Mercados num minuto Fecho dos mercados: S&P 500 com novo recorde, juros corrigem e euro interrompe quedas

Fecho dos mercados: S&P 500 com novo recorde, juros corrigem e euro interrompe quedas

O euro interrompeu um ciclo de dez sessões seguidas de quedas face ao dólar. Nos EUA, o S&P 500 bateu um novo recorde. E os juros da dívida nacional descem após terem estado bem próximo de 4%,
Fecho dos mercados: S&P 500 com novo recorde, juros corrigem e euro interrompe quedas
Rui Barroso 21 de Novembro de 2016 às 17:21

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,41% para 4.438,52 pontos

Stoxx 600 ganhou 0,25% para 340,24 pontos

S&P 500 sobe 0,52% para 2.193,32 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal desceu 14,4 pontos base para 3,71%

Euro ganha 0,13% para 1,0602 dólares

Petróleo dispara 3,76% para 48,62 dólares por barril

Mineiras e petrolíferas ganham. S&P 500 em máximos

Os ganhos acima de 2% dos índices das mineiras e das petrolíferas permitiram que o Stoxx 600 regressasse aos ganhos com uma valorização de 0,25%. Isto num dia em que os preços do petróleo e de algumas matérias-primas industriais recuperaram.

Os ganhos daqueles sectores permitiram compensar as desvalorizações de 0,50% das cotadas dos sectores farmacêutico e de serviços financeiros. Nos EUA, o S&P 500 bateu um novo recorde, ao valorizar 0,52% para 2.193,32 pontos. Também nas bolsas americanas as subidas foram movidas ao sector da energia, que ganha 1,76%.

A bolsa portuguesa também conseguiu valorizar. O PSI-20 avançou 0,41% impulsionado pelas subidas de 2,72% da Galp e de 1,67% da EDP.

Taxa a dez anos alivia

A taxa portuguesa a dez anos conseguiu algum alívio em relação à tendência de fortes subidas que se verificou nas últimas duas semanas. A "yield" baixou 14,4 pontos base para 3,71%. Isto apesar de durante a manhã ter estado a subir 8,9 pontos base para 3,942%.

A descida da taxa portuguesa foi de maior dimensão que a de outros países europeus. No caso de Itália, que tem centrado a atenção dos mercados devido ao referendo sobre a reforma constitucional, a "yield" desceu 2,3 pontos base para 2,07%. Já a taxa espanhola subiu 1,7 pontos base para 1,611%.

A "yield" germânica também sobe. Registou um aumento ligeiro de 0,2 pontos base para 0,274%. Este factor, a par com a queda expressiva da taxa portuguesa, permitiu que o prémio de risco da dívida nacional passasse novamente abaixo da fasquia de 350 pontos base.

Euribor a seis e a 12 meses com novos mínimos

As taxas Euribor a seis e a 12 meses atingiram novos mínimos esta segunda-feira. Já o indexante a três meses contrariou essa tendência. Neste prazo, a taxa aumentou 0,1 pontos base para  -0,312%, segundo dados da agência Lusa. No entanto, a Euribor a seis meses baixou 0,2 pontos base para -0,219%, o valor mais baixo de sempre. Também a taxa a 12 meses baixou, neste caso 0,1 pontos base para -0,078%, um novo mínimo histórico.

Dólar faz uma pausa na maior subida desde 2008

O índice que mede a força do dólar face às outras principais divisas mundiais interrompeu uma sequência de três subidas seguidas. Perde 0,27% para 1.248,14 dólares, após ter valorizado 4,3% entre as eleições nos EUA e a passada sexta-feira impulsionado pelas expectativas de que a política de Trump resulte num regresso da inflação. O euro também tirou partido da sessão mais fraca da nota verde. Ganha 0,13% para 1,0602 dólares, colocando um ponto final a um ciclo de dez sessões de quedas.

Irão e Iraque dão ganhos ao petróleo

Os preços do petróleo continuam a oscilar ao sabor das notícias sobre se os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo conseguirão ratificar o acordo para o corte de produção na próxima reunião, a 28 de Novembro. Esta segunda-feira, responsáveis do Irão e do Iraque mostraram optimismo de que se chegue a um entendimento, o que levou o petróleo a ganhos significativos, atingindo o valor mais elevado das últimas três semanas. O preço do barril de Brent valoriza 3,76% para 48,62 dólares. Já o West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, sobe 3,57% para 47,32 dólares.

Ouro interrompe ciclo de quedas

Após três descidas consecutivas que colocaram o ouro no valor mais baixo dos últimos cinco meses, o metal amarelo deu alguns sinais de recuperação. O preço da onça de "troy" sobe 0,38% para 1.212,47 dólares, beneficiando do alívio dos ganhos da nota verde. Os analistas do Commerzbank referiram, citados pela Bloomberg, que o ouro "ganha apoio de um dólar algo mais fraco". Mas alertaram que o preço ainda corre o risco considerável de "passar abaixo do marco psicológico de 1.200 dólares".




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub