Mercados num minuto Fecho dos mercados: Resultados travam bolsas e juros de regresso às descidas

Fecho dos mercados: Resultados travam bolsas e juros de regresso às descidas

As praças do Velho Continente encerraram pouco alteradas, num dia marcado pela divulgação de resultados nos EUA. Já os juros da República estiveram a corrigir, após a escalada registada na véspera.
Fecho dos mercados: Resultados travam bolsas e juros de regresso às descidas
Reuters
Patrícia Abreu 14 de julho de 2017 às 17:22

Os mercados em números

PSI-20 cedeu 0,31% para 5.302,57 pontos

Stoxx 600 valorizou 0,18% para 386,84 pontos

S&P 500 sobe 0,20% para 2.452,63 pontos

Juros da dívida a dez anos caíram 4,7 pontos base para 3,152%

Euro avança 0,54% para 1,1459 dólares

Brent ganha 0,93% para 48,87 dólares

Quedas da banca pressionam bolsas

As bolsas do Velho Continente regressaram às descidas, pressionadas pela divulgação de resultados decepcionantes nos EUA. O índice europeu Stoxx 600 avançou 0,18%, mas a maioria das praças europeias encerrou com perdas inferiores a 0,5%. O britânico Footsie desceu 0,47%, enquanto o alemão Dax cedeu 0,08% e o francês Cac encerrou estável. A pressionar estiveram os títulos da banca, depois do Citigroup e do JPMorgan terem reportado uma queda das receitas de negociação no segundo trimestre. As acções do Commerzbank, Credit Agricole e Unicredit baixaram mais de 2%.

O índice português também fechou no vermelho. O índice PSI-20 cedeu 0,31%, arrastado pela queda das acções do BCP. O banco liderado por Nuno Amado, que na quinta-feira tinha subido mais de 6%, caiu 2,86% para 0,2514 euros, a acompanhar a descida do sector. Já as subidas da energia estiveram a impedir uma queda mais expressiva da bolsa. EDP e EDP Renováveis fecharam com ganhos de cerca de 1%, enquanto a Galp Energia somou 0,86% para 13,555 euros.

Juros corrigem mas seguem acima de 3%

As taxas de juro da dívida portuguesa estiveram esta sexta-feira, 14 de Julho, a corrigir em praticamente todos os prazos. A "yield" a dez anos caiu 4,7 pontos base para 3,152%, com os juros portugueses a acompanharem a correcção registada pelos países da periferia do euro. Esta sexta-feira, a presidente da agência que gere a dívida pública, Cristina Casalinho, disse no Parlamento que há investidores a posicionarem-se para comprar de futuro obrigações de Portugal, antecipando a saída de 'lixo' do 'rating' da República.


Esta correcção ocorre no dia em que o IGCP anunciou que vai regressar ao mercado na próxima semana para emitir dívida de curto prazo, num duplo leilão com maturidade a seis meses e a um ano, pretendendo colocar entre 1.500 e 1.750 milhões de euros.

Euribor estáveis

As taxas Euribor mantiveram-se hoje a três, seis, nove e 12 meses em relação a quinta-feira. A Euribor a três meses manteve-se hoje em -0,331%, pela sexta sessão consecutiva e acima do actual mínimo de sempre, de -0,332%, registado pela primeira vez em 10 de Abril. A seis meses, a taxa Euribor também se manteve hoje, pela quinta sessão consecutiva, em -0,273%. No prazo de 12 meses, a taxa Euribor foi fixada em -0,151%, o mesmo nível de quinta-feira e acima do actual mínimo de sempre, de -0,163%, registado pela primeira vez em 23 de Junho.


Euro acima de 1,14 dólares

A moeda única do euro segue a negociar acima de 1,14 dólares, animado pela divulgação de indicadores abaixo das expectativas nos EUA. O euro avança 0,54% para 1,1459 dólares, depois de os números da inflação e as vendas a retalho terem saído abaixo das previsões. O índice de preços no consumidor manteve-se inalterado em Junho, depois de uma queda de 0,1% no mês precedente. Face a um ano antes, os preços em Junho estão em alta de 1,6% (as estimativas apontavam para 1,7%) – naquele que é o mais pequeno avanço desde Outubro de 2016 –, depois de terem aumentado 1,9%, em termos anualizados, em Maio.


Petróleo prolonga ganhos

Os preços do petróleo seguem a valorizar perto de 1% nos mercados internacionais, preparando-se para fechar a semana com balanço positivo. O West Texas Intermediate (WTI), negociado no mercado nova-iorquino, sobe 0,91% para 46,50 dólares por barril, com o crude a valorizar cerca de 5% nas últimas cinco sessões. Já o Brent, em Londres, ganha 0,93% para 48,87 dólares.

A matéria-prima acelerou os ganhos depois de um relatório da Agência Internacional da Energia (AIE) ter aumentado as estimativas para a procura global em 2017 e ter adiantado que o reequilíbrio do mercado petrolífero será mais difícil.

Ouro vive melhor semana desde Maio

A expectativa em torno de um movimento de subida de juros mais lento nos EUA, sustentada pelo discurso da presidente da Reserva Federal dos EUA, Janet Yellen, no Senado, e pela divulgação de uma estabilização da inflação está a suportar uma recuperação dos preços do ouro. O metal precioso sobe 0,86% para 1.228,10 dólares por onça, mas no acumulado da semana valoriza mais de 1,5%, o melhor comportamento desde a semana terminada a 19 de Maio.




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comentários mais recentes
Re: MUITO OBRIGADO A QUEM ME VENDEU a 0.24 Há 6 dias

Estes novos ricos que por aqui se gabam que estão a ganhar 70, 80 e 90% no BCP é tudo uma treta... cambada de garotos... estão tão entalados neste titulo como eu. Maldita a hora que alinhei em 3 AC. Com isto tudo, estou com uma bela posição de 1,234€... por este andar nunca me livrarei desta m"rd@.

BCP no seu melhor... Há 6 dias

Tal como informei ontem... acionistas de referência manipularam aquela subida e com isto evitaram uma ecatombe em seguimento das noticias das enormes perdas da Sonangol no BCP. Apanharam mais uns quantos investidores (novos BCP Patos) e hoje atiram com ela para baixo! Mais certo que isto impossivel!

MUITO OBRIGADO A QUEM ME VENDEU a 0.24 Há 6 dias



VENHO aqui publicamente AGRADEÇER aos ÓTARIOS que me venderam hoje 2 MILHÕEZITOS de AÇÕES MILELENIUM BCP a 0.2495 é que LOGO já vão sair os RESULTADOS TRIPLICADOS DO MILENIUM POLACO por isso 2ª FEIRA TEMOS O NOSSO MENINO A 0.275

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