Mercados num minuto Fecho dos mercados: Setembro começa com recuperação das bolsas e correcção do euro

Fecho dos mercados: Setembro começa com recuperação das bolsas e correcção do euro

As bolsas europeias estrearam-se em Setembro do lado dos ganhos, completando a terceira sessão positiva. O euro continua a corrigir de máximos e o petróleo negoceia em baixa.
Fecho dos mercados: Setembro começa com recuperação das bolsas e correcção do euro
Reuters
Rita Faria 01 de setembro de 2017 às 17:09

Os mercados em números

PSI-20 avançou 0,75% para 5.195,28 pontos

Stoxx 600 subiu 0,60% para 376,14 pontos

S&P 500 ganha 0,19% para 2.476,38 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos subiram 1,0 ponto para 2,841%

Euro desce 0,27% para 1,1877 dólares

Petróleo cai 0,21% para 52,75 dólares por barril, em Londres

Bolsas europeias sobem pela terceira sessão

 

As bolsas europeias encerraram em alta esta sexta-feira, 1 de Setembro, pela terceira sessão consecutiva, depois de terem atingido mínimos de seis meses no início da semana. Os principais índices entram, assim, no novo mês com sinal verde, depois de terem registado em Agosto a terceira desvalorização mensal consecutiva.

 

O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, subiu 0,60% para 376,14 pontos, animado sobretudo pelas mineiras, empresas do sector automóvel e construção.

 

Em Lisboa, o PSI-20 ganhou 0,75% para 5.195,28 pontos, impulsionado pelo BCP, Jerónimo Martins e Galp Energia. O banco liderado por Nuno Amado valorizou 1,39% para 22,65 cêntimos, a retalhista somou 0,78% para 16,89 euros e a Galp ganhou 0,93% para 14,04 euros.

 

Do lado das perdas destacaram-se, pelo contrário, a Pharol e os CTT.

 

Juros portugueses em alta ligeira antes da Moody’s

 

Os juros da dívida portuguesa a dez anos registaram uma subida ligeira de 1,0 ponto base para 2,841%, antes de a Moody’s se pronunciar sobre o "rating" de Portugal, um anúncio previsto para esta sexta-feira. Em Maio, a agência de notação financeira manteve inalterada a sua avaliação para a dívida portuguesa numa classificação considerada lixo.

 

Na Alemanha, a ‘yield’ associada às obrigações a dez anos agravaram-se em 1,7 pontos para 0,379%, enquanto em Espanha subiram 3,7 pontos para 1,599%.

 

Euribor mantém-se inalterada em todos os prazos

 

As taxas Euribor mantinham-se hoje a três, seis, nove e 12 meses, face aos valores de quinta-feira.

 

A taxa a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, manteve-se hoje em -0,329%, enquanto a taxa a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação, estabilizou nos -0,273% de quinta-feira. Trata-se da quinta sessão consecutiva em que a taxa Euribor, neste prazo, se mantém inalterada, sendo que o actual mínimo de sempre a seis meses, de -0,274%, foi fixado pela primeira vez em 5 de Julho.

 

A nove meses, a Euribor manteve-se em -0,213% - o que constitui um novo mínimo – enquanto no prazo a 12 meses a taxa permaneceu estável em -0,161% pela terceira sessão consecutiva.

 

Euro permanece abaixo de 1,19 dólares

 

A moeda única europeia está a negociar em queda face ao dólar, depois de terem sido revelados dados pela Markit Economics que mostram que a actividade industrial nos Estados Unidos cresceu. No mesmo sentido, os empregos neste sector registaram a maior subida desde 2013.

 

O euro desce 0,27% para 1,1877 dólares, continuando a corrigir dos fortes ganhos que o levaram a superar, no início da semana, a fasquia dos 1,20 dólares, o valor mais elevado desde Janeiro de 2015. O mercado está a especular que Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu (BCE) irá aproveitar a conferência de imprensa da próxima semana, após a reunião de política monetária, para alertar para a elevada valorização da divisa europeia.

 

Petróleo em baixa ligeira

 

O petróleo está a negociar em queda ligeira tanto em Londres como em Nova Iorque, numa altura em que o mercado continua a avaliar o impacto económico do furacão Harvey, que já vitimou mais de 40 pessoas no estado do Texas.

 

A tempestade já paralisou um quarto da capacidade de refinação dos Estados Unidos, e está a pressionar a procura, o que condiciona os preços da matéria-prima nos mercados.

 

Nesta altura, o crude negociado em Nova Iorque desce 0,28% para 47,10 dólares enquanto o Brent, transaccionado em Londres, cai 0,21% para 52,75 dólares.

 

Dados do emprego nos EUA animam ouro

 

Os dados do emprego nos Estados Unidos, conhecidos esta sexta-feira, ficaram abaixo do esperado, o que está a contribuir para a animar o ouro, na medida em que suportam a visão de que a Reserva Federal dos Estados Unidos poderá adiar a subida dos juros no país perante estes sinais de fraqueza no mercado de trabalho.

Foram criados 156 mil empregos no mês passado, quando os economistas apontavam para 180 mil novos postos de trabalho. Além disso, o Departamento do Trabalho reviu em baixa os valores dos meses anteriores, reduzindo em 41 mil o número de empregos criados.

Já a taxa de desemprego aumentou uma décima para 4,4%, quando os economistas apontavam para uma estabilização. 




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