Mercados num minuto Fecho dos mercados: Tribunal britânico puxa pela libra, mas bolsas falham recuperação

Fecho dos mercados: Tribunal britânico puxa pela libra, mas bolsas falham recuperação

As praças europeias estiveram a valorizar durante grande parte da sessão, mas inverteram para terreno negativo antes do fecho. Já a libra segue a negociar em máximos de um mês, enquanto o petróleo prolongou as quedas.
Fecho dos mercados: Tribunal britânico puxa pela libra, mas bolsas falham recuperação
Patrícia Abreu 03 de Novembro de 2016 às 17:21

Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,18% para 4.539,68 pontos

Stoxx 600 fechou estabilizado em 331,56 pontos

S&P 500 cede 0,33% para 2.104,66 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal subiu 0,1 pontos base para 3,252%

Euro soma 0,02% para 1,1100 dólares

Petróleo cai 1,90% para 44,48 dólares por barril em Nova Iorque



Bolsas prolongam descidas

As bolsas europeias terminaram a sessão de quinta-feira, 3 de Novembro, novamente em queda, depois de na útlima sessão o índice europeu ter registado o maior ciclo de quedas em mais de dois anos. O europeu Stoxx 600 terminou inalterado, numa sessão marcada pela notícia de que o Brexit terá que passar pelo Parlamento, antes do Reino Unido iniciar as negociações com a União Europeia para agilizar a saída da união. Além disso, uma nova sondagem nos EUA coloca a candidata Hillary Clinton três pontos à frente de Donald Trump, uma contagem que mantém um elevado grau de indefinição em relação ao resultado das eleições da próxima semana.

No mercado nacional o dia foi novamente de quedas. O PSI-20 cedeu 0,18%, pressionado pelas descidas da EDP renováveis e do BCP. A empresa de energias renováveis, que divulgou esta manhã uma quebra de 71% do seu resultado líquido nos primeiros nove meses do ano, desceu 1,29% para 6,481 euros. Já o banco liderado por Nuno Amado desvalorizou 0,59% para 1,197 euros. A instituição comunicou ontem o adiamento da apresentação dos resultados dos primeiros nove meses do ano de dia 7 ara 9 de Novembro, de modo a coincidir com a realização da assembleia-geral de accionistas. 

Prémio de risco em queda

A taxa de juro exigida pelos investidores para comprar dívida portuguesa no mercado secundário aumentou ligeiramente esta quinta-feira, ainda que o diferencial face à "bunds" alemãs tenha baixado. A "yield" a dez anos subiu 0,1 pontos base para 3,252%, numa sessão em que os juros estiveram a avançar um pouco por toda a Europa, com os investidores a especularem sobre o fim dos estímulos, depois do Banco de Inglaterra ter afastado uma nova descida dos juros em 2016. O prémio de risco face às obrigações alemãs baixou para 309,4 pontos.

 

Euribor inalteradas

As taxas Euribor subiram hoje a nove meses e mantiveram-se inalteradas a três, seis e a doze meses, em relação a quarta-feira. A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, manteve-se em -0,313%, face a quarta-feira, e que constitui o actual mínimo de sempre que foi registado pela primeira vez em 19 de Outubro. A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez em 06 de Novembro de 2015, manteve-se também nos -0,213%, face a quarta-feira. Em 27 de Outubro, a taxa atingiu o actual mínimo de sempre -0,213%.

Libra em máximos de um mês

A moeda britânica segue em destaque esta quinta-feira, a negociar em máximos de um mês, a reagir à decisão do Supremo Tribunal britânico de condicionar a formalização do Brexit ao "sim" do Parlamento. A libra valoriza 1,2% para 1,2453 dólares, tendo já estado a negociar em 1,2494 dólares durante a sessão, o valor mais elevado desde 7 de Outubro. Além da decisão do Tribunal, a divisa está ainda a ser suportada pela manutenção das taxas de juro no país e pelo facto do Banco de Inglaterra ter adiantado que não espera mexer nos juros até ao final do ano.

Crude abaixo dos 45 dólares

Os preços do petróleo mantêm a tendência negativa das últimas sessões, com o WTI a cotar abaixo da barreira dos 45 dólares por barril no mercado nova-ioquino. A pressionar as cotações permanece a elevada oferta disponível no mercado, depois das reservas nos EUA terem voltado a aumentar, e as dúvidas em relação à capacidade da OPEP para implementar o acordo para reduzir a sua produção, num momento em que vários países continuam a aumentar as suas exportações. O Brent, em Londres, desce 1,60% para 46,11 dólares por barril, enquanto o crude, em Nova Iorque, cai 1,90% para 44,48 dólares.

Zinco em máximos de cinco anos

O zinco segue a negociar no valor mais elevado dos últimos cinco anos, perante a especulação de menor oferta. O metal industrial sobe 2,6% para 2.490 dólares por tonelada métrica, tendo já tocado em máximos de Agosto de 2011, depois da Glencore ter adiantado que a sua produção de zinco nos primeiros nove meses do ano caiu 30% face ao período homólogo e de ter informado que vai encerrar uma mina na Austrália, o que vai reduzir mais a matéria-prima disponível no mercado.




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comentários mais recentes
Anónimo Há 3 dias


FP e CGA - SEMPRE A ROUBAR À GRANDE

E não deixa de ser anedótico que o contribuinte que vê a sua reforma cada vez mais longe e mais baixa, ainda seja chamado para pagar as absurdas pensões da CGA.

Ano - Receitas CGA / Trf. OE / Desp. Total

2015 - 4.927 / 4.601 / 9.528 Milhões €

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