Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas regressam aos ganhos. Dólar forte trava matérias-primas

Fecho dos mercados: Bolsas regressam aos ganhos. Dólar forte trava matérias-primas

As praças europeias registaram a valorização mais expressiva em três semanas, enquanto os juros de Portugal estiveram a corrigir em dia de Orçamento. Já nas matérias-primas a sessão foi de quedas.
Fecho dos mercados: Bolsas regressam aos ganhos. Dólar forte trava matérias-primas
Bloomberg

Os mercados em números

PSI-20 subiu 1,39% para 4.622,49 pontos

Stoxx 600 valorizou 1,29% para 399,95 pontos

S&P 500 soma 0,18% para 2.136,46 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal desceu 6,9 pontos base para 3,300%

Euro desce 0,58% para 1,0992 dólares

Petróleo desvaloriza 0,69% para 51,67 dólares por barril em Londres

Bolsas recuperam após três dias de quedas

As bolsas do Velho Continente regressaram esta sexta-feira, 14 de Outubro, aos ganhos quebrando um série de três sessões negativas. O índice europeu Stoxx 600 avançou 1,29%, a maior valorização desde 22 de Setembro, com a banca italiana e as empresas do sector mineiro a destacarem-se com as maiores subidas. A sustentar a negociação está ainda a divulgação de resultados acima das estimativas nos EUA, depois animadas do Citigroup, JPMorgan e Wells Fargo terem reportado contas acima das previsões.

A bolsa lisboeta acompanhou o optimismo que marcou o dia na Europa. O PSI-20 valorizou 1,39%, suportado pelas fortes valorizações do grupo EDP e da Jerónimo Martins. Os títulos da retalhista somaram 1,72% para 16,22 euros, máximos de mais de três anos (Julho de 2013) depois de ontem os analistas do Caixa BI terem antecipado que empresa divulgue na próxima semana uma duplicação dos lucros até Setembro. Já a EDP ganhou 1,39% para 2,922 euros, enquanto a EDP Renováveis subiu 1,79% para 6,991 euros, ainda que o Orçamento para 2017 mantenha a Contribuição Extraordinária sobre o Sector Energético (CESE). A recuperar estiveram novamente os CTT. A empresa de correios valorizou 2,84% para 6,037 euros, depois de esta semana ter chegado a negociar abaixo do preço da OPV (5,52 euros).

Juros corrigem em dia de Orçamento

Os juros da dívida pública portuguesa estiveram a corrigir em todos os prazos, num momento em que os investidores aguardam a apresentação da proposta para o Orçamento do Estado para o próximo ano. A ‘yield’ associada às obrigações portuguesas a dez anos desceu 6,9 pontos base para 3,300%. Ao contrário dos juros de Portugal, a taxa de referência alemã subiu 0,2 pontos base para 0,058%, o que levou o prémio de risco de Portugal a baixar para 324,2 pontos, o valor mais baixo desde 14 de Setembro.

Euribor mantêm-se em mínimos

As taxas Euribor mantiveram-se, esta sexta-feira, nos valores mais baixos de sempre atingidos na véspera, de acordo com os dados citados pela Lusa. A taxa a três meses, que está em valores negativos desde Abril do ano passado, voltou a situar-se nos -0,311%. Já a Euribor a seis meses, que serve de indexante em mais de metade dos créditos à habitação em Portugal, voltou a fixar-se nos -0,204%. Já no prazo de nove meses, a Euribor manteve-se em -0,133%. A taxa de mais longo prazo, a 12 meses, foi a única que recuou. Caiu para -0,072%, um novo mínimo histórico.

Euro em queda

A moeda única europeia segue a perder valor face ao dólar. O euro recua 0,58% para 1,0992 dólares, penalizado pela divulgação de bons indicadores económicos nos EUA, que aumentam a probabilidade de uma subida de juros no país este ano. As vendas a retalho no país registaram o maior crescimento em três meses, números que deverão suportar uma nova mexida nos juros, depois das minutas divulgadas esta semana terem mostrado que a decisão de manter juros em Setembro foi contestada por alguns membros do comité da Fed.

Força do dólar trava petróleo

Os preços da matéria-prima seguem a negociar em queda em ambos os mercados de referência, numa sessão em que estão a ser penalizados pela força do dólar. A subida desta moeda na qual o petróleo está cotado acaba por diminuir a atractividade do investimento. O dólar atingiu, esta sexta-feira, o valor mais elevado em quase sete meses. Além disso, o primeiro aumento das reservas de crude desde Agosto também contribui para este desempenho, ao aumentar os receios em torno de um excesso de oferta. Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) cai 0,69% para os 50,09 dólares por barril. Já em Londres, o Brent cede 0,69% para 51,67 dólares por barril.

Ouro perto de mínimos de quatro meses

O metal precioso segue a perder brilho, perante a possibilidade de a Reserva Federal dos EUA aumentar juros na última reunião do ano. O ouro segue a descer 0,41% para 1.252,93 dólares por onça, o valor mais baixo em quase quatro meses, isto apesar dos ETF continuarem a aumentar as suas posições em ouro. Apesar da correcção, vários bancos de investimento, como o Crédit Suisse e o Commerzbank, mantêm uma visão positiva para os preços do ouro.




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comentários mais recentes
GESTOR Há 2 semanas

NAVIGATOR, DEU UM SINAL DE ARRANQUE COM O DÓLAR A VALORIZAR.

Anónimo Há 2 semanas

A SONAE SGPS deu hoje um ar da su graça,vamos lá ver se é para continuar!

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