Mercados num minuto Fecho dos mercados: Supremo britânico suporta bolsas. Juros de regresso às subidas

Fecho dos mercados: Supremo britânico suporta bolsas. Juros de regresso às subidas

Theresa May terá que levar ao Parlamento a decisão para accionar o artigo 50.º do Tratado de Lisboa, uma notícia que agradou aos investidores, com as bolsas a valorizarem. Já os juros estiveram a agravar-se por toda a Europa.
Fecho dos mercados: Supremo britânico suporta bolsas. Juros de regresso às subidas
Bloomberg
Patrícia Abreu 24 de janeiro de 2017 às 17:22

Os mercados em números

PSI-20 ganhou 0,37% para 4.576,74 pontos

Stoxx 600 avançou 0,25% para 361,92 pontos

S&P 500 sobe 0,33% para 2.272,68 pontos

"Yield" 10 anos de Portugal subiu 6,8 pontos base para 3,861%

Euro desce 0,12% para 1,0752 dólares

Petróleo sobe sobe 1,04% para 53,30 dólares por barril, em Nova Iorque

Bolsas em alta após decisão sobre o Brexit

As principais praças europeias encerraram a segunda sessão da semana a valorizar, numa sessão marcada pela decisão do Supremo Tribunal britânico sobre o Brexit. O Stoxx 600 avançou 0,25%, depois de o Supremo Tribunal do Reino Unido ter decidido que terá de ser o Parlamento britânico a invocar o artigo 50.º do Tratado de Lisboa, obrigando a primeira-ministra Theresa May a esperar antes de iniciar as negociações com Bruxelas. A liderar as subidas na Europa estiveram as acções do sector mineiro, com o índice do sector a valorizar mais de 2%, máximos de 2014.

Já a bolsa lisboeta fechou a subir 0,37%, impulsionada pela recuperação das acções do grupo EDP. A EDP Renováveis subiu esta terça-feira, 24 de Janeiro, 4,38% para 5,96 euros. A companhia que é uma das empresas portuguesas na Core List do BPI esteve a recuperar da descida expressiva registada na sessão anterior. Já a EDP somou 0,4% para 2,731 euros. A travar os ganhos em Lisboa esteve o BCP. O banco liderado por Nuno Amado caiu 3,83% para 0,1508 euros, penalizado pela descida de 9,09% dos direitos ao aumento de capital do banco.

Juros acompanham subida na Europa

As taxas de juro exigidas pelos investidores para comprarem dívida portuguesa agravou-se esta terça nos prazos acima de quatro anos. A taxa de referência a dez anos escalou 6,8 pontos base para 3,861%, numa sessão em que os juros registaram subidas acentuadas um pouco por toda a Europa.

A "yield" a dez anos de Espanha também subiu mais de sete pontos, enquanto a linha a dez anos de Itália agravou-se menos de seis pontos. Já ás as alemãs "bunds" avançaram 4,5 pontos base para 0,408%, alargando o "spread" para a dívida portuguesa para 345,26 pontos.

Euribor de regresso às descidas

As taxas Euribor desceram hoje a três, seis e nove meses e mantiveram-se a 12 meses em relação a segunda-feira. A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, desceu hoje para -0,328%, menos 0,001 pontos percentuais do que na segunda-feira, depois de ter descido até ao mínimo de -0,329% pela primeira vez em 17 de Janeiro. A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez em 06 de Novembro de 2015, foi hoje fixada em -0,242%, novo mínimo histórico e menos 0,001 pontos do que na véspera. No prazo de nove meses, a Euribor desceu para -0,158%, novo mínimo de sempre e menos 0,002 pontos do que na segunda-feira. A 12 meses, a taxa manteve-se em -0,101%, actual mínimo histórico verificado pela primeira vez na segunda-feira.

Tribunal não segura libra

A moeda britânica segue a desvalorizar esta sessão. A libra cai 0,6% para 1,2465 dólares, perante a expectativa que a decisão de levar ao Parlamento a votação para avançar com o Brexit, isto não irá impedir o Reino Unido de abandonar a União Europeia. A divisa tem sido fortemente penalizada pelos resultados do referendo de 23 de Junho, devido aos receios em torno dos impactos negativos na economia do país e, sobretudo, no centro financeiro de Londres.

Corte de produção suporta recuperação do petróleo

Os preços do petróleo seguem a valorizar nos mercados internacionais, a reagirem aos sinais de que os países exportadores estão mais comprometidos em cumprir o acordo para reduzir a oferta no mercado. O WTI, negociado em Nova Iorque, sobe 1,04% para 53,30 dólares por barril, enquanto o Brent, em Londres, ganha 0,69% para 55,61 dólares. Estas subidas ocorrem depois do Iraque ter adiantado que está próximo de implementar a sua parte relativa ao corte de produção, decidida no acordo de Novembro da OPEP. O ministro do petróleo iraquiano referiu que o país cortou a oferta em 180 mil barris por dia e vai cortar a sua produção em mais 30 mil barris diários, até ao final do mês.

Ouro corrige de máximos de dois meses

Os preços do ouro estão a corrigir de máximos de dois meses, a reagirem à subida das "treasuries" nos EUA, um movimento que reduz a atractividade do ouro. O metal precioso cede 0,1% para 1.214 dólares por onça, depois de ter estado a beneficiar com o clima de maior incerteza nos mercados financeiros, após a tomada de posse do novo presidente dos EUA, Donald Trump.




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