Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas no vermelho, juros acima de 3,5% e petróleo em máximos de Junho

Fecho dos mercados: Bolsas no vermelho, juros acima de 3,5% e petróleo em máximos de Junho

As bolsas do Velho Continente terminaram a sessão a desvalorizar, perante a especulação de que o BCE esteja a preparar-se para retirar os estímulos do mercado. Já os juros agravaram-se, superando a barreira de 3,5%.
Fecho dos mercados: Bolsas no vermelho, juros acima de 3,5% e petróleo em máximos de Junho
Miguel Baltazar
Patrícia Abreu 06 de Outubro de 2016 às 17:12

Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,82% para 4.537,63 pontos

Stoxx 600 perdeu 0,40% para 342,82 pontos

S&P 500 desce 0,23% para 2.154,78 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal subiu 5,6 pontos base para 3,513%

Euro recua 0,35% para 1,1165 dólares

Petróleo valoriza 1,08% para 52,42 dólares por barril em Londres

Bolsas no vermelho com especulação de retirada de estímulos

As bolsas do Velho Continente estiveram a desvalorizar esta quinta-feira, 6 de Outubro, com os investidores a recearem uma retirada de estímulos monetários na Europa. O índice europeu Stoxx 600 cedeu 0,4%, numa sessão em que a maioria das praças do Velho Continente terminou com descidas em torno de 0,5%. A pressionar a negociação esteve novamente a especulação de que o BCE poderá estar a preparar a retirada de estímulos, num momento em que o mercado antecipava que a instituição estaria disponível para estender o seu programa de compra de activos até ao final do ano.

No mercado nacional, o PSI-20 cedeu 0,82%, a queda mais expressiva entre as suas congéneres europeias. A penalizar a negociação estiveram as empresas do Grupo EDP. A eléctrica caiu 1,56% para 2,776 euros, enquanto a EDP Renováveis baixou 1,39% para 6,755 euros, depois de o Negócios ter avançado que o Governo está a preparar uma renovada tributação sobre o sector energético. Uma nota negativa ainda para os CTT: a empresa de correios recuou 2,11% para 5,745 euros, tendo renovado mínimos de Janeiro de 2014 durante a sessão. Em queda fechou ainda a Jerónimo Martins. A retalhista cedeu 0,10% para 15,695 euros, apesar de ter visto a sua avaliação melhorada pelos analistas do Haitong e do BPI.

Euribor volta a mínimos históricos

As taxas Euribor desceram hoje a três meses, subiram a seis meses e mantiveram-se a 12 meses em relação a quarta-feira. A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, desceu hoje para -0,304%, menos 0,002 pontos do que na véspera e actual mínimo de sempre registado pela primeira vez em 08 de Setembro último. A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez em 06 de Novembro de 2015, foi hoje fixada em -0,202%, mais 0,001 pontos do que na quarta-feira, dia em que desceu para o actual mínimo de sempre de -0,203%.

Juros acima de 3,5%

A taxa das obrigações portuguesas a dez anos esteve a subir esta quinta-feira, para tocar no valor mais alto desde Fevereiro. A "yield" agravou-se em 5,6 pontos base para 3,513%, naquela que é a segunda subida consecutiva dos juros implícitos da dívida portuguesa. Esta subida ocorre depois de a Bloomberg ter noticiado, no final da tarde desta terça-feira, que o BCE estava a estudar formas para retirar os estímulos à economia, apontando para a possibilidade de Frankfurt começar a reduzir o ritmo do seu programa de compras de activos em dez mil milhões de euros por mês. O diferencial face à dívida alemã também aumentou. Está agora em 353 pontos.

Dólar em alta com especulação de subida de juros

A moeda norte-americana segue a valorizar face às principais divisas mundiais, perante a especulação de que a Reserva Federal dos EUA poderá acelerar a subida de juros no país. Face ao euro, o dólar segue a ganhar 0,35% para 1,1165 dólares, a beneficiar dos sinais de maior robustez na economia norte-americana e com as declarações de alguns membros da Fed, que apontam no sentido de uma subida da taxa de referência ainda este ano. Esta quarta-feira, 5 de Outubro, o presidente da Fed de Chicago, Charles Evans, disse que uma mexida nos juros este ano é provável se os dados continuarem a melhorar. Já o presidente da Fed de Richmond, Jeffrey Lacker, tinha afirmado que as condições actuais justificam mais subidas.

Petróleo acima dos 50 dólares

Os preços do petróleo estão a valorizar nos mercados internacionais, com o crude a cotar acima dos 50 dólares por barril pela primeira vez desde Junho, depois de ter sido reportada uma quebra das reservas nos EUA. O WTI, negociado em Nova Iorque, ganha 0,84% para 50,25 dólares por barril, enquanto o Brent segue a somar 1,08% para 52,42 dólares, em Londres. A sustentar as cotações está a expectativa de uma quebra da produção, depois do acordo alcançado pela OPEP no encontro informal da semana passada, e a queda dos inventários, que desceram 500 milhões de barris na semana passada.

Fed ofusca cotações do ouro

Os preços do ouro estão a negociar no valor mais baixo dos últimos três meses, perante a expectativa que o banco central norte-americano suba juros até ao final do ano. O valor deste metal precioso cai 1,1% para 1.254,70 dólares por onça, prolongando a tendência negativa das últimas sessões, à medida que se torna mais clara uma mexida nos juros nos EUA na reunião de Dezembro.




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mais votado Anónimo Há 3 semanas


SALÁRIO MÉDIO DOS PROFESSORES PORTUGUESES É O 3.º MAIS ALTO DA EUROPA, EM 2015 (antes da reposição dos salários da FP).

"No caso dos docentes com salários mais altos, em que o rendimento dos docentes é superior ao PIB per capita, Portugal aparece em destaque como o terceiro com salários mais elevados da Europa: Bosnia Herzegovina (327%), Chipre (282%) e Portugal (245%)."

Relatório da Eurydice.

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Anónimo Há 3 semanas


SALÁRIO MÉDIO DOS PROFESSORES PORTUGUESES É O 3.º MAIS ALTO DA EUROPA, EM 2015 (antes da reposição dos salários da FP).

"No caso dos docentes com salários mais altos, em que o rendimento dos docentes é superior ao PIB per capita, Portugal aparece em destaque como o terceiro com salários mais elevados da Europa: Bosnia Herzegovina (327%), Chipre (282%) e Portugal (245%)."

Relatório da Eurydice.

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