Mercados num minuto Fecho dos mercados: Subida forte dos juros alemães e BCE levam bolsas para mínimos de Abril

Fecho dos mercados: Subida forte dos juros alemães e BCE levam bolsas para mínimos de Abril

A subida acentuada dos juros da dívida alemã e a divulgação dos relatos da última reunião do BCE levaram as bolsas europeias para terreno negativo. O petróleo recuperou mais de 2% e o euro negoceia acima dos 1,14 dólares.
Fecho dos mercados: Subida forte dos juros alemães e BCE levam bolsas para mínimos de Abril
Bruno Simão
Nuno Carregueiro 06 de julho de 2017 às 17:28

O mercado em números
PSI-20 caiu 0,66% para 5.169,1 pontos

Stoxx 600 desceu 0,67% para 380,41 pontos

S&P 500 cai 0,46% para 2.421,28 pontos

Juros da dívida a dez anos subiram 8 pontos base para 3,06%

Euro avança 0,46% para 1,1404 dólares

WTI ganha 2,48% para os 46,25 dólares por barril

  

Bunds e BCE castigam bolsas

As bolsas europeias atingiram mínimos de 11 semanas (21 de Abril), com o Stoxx 600 a ceder mais de 0,5%, com todos os sectores do índice em terreno negativo.

 

O desempenho negativo das bolsas europeias iniciou depois de uma queda abrupta das obrigações alemãs, que levaram a "yield" dos títulos a 10 anos acima dos 0,5%, pela primeira vez desde Janeiro de 2016. Segundo a Bloomberg, a forte subida dos juros dos títulos de referência na Europa surgiu depois de um leilão de dívida a 30 anos em França ter atraído uma fraca procura, sinalizando o receio dos investidores com o corte de estímulos monetários por parte do Banco Central Europeu.

 

Este receio agravou-se depois das 13:00, hora em que o BCE publicou os relatos da reunião de 8 de Junho. É que o mercado ficou agora a saber que os responsáveis de política monetária do BCE equacionaram retirar da sua comunicação a referência à possibilidade de aumentar o programa de compra de activos. Acabaram por não o fazer – caiu apenas a referência à possibilidade de descer juros – mas o facto de o terem discutido aumentou as preocupações dos investidores sobre quando e como o BCE vai reduzir estímulos.

 

O PSI-20 desceu 0,66%, com 15 cotadas em queda e quatro em alta. O grupo EDP destacou-se, com a eléctrica a descer 1,26% para 2.822 euros, enquanto a EDP Renováveis perdeu 1,88% para 6,893 euros, mantendo-se assim acima da contrapartida da oferta pública de aquisição (OPA) lançada pela eléctrica liderada por António Mexia neste que foi o primeiro dia da oferta.

 

Juros de Portugal acima dos 3%

A subida dos juros das bunds alemãs (+9,4 pontos base para 0,564%) contagiou toda a dívida europeia, prolongando-se assim o movimento de fuga das obrigações, que iniciou com o discurso de Mario Draghi na semana passada em Sinta. A "yield" das obrigações do Tesouro subiu 8 pontos base para 3,06%. Ainda assim, como os juros alemães subiram de forma mais expressiva, o "spread" da dívida portuguesa até baixou, situando-se abaixo dos 250 pontos base.

 

Taxas Euribor sobem a 3 e 6 meses

As taxas Euribor subiram hoje a três e seis meses, mantiveram-se no prazo de nove meses e subiram a 12 meses em relação a quarta-feira. A seis meses, a taxa Euribor, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez em 6 de Novembro de 2015, subiu para -0,273%. A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, subiu para -0,330%.

 

Euro acima de 1,14 dólares

No mercado cambial a moeda europeia registou uma sessão positiva, beneficiando também dos relatos do BCE, que indiciam uma retirada dos estímulos monetários do banco central. O euro sobe 0,46%, transaccionando acima dos 1,14 dólares, com os investidores também a reagirem às actas da última reunião da Reserva Federal.

 

Segundo as actas da Fed, divulgadas ontem à noite, os responsáveis do comité de política monetária do banco central não conseguiram chegar a acordo, na reunião de 13 e 14 de Junho, quanto à data em que devem começar a "encolher" o seu vasto balanço, indicam as actas dessa reunião divulgadas esta quarta-feira.   

 

Petróleo recupera parte de tombo

O preço do petróleo recuperou parte do tombo sofrida na véspera, quando registou a desvalorização mais forte em quatro semanas. Na quarta-feira, o WTI cedeu mais de 4% depois de a Rússia ter dado sinais de que não está disponível para efectuar mais cortes na produção da matéria-prima. Hoje as cotações recuperam parte das quedas, com o WTI em Nova Iorque a somar 2,48% para 46,25 dólares e o Brent em Londres a avançar 2,28% para 48,88 dólares. Esta recuperação surgiu depois de surgirem dados que apontam para um aumento da procura nos Estados Unidos.

 

Ouro corrige

Depois de duas sessões em alta, o ouro está a negociar em terreno negativo, com a onça do metal precioso a ceder 0,23% para 1.224,23 dólares.




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comentários mais recentes
MASSA BRUTA e SEU o amigo santana FLOPES 06.07.2017




o me amigo santana FLOPES já me avisou OUTRA VEZ que depois de lançar UMA opa a um banco FALIDO a 1 EURO agora irá lamçar uma OPA a 3 EUROS ao MILENIUM BCP o DIAMANTE do PSI20

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