Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas no vermelho à espera das minutas. Juros corrigem

Fecho dos mercados: Bolsas no vermelho à espera das minutas. Juros corrigem

As bolsas europeias voltaram às quedas, pressionadas pela especulação de que o banco central norte-americano irá avançar com uma subida de juros em Dezembro. Já os juros de Portugal voltaram a corrigir.
Fecho dos mercados: Bolsas no vermelho à espera das minutas. Juros corrigem
Reuters
Patrícia Abreu 11 de Outubro de 2016 às 17:15

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,40% para 4.564,75 pontos

Stoxx 600 caiu 0,53% para 340,17 pontos

S&P 500 desce 1,04% para 2.141,22 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal caiu 6,7 pontos base para 3,370%

Euro desce 0,63% para 1,1068 dólares

Petróleo desvaloriza 0,85% para 52,69 dólares por barril, em Londres

Bolsas de volta às quedas à espera das minutas

As praças do Velho Continente regressaram esta sessão às descidas, com os investidores a anteciparem uma subida de juros por parte da Reserva Federal (Fed) dos EUA ainda este ano. O europeu Stoxx 600 cedeu 0,53%, na véspera de serem divulgadas as minutas da última reunião do banco central norte-americano, com os investidores a aguardarem novas indicações em relação à política monetária no país. A contrariar as quedas esteve a Louis Vuitton. A empresa de produtos de luxo disparou mais de 5%, depois de ter reportado um crescimento das vendas que superou as estimativas do mercado. Uma nota ainda para o britânico Footsie, que fixou esta manhã um máximo histórico que perdurava desde Abril do ano passado, com a praça britânica a ser impulsionada pelos ganhos das exportadoras, devido à quebra da libra.

Ao contrário do que aconteceu na maioria das praças europeias, em Lisboa o dia foi de ganhos. O PSI-20 somou 0,4%, suportado pela valorização da Galp e dos CTT. A petrolífera esteve a valorizar 1,17% para 12,515 euros, apesar da correcção dos preços do petróleo. Já os CTT, que na sessão anterior quebraram o valor a que foram vendidos na OPV, estiveram a recuperar. A empresa de correios disparou 4,54% para 5,912 euros, sustentada por uma nota positiva do Haitong e também a beneficiar da descida da percepção de risco do país.

Juros corrigem pelo segundo dia

Os juros das obrigações portuguesas estiveram a aliviar em todos os prazos, com a dívida portuguesa a acompanhar a queda das "yields" um pouco por toda a Europa. A taxa de referência a dez anos caiu 6,7 pontos base para 3,370%, a prolongar a correcção registada esta segunda-feira, 10 de Outubro, depois do ministro das Finanças português se ter manifestado optimista para a avaliação da DBRS ao "rating" português. Mário Centeno assegurou que a DBRS "sente-se muito confortável sobre a posição orçamental" portuguesa, que considerou "muito forte".

Em declarações à agência Bloomberg depois do encontro com a agência de "rating" canadiana, o ministro das Finanças referiu que "a expectativa é que não irão mudar o ‘outlook’ ou a notação" na avaliação que será divulgada a 21 de Outubro. Apesar das "bunds" alemãs também terem estado a corrigir, o prémio de risco face à dívida alemã voltou a baixar, caindo para 334,44 pontos.

Euribor fixa novos mínimos

As taxas Euribor desceram esta terça-feira, 11 de Outubro, para novos mínimos históricos a três e mantiveram-se, também em mínimos, nos prazos de seis meses em relação a segunda-feira. A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, desceu hoje para -0,306%, novo mínimo de sempre e menos 0,001 pontos do que na segunda-feira. A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez em 06 de Novembro de 2015, foi hoje fixada de novo em -0,203%, actual mínimo de sempre registado pela primeira vez em 5 de Outubro.

Libra em queda pelo quarto dia

A moeda britânica segue a desvalorizar pela quarta sessão consecutiva, depois de a forte queda registada na sexta-feira ter levado muitos analistas a reverem em baixo as suas estimativas de mais longo prazo. A libra cai 1% para 1,2241 dólares. Segundo a Bloomberg, o ING Groep NV, JPMorgan e Julius Baer Group reduziram as suas previsões para a moeda do Reino Unido desde sexta-feira, dia em que a libra afundou 6,1% face ao dólar norte-americano em dois minutos, pouco depois da abertura do mercado asiático. A forte desvalorização levou a divisa britânica a atingir o valor mais baixo desde 1985, em 1,1841 dólares. O ING acredita que a libra vai cair para 1,22 dólares no final do ano, o que compara com a anterior estimativa de 1,25 dólares.

Petróleo corrige de máximos de 15 meses

Depois de ter negociado no valor mais elevado em mais de um ano, o petróleo regressou às quedas esta sessão. O "ouro negro" segue a recuar 0,85% para 52,69 dólares por barril, em Londres, enquanto o WTI, em Nova Iorque, recua 0,84% para 50,92 dólares. A matéria-prima disparou no início da semana, suportada pelas declarações da Rússia e da Arábia Saudita em relação a um acordo para reduzir a produção. No entanto, muitos analistas continuam a duvidar da capacidade de colocar em prática o acordo. Numa nota publicada hoje, o Goldman Sachs refere que há uma maior probabilidade de um corte de produção ser implementado, mas alerta que a recuperação dos preços pode sustentar um aumento de produção por parte de outros produtores.

Zinco marca maior queda em dois meses

O zinco segue a desvalorizar perto de 3%, naquela que é a maior queda do metal em mais de dois meses, penalizado pela valorização do dólar perante a expectativa que a Fed suba juros até ao final do ano. O zinco segue a cair 2,8% para 2.262,50 dólares por tonelada métrica, naquela que é a maior descida desde 27 de Julho. Além da subida do dólar, que reduz a atractividade de activos denominados em dólares, a descida do petróleo também diminui o custo dos metais de produção e reduz o interesse dos investidores em fundos de índices que seguem materiais de construção.




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub
pub
pub
pub