI sobe 1,11% para 48,42 dólares por barril, enquanto o Brent sobe 0,9% para 50,65 dólares. A matéria-prima, que tem estado a ser beneficiada pelas declarações da Arábia Saudita, no sentido de incentivar os países exportadores a cumprir os cortes de produção acordados, também beneficiou com a divulgação dos dados das reservas de crude nos EUA.

As reservas de crude caíram 7,21 milhões de barris na semana passada, nos EUA, segundo dados divulgados esta quarta-feira. Já os inventários de gasolina desceram pela sexta semana consecutiva, para mínimos de Dezembro.

Subida do dólar tira brilho ao ouro

Os preços do ouro seguem a desvalorizar, com o metal precioso a ser pressionado pela subida do dólar. O ouro desce 0,2% para 1.247,99 dólares por onça, a menos de duas horas de ser conhecida a decisão da Fed sobre as taxas de juro nos EUA. "O maior apetite pelo risco entre os participantes do mercado tem estado a pôr pressão na maioria dos metais preciosos desde ontem", argumentou Carsten Fritsch, do Commerzbank, numa nota citada pela Bloomberg.




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