Mercados num minuto Fecho dos mercados: Tecnológicas ditam terceiro dia de quedas na Europa, petróleo sobe

Fecho dos mercados: Tecnológicas ditam terceiro dia de quedas na Europa, petróleo sobe

As principais bolsas europeias terminaram a sessão em terreno negativo, penalizadas essencialmente pelas cotadas do sector tecnológico. Já os preços do petróleo sobem e estão em máximos de mais de dois anos.
Fecho dos mercados: Tecnológicas ditam terceiro dia de quedas na Europa, petróleo sobe
Raquel Godinho 09 de novembro de 2017 às 17:25

Os mercados em números

PSI-20 caiu 0,15% para os 5.321,82 pontos

Stoxx600 cedeu 1,17% para 389,83 pontos

S&P 500 cai 0,57% para 2.579,67 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal subiu 4,8 pontos-base para os 2,055%

Euro valoriza 0,38% para 1,1640 dólares

Petróleo sobe 0,91% para 64,07 dólares por barril, em Londres

 

Bolsas europeias caem pelo terceiro dia

As principais bolsas europeias completaram a terceira sessão negativa, pressionadas essencialmente pelo desempenho do sector tecnológico que corrige dos fortes ganhos acumulados nas últimas sessões. O índice de referência europeu, o Stoxx 600, caiu 1,17% para os 389,89 pontos. As bolsas norte-americanas também desvalorizaram a reflectir um maior cepticismo dos investidores quanto à reforma fiscal dos Estados Unidos.

 

Por cá, a bolsa nacional chegou a estar a valorizar, mas terminou a cair 0,15% para os 5.321,82 pontos, com 14 cotadas em terreno negativo. A EDP foi a cotada que mais penalizou o mercado nacional. A eléctrica cedeu 1,06% para os 2,98 euros. Nota negativa ainda para a Pharol que desvalorizou 3,96% para 0,412 euros num momento de impasse no processo de reestruturação da brasileira Oi, na qual a cotada portuguesa detém mais de 20% do capital. E o Banco Comercial Português (BCP) perdeu 0,45% para os 0,2453 euros.

 

Pelo contrário, a Nos destacou-se com uma subida de 4,58% para 5,224 euros, tendo registado a maior subida diária desde Setembro do ano passado. A empresa beneficiou do aumento de 34,5% dos lucros obtidos nos primeiros nove meses deste ano (105,5 milhões de euros) face ao período homólogo.

 

Juros sobem e voltam a situar-se acima dos 2%

Depois do alívio registado nas últimas sessões, os juros da dívida pública portuguesa voltaram a subir, numa sessão marcada pela queda dos activos percepcionados como mais arriscados como as acções. A tendência de subida foi generalizada a todas as maturidades. No prazo de referência, a dez anos, a "yield" somou 4,8 pontos-base para os 2,055%. A taxa de juro da dívida alemã também subiu mas mais, o que reduziu o prémio de risco da dívida nacional para 167,47 pontos.  


Euribor ficam inalteradas

As taxas Euribor ficaram inalteradas na maior parte dos prazos. A taxa a três meses, que está em valores negativos desde Abril de 2015, ficou pela sétima sessão consecutiva nos -0,329%. Já a Euribor a seis meses, que serve de referência em mais de metade dos créditos à habitação em Portugal, ficou inalterada nos -0,276%, actual mínimo histórico. E a Euribor a 12 meses manteve-se nos -0,191%, também o valor mais baixo de sempre. A excepção foi a taxa a nove meses, que caiu para -0,220%.

  

Dólar em queda com incertezas nos EUA

A moeda americana segue a perder valor face às principais divisas negociadas, a ser penalizada pela incerteza que persiste nos Estados Unidos em relação à reforma fiscal prometida por Donald Trump. Nesta altura existem dois planos de cortes de impostos em paralelo, um na Câmara dos Representantes e outro no Senado, o que poderá dificultar a aprovação final de um documento que a administração americana liderada por Donald Trump garante que potenciará o crescimento económico e a criação de emprego. O índice do dólar, que mede o seu desempenho face às principais moedas, cai 0,23% para os 1.179,09 pontos.

 

Petróleo aproxima-se de máximos de 28 meses

Os preços do petróleo seguem a negociar em alta em ambos os mercados de referência. A escalada da tensão na Arábia Saudita voltou a aumentar os receios em torno da estabilidade do maior exportador mundial de crude. Um factor que está a impulsionar a matéria-prima e a aproximá-la de máximos de 28 meses. Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) soma 0,83% para os 57,28 dólares por barril. Já em Londres, o Brent valoriza 0,91% para os 64,07 dólares por barril.


Níquel corrige com especulação de corte de preços

O níquel atingiu, na semana passada, o valor mais elevado em mais de dois anos. Esta quinta-feira, corrige esse desempenho e tocou em mínimos desde o início do mês. A penalizar o metal está a especulação de que o maior produtor da China deverá cortar os preços. Os futuros negociados em Xangai cederam 2,8% para os 98.330 yuans por tonelada métrica, o valor mais baixo desde 1 de Novembro.




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