Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas europeias arrancam semana no vermelho e juros corrigem antes de DBRS

Fecho dos mercados: Bolsas europeias arrancam semana no vermelho e juros corrigem antes de DBRS

As bolsas fecharam a primeira sessão no vermelho, numa semana em que os investidores aguardam a reunião do BCE. Petróleo e euro também seguem em queda.
Fecho dos mercados: Bolsas europeias arrancam semana no vermelho e juros corrigem antes de DBRS
Bloomberg
Patrícia Abreu 17 de Outubro de 2016 às 17:21

Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,49% para 4.599,62 pontos

Stoxx 600 caiu 0,74% para 337,42 pontos

S&P 500 recua 0,08% para 2.131,37 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal desceu 4,8 pontos base para 3,252%

Euro avança 0,23% para 1,0997 dólares

Petróleo desvaloriza 1,19% para 51,33 dólares por barril em Londres


Bolsas arrancam semana no vermelho

As bolsas do Velho Continente desvalorizaram pela quarta sessão em cinco dias, com os investidores preocupados em relação à robustez do crescimento global. O índice europeu Stoxx 600 cedeu 0,74%, numa semana marcada pela reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE). Depois de, na última reunião, ter desapontado e decidido manter os seus estímulos inalterados, a instituição liderada por Mario Draghi poderá estender no encontro desta quinta-feira, 20 de Outubro, o seu programa de compra de activos além de Março de 2017.

O PSI-20 acompanhou o tom vermelho que dominou a negociação na Europa e fechou a descer 0,49%. A pressionar a negociação estiveram as quedas da Galp e da Jerónimo Martins. A petrolífera caiu 1,52% para 12,285 euros, enquanto a retalhista baixou 1,60% para 15,96 euros. Já a Nos recuou 1,68% para 5,791 euros, depois do BPI ter revisto em baixa a sua avaliação para as acções da operadora, colocando o preço-alvo em 6,40 euros, face aos anteriores 6,70 euros. Sob pressão mantêm-se ainda os CTT. A empresa de correios liderou as descidas em Lisboa, ao cair 2,27% para 5,90 euros.

Juros corrigem após Orçamento

A taxa de juro exigida pelos investidores para comprar dívida portuguesa esteve a corrigir esta segunda-feira, 17 de Outubro. A "yield" a dez anos caiu 4,8 pontos base para 3,252%, depois do Executivo liderado por António Costa ter apresentado as suas propostas para o Orçamento do Estado para 2017 e a poucos dias da DBRS fazer uma reavaliação do "rating" de Portugal. A expectativa da maioria dos especialistas é que a agência canadiana mantenha a avaliação de Portugal inalterada. O prémio de risco face à Alemanha desceu para 319,5 pontos base.

Euribor estacionadas em mínimos

As taxas Euribor mantiveram-se hoje em níveis mínimos a três e seis meses. A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, voltou hoje a ser fixada em -0,311%, actual mínimo de sempre registado pela primeira vez em 13 de Outubro. A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez em 06 de Novembro de 2015, também se manteve, pela quarta sessão consecutiva, em -0,204%, registado pela primeira vez em 12 de Outubro.

Euro abaixo de 1,10 dólares

A moeda única europeia segue a subir ligeiramente face ao dólar, perante a expectativa que a Reserva Federal dos EUA suba os juros no país a um ritmo lento. O euro avança 0,23% para 1,0997 dólares, numa semana marcada pela reunião do BCE. A suportar a divisa europeia está, porém, a especulação que a Fed poderá ser lenta a subir os juros, isto depois de Janet Yellen, presidente da Reserva Federal, ter indicado, na sexta-feira passada, que a política monetária poderá continuar a ser flexível mesmo que a inflação comece a subir.

Maior oferta pressiona petróleo

O excesso de oferta de petróleo nos mercados continua a pressionar as cotações do petróleo. A matéria-prima desce 1,37% para 49,66 dólares por barril, no mercado de Nova Iorque, e cai 1,23% para 51,31 dólares, em Londres. A determinar as quedas está o aumento da produção por alguns exportadores, num momento em que continua sem perceber-se como será colocada em prática a descida da produção acordada pela OPEP em Setembro. A Líbia aumentou as suas exportações em 560 mil barris por dia, enquanto o Irão adiantou que quer aumentar produção diária de petróleo para quatro milhões de barris.

Ouro próximo de mínimos de quatro meses

Os preços do ouro seguem a negociar em mínimos de quase quatro meses, com os investidores atentos às próximas decisões de política monetária nos EUA. O metal precioso segue a avançar 0,44% para 1.256,48 dólares por onça, numa sessão em que as acções seguem a negociar no vermelho. A matéria-prima tem sido penalizada pela especulação de que a Fed suba juros até ao final do ano, um movimento que torna menos atractivo o investimento em ouro. Desde o início do mês o metal perde perto de 4,8%.




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mais votado Anónimo Há 2 semanas


FP . CGA – 40 ANOS A ROUBAR OS TRABALHADORES E PENSIONISTAS DO PRIVADO


AS PENSÕES DOURADAS DA CGA

As reformas mais antigas são as mais elevadas porque tiveram fórmulas mais favoráveis.
São também aquelas em que as pessoas se reformaram/aposentaram com menos idade.
Por isso devem ter os maiores cortes.

Ex: Muitas pessoas reformaram-se/aposentaram-se com 36 anos de descontos e 54 de idade.
Ou seja, muitas dessas pessoas vão estar mais anos a receber a pensão, do que os anos que trabalharam e descontaram.
Basta que vivam até depois dos 90 anos, o que se verifica com cada vez mais pessoas.

Pergunta: Estas pessoas fizeram descontos suficientes para terem a pensão que recebem?

Resposta: Não, nem para metade.

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Manuel Aires de Pires Centeio Há 2 semanas

A nossa bolsa vai cair abruptamente!

Anónimo Há 2 semanas


FP . CGA – 40 ANOS A ROUBAR OS TRABALHADORES E PENSIONISTAS DO PRIVADO


AS PENSÕES DOURADAS DA CGA

As reformas mais antigas são as mais elevadas porque tiveram fórmulas mais favoráveis.
São também aquelas em que as pessoas se reformaram/aposentaram com menos idade.
Por isso devem ter os maiores cortes.

Ex: Muitas pessoas reformaram-se/aposentaram-se com 36 anos de descontos e 54 de idade.
Ou seja, muitas dessas pessoas vão estar mais anos a receber a pensão, do que os anos que trabalharam e descontaram.
Basta que vivam até depois dos 90 anos, o que se verifica com cada vez mais pessoas.

Pergunta: Estas pessoas fizeram descontos suficientes para terem a pensão que recebem?

Resposta: Não, nem para metade.

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