Mercados num minuto Fecho dos mercados: Semana de quedas acentuadas nas bolsas, euro e petróleo  

Fecho dos mercados: Semana de quedas acentuadas nas bolsas, euro e petróleo  

As bolsas europeias registaram a queda semanal mais pronunciada desde Janeiro de 2016, num período que também ficou marcado por descidas acentuadas no petróleo e na moeda europeia.
Fecho dos mercados: Semana de quedas acentuadas nas bolsas, euro e petróleo   
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 desceu 1,55% para 5.294,90 pontos

Stoxx 600 perdeu 1,45% para 368,61 pontos

S&P 500 desvaloriza 0,98% para 2.555,71 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos subiram 7 pontos base para 2,101%

Euro recua 0,06% para 1,2239 dólares

Petróleo em Londres desvaloriza 2,16% para 63,41 dólares 

 

Bolsas europeias com pior semana em mais de dois anos

As principais praças bolsistas do Velho Continente fecharam a presente semana com uma desvalorização de 5%, o pior ciclo semanal desde que em Janeiro de 2016 fechou uma semana de negociação com um saldo acumulado negativo de 6,7%.

 

O índice de referência europeu transaccionou no vermelho pelo segundo dia consecutivo, com o Stoxx 600 a perder 1,45% para 368,61 pontos, num dia em que o índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias tocou em mínimos de 29 de Agosto de 2017. O sector petrolífero e do gás foi o que mais pressionou, ao recuar praticamente 2%.

 

O luso PSI-20 seguiu a tendência que pintou de vermelho carregado as principais praças europeias. A bolsa lisboeta resvalou 1,55% para 5.294,90 pontos, com o BCP a destacar-se novamente como a cotada que mais penalizou ao deslizar 3,15% para 0,2894 euros.

 

À pressão vendedora de acções provocada pelos máximos atingidos dos níveis de volatilidade juntou-se o anúncio feito na quarta-feira pelo Banco de Inglaterra. Apesar de ter mantido os juros em 0,5%, o banco central inglês revelou que a subida dos juros vai começar mais cedo e será mais acentuada do que a instituição previa em Novembro último.

 

Euro com maior queda semanal desde 2016 

O euro caiu quatro dias nesta semana, acumulando uma descida de 1,9%. Esta é a maior desvalorização semanal da moeda europeia desde Novembro de 2016. A contribuir para este comportamento está a especulação em torno de mais subidas de juros nos EUA, o que torna os investimentos em dólares mais atractivos face aos denominados em euros.

 

Juros da dívida em máximos desde início do ano 

Os juros das Obrigações do Tesouro estão hoje em forte alta, seguindo o movimento da dívida dos periféricos, numa sessão em que a turbulência nos mercados financeiros levou os investidores a procurar refúgio nos títulos alemães.

 

A "yield" da dívida portuguesa a 10 anos subiu 7 pontos base para 2,101%, atingindo o nível mais elevado desde 3 de Janeiro. O juro das bunds com a mesma maturidade baixou 1,7 pontos base para 0,745%, pelo que o spread das obrigações soberanas portuguesas aumentou para 135,6 pontos base.

 

Taxas Euribor caem a 9 meses 

As taxas Euribor mantiveram-se a três (-0,329%), seis (-0,278%) e 12 meses (-0,191%) em relação a quinta-feira. Já a taxa a nove meses desceu hoje para -0,222%, menos 0,1 pontos base do que na quinta-feira e contra o actual mínimo de sempre, de -0,224%.

 

Petróleo abaixo dos 60 dólares em Nova Iorque

O petróleo está hoje a descer pela sexta sessão consecutiva, com a matéria-prima a ser contagiada pela desvalorização dos mercados accionistas e penalizada pelo aumento da produção nos Estados Unidos para níveis recorde, bem como pelo anúncio do Irão de que pretende aumentar a produção. O WTI em Nova Ioque desvaloriza 2,34% para 59,72 dólares, transaccionando pela primeira vez este ano abaixo dos 60 dólares. O Brent em Londres cai 2,16% para 63,41 dólares.   

 

O petróleo acentuou a tendência de queda depois dos Estados Unidos terem anunciado que a produção da matéria-prima superou os 10 milhões de barris por dia na semana passada, colocando o país a caminho de derrubar a Rússia e a Arábia Saudita das posições de maiores produtores do mundo. Em Fevereiro a matéria-prima já acumula uma queda de mais de 7%.




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