Mercados num minuto Fecho dos mercados: Sondagens nos EUA arrastam bolsas e dão ganhos ao ouro

Fecho dos mercados: Sondagens nos EUA arrastam bolsas e dão ganhos ao ouro

As últimas sondagens nos EUA apontam para uma corrida presidencial renhida e deixaram as bolsas com os "nervos em franja". Na Europa, as acções completaram o ciclo mais negativo em dois anos. Já o ouro está a beneficiar da procura por segurança.
Fecho dos mercados: Sondagens nos EUA arrastam bolsas e dão ganhos ao ouro
Raquel Godinho 02 de Novembro de 2016 às 17:27

Os mercados em números

PSI-20 desceu 1,66% para 4.548,08 pontos

Stoxx 600 recuou 1,13% para 331,55 pontos

S&P 500 cede 0,33% para 2.104,66 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal caiu 11,5 pontos base para 3,242%

Euro soma 0,55% para 1,1116 dólares

Petróleo cai 3,14% para 46,63 dólares por barril em Londres


Bolsas europeias caem pelo oitavo dia

A sessão foi de perdas para os principais índices accionistas mundiais. O índice de acções global registou a maior série de quedas desde 2011 para mínimos de Julho, enquanto as bolsas europeias desceram pelo oitavo dia consecutivo, o ciclo mais negativo desde 2014. O índice de referência europeu, o Stoxx600, cedeu 1,13% para os 331,55 pontos. A penalizar o sentimento dos investidores estiveram as sondagens conhecidas nos Estados Unidos e que apontam para uma corrida presidencial mais renhida do que até agora se pensava. Nos últimos dias, foram conhecidas sondagens que atribuem vantagem a Donald Trump, depois de o FBI ter reaberto a investigação a e-mails de Hillary Clinton.

A bolsa de Lisboa seguiu esta tendência e perdeu 1,66% para os 4.548,08 pontos. Numa sessão em que nenhuma cotada registou ganhos, as empresas do grupo EDP destacaram-se nas perdas, isto no dia em que o Público avança que a Autoridade da Concorrência (AdC) está investigar se a eléctrica infringiu a lei no mercado de serviços de sistema, entre 2009 e 2014. A EDP cedeu 2,63% para os 2,893 euros, enquanto a EDP Renováveis perdeu 4,03% para os 6,566 euros. Já a Galp Energia caiu pela sexta sessão. Desvalorizou 1,60% para os 11,99 euros. O BCP, que na terça-feira subiu pela primeira vez em sete sessões, voltou às perdas. Cedeu 1,79% para os 1,2041 euros.


Juros regressam às quedas

Depois da subida registada na terça-feira, as taxas de juro da dívida pública portuguesa no mercado secundário voltaram às quedas, em linha com o desempenho registado na maioria dos países europeus. A tendência de descida verificou-se em todas as maturidades. No prazo de referência, a 10 anos, a "yield" cedeu 11,5 pontos base para 3,242%. Já o prémio de risco face à dívida alemã encolheu para 311,40 pontos.


Euribor em mínimos históricos

As Euribor voltaram a registar desempenhos diferentes nos distintos prazos, de acordo com os dados da Lusa. No prazo a três meses, que está em valores negativos desde Abril do ano passado, a taxa manteve-se inalterada nos -0,313%, o que representa o valor mais baixo de sempre. Já a taxa a seis meses, que serve de indexante em mais de metade dos créditos à habitação em Portugal, caiu para -0,213%, também o valor mais baixo de sempre. A taxa a nove meses ficou inalterada nos -0,131%, enquanto a Euribor a 12 meses caiu para -0,071%.

 

Dólar completa quatro dias de desvalorizações

O dólar está a perder valor face às principais divisas negociadas. O índice do dólar completa quatro sessões em terreno negativo, a mais longa série de quedas desde Julho. Este desempenho ocorre numa sessão marcada pelo fim da reunião da Reserva Federal dos Estados Unidos. Não se espera que o banco central anuncie qualquer decisão quanto à taxa de juro, mas os economistas consultados pela Bloomberg acreditam que a autoridade monetária vai enfatizar que o ritmo de subidas da taxa de juro no futuro será gradual, deixando a porta aberta para um aumento do preço do dinheiro em Dezembro. A incerteza relacionada com as eleições nos EUA também está a penalizar o dólar. O índice do dólar cede 0,37% para os 1.200,32 pontos.

 

Aumento das reservas volta a castigar petróleo

Os preços do petróleo voltam a desvalorizar, esta quarta-feira, em ambos os mercados de referência. A penalizar a matéria-prima  está o aumento recorde dos inventários de crude nos Estados Unidos, o maior consumidor do mundo. Os inventários aumentaram em 14,4 milhões de barris, na semana passada, de acordo com o Departamento de Energia dos Estados Unidos. Os analistas consultados pela Bloomberg antecipavam um crescimento de dois milhões de barris. Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) cede 3,13% para os 45,21 dólares. Já em Londres, o Brent, que serve de referência às importações portuguesas, desvaloriza 3,14% para os 46,63 dólares por barril.  


Ouro acima dos 1.300 dólares com procura por segurança

Numa sessão marcada pelo nervosismo dos investidores, o ouro é um dos beneficiados. Como habitual, o metal precioso está a ser animado pelo seu estatuto de activo-refúgio. O metal superou mesmo os 1.300 dólares por onça pela primeira vez em quase um mês. Segue a valorizar  1,32% para os 1.305,25 dólares por onça. O principal motivo de preocupação dos investidores, esta quarta-feira, está relacionado com a corrida presidencial nos Estados Unidos. Nos últimos dias, foram conhecidas sondagens que apontam para a vantagem de Donald Trump face a Hillary Clinton, o que indicia que as eleições serão mais renhidas do que se pensava até agora. Estes receios estão a levar os investidores a procurarem segurança em activos como o ouro.




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