Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas e matérias-primas descem em sessão de queda relâmpago da libra

Fecho dos mercados: Bolsas e matérias-primas descem em sessão de queda relâmpago da libra

As bolsas europeias terminaram a última sessão da semana a desvalorizar, penalizadas pela especulação de que a Reserva Federal dos EUA irá mesmo subir juros este ano. Já a queda da libra suportou a bolsa britânica.
Fecho dos mercados: Bolsas e matérias-primas descem em sessão de queda relâmpago da libra
Patrícia Abreu 07 de Outubro de 2016 às 17:20

Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,94% para 4.494,84 pontos

Stoxx 600 perdeu 0,93% para 339,64 pontos

S&P 500 desce 0,72% para 2.145,32 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal subiu 6,6 pontos base para 3,579%

Euro avança 0,02% para 1,1153 dólares

Petróleo desvaloriza 0,20% para 50,34 dólares por barril em Nova Iorque

Bolsas intensificam quedas com especulação de juros nos EUA

As bolsas europeias voltaram a desvalorizar, penalizadas pela perspectiva de que a Reserva Federal dos EUA possa acelerar o movimento de normalização dos juros no país. O índice europeu Stoxx 600 cedeu 0,93%, depois de terem sido conhecidos os dados do mercado laboral nos EUA que revelaram um crescimento estável do emprego em Setembro. A praça britânica contrariou, porém, a descida das congéneres europeias. Fechou a valorizar 0,59%, suportada pela subida das empresas exportadoras, depois de a libra ter afundado esta manhã, num movimento sem justificação.

No mercado nacional, a bolsa lisboeta caiu 0,94%, pressionada pela banca e pela energia. O grupo EDP manteve a tendência negativa dos últimos dias, com a eléctrica desvalorizar 1,48% para 2,735 euros e a EDP Renováveis a ceder 0,73% para 6,706 euros. Na banca, o BCP desceu 0,65% para 0,0154 euros, numa sessão em que o prémio de risco da dívida portuguesa voltou a agravar-se. A liderar as quedas estiveram, porém, os CTT. A empresa de correios caiu 3,19% para 5,562 euros, aproximando-se dos 5,52 euros a que os títulos foram vendidos na sua operação pública de venda (OPV).

Juros agravam prémio de risco

Os investidores voltaram a exigir um prémio mais elevado para investir em dívida portuguesa. A taxa de referência, que já na véspera tinha estado a negociar em máximos de quase oito meses, subiu 6,6 pontos base para 3,579%, num momento em que se continua a especular sobre a possível retirada de estímulos do BCE. Este agravamento surge ainda a uma semana da apresentação do Orçamento do estado para 2017 e depois dos avisos da DBRS para o país. O prémio de risco face à dívida alemã alargou-se para 355,9 pontos.

Euribor inalterada em mínimos

As taxas Euribor mantiveram-se hoje a três meses, desceram a seis meses e subiram a nove e 12 meses em relação a quinta-feira. A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, manteve-se em -0,304%, actual mínimo histórico registado pela primeira vez em 08 de Setembro. A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez em 6 de Novembro de 2015, foi fixada em -0,203%, menos 0,001 pontos do que na quinta-feira e actual mínimo de sempre registado pela primeira vez em 5 de Outubro.

Queda relâmpago da libra

A divisa do Reino Unido renovou esta sexta-feira, 7 de Outubro, um mínimo histórico, relativo a Maio de 1985 - 31 anos - depois de ter tombado mais de 6% no espaço de apenas dois minutos durante a manhã, um comportamento que poderá ter tido origem numa introdução errada de ordens ou no algoritmo usado na transacção. Ainda que não se conheça a causa exacta desta correcção, a libra continua a negociar com uma descida expressiva, ao cair 2,3% para 1,2322 dólares. No último fim-de-semana, Theresa May, primeira-ministra, garantiu que o Reino Unido iria iniciar formalmente a saída da União Europeia no primeiro trimestre de 2017. O que levou os investidores a manifestarem novamente os seus receios em torno dos efeitos do Brexit na divisa e na economia.



Crude mantém-se acima de 50 dólares

Os preços do petróleo seguem a negociar em queda ligeira nos mercados internacionais, depois de a Rússia ter adiantado que não espera assinar qualquer acordo com a OPEP na próxima semana. Estas declarações surgem depois dos principais produtores de petróleo mundiais terem acordado na semana passada reduzir a produção, mas o acordo final só deverá ser fechado na reunião da OPEP em Novembro. O crude, negociado em Nova Iorque, segue a ceder 0,20% para 50,34 dólares por barril. Já o Brent desliza 0,17% para 52,42 dólares.

Prata vive pior semana desde 2013

Os preços dos metais mantêm a tendência descendente das últimas sessões, à medida que aumentam as probabilidades de uma subida de juros por parte da Fed este ano, uma decisão que penaliza o investimento nestes activos. Os preços do ouro acumulam uma desvalorização de 4,6% esta semana, para valerem 1.255,18 dólares por onça, num período marcado por várias declarações de membros da Fed que apontam para uma mexida na taxa de referência. Já a prata afunda 9,5% para 17,35 dólares, a maior queda semanal desde 2013.




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