Mercados num minuto Fecho dos mercados: China pressiona bolsas, PSI-20 escapa às quedas e juros da dívida descem

Fecho dos mercados: China pressiona bolsas, PSI-20 escapa às quedas e juros da dívida descem

As bolsas europeias caíram para um mínimo de três meses. As preocupações sobre a saúde da economia chinesa pressionaram as negociações. No entanto, o PSI-20 escapou ao sentimento negativo e os juros da dívida portuguesa desceram.
Fecho dos mercados: China pressiona bolsas, PSI-20 escapa às quedas e juros da dívida descem
Bloomberg
Rui Barroso 13 de Outubro de 2016 às 17:30

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,08% para 4.559,01 pontos

Stoxx 600 cedeu 0,87% para 335,62 pontos

S&P 500 desce 0,72% para 2.123,86 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal desceu 3,4 pontos base para 3,369%

Euro ganha 0,33% para 1,1043 dólares

Petróleo aprecia 0,10% para 51,86 dólares por barril em Londres

China atira acções europeias para mínimos de três meses

O índice europeu Stoxx 600 cedeu 0,87% para 335,62 pontos, o valor mais baixo dos últimos três meses. A fraqueza das acções europeias surge numa altura em que os dados económicos da China voltam a causar preocupações. Isto depois de ter sido divulgado esta quinta-feira que as exportações chinesas tiveram a maior quebra desde Fevereiro. Os índices dos sectores mineiro e da banca caíram mais de 2%.

Os receios com o gigante asiático vêm juntar-se à cautela sobre o impacto da subida das taxas de juro nos EUA e a preocupações geopolíticas, como o referendo em Itália, as eleições nos EUA e o processo de saída do Reino Unido da União Europeia. Nos EUA, a sessão também é marcada pelo vermelho, com o S&P 500 a ceder 0,63%.

Já o PSI-20 evitou as descidas globais. Os ganhos da EDP, da Jerónimo Martins, da EDP Renováveis e da REN ajudaram o índice da bolsa nacional a registar um ganho ligeiro de 0,08%. No entanto, a maior subida da sessão pertenceu à Mota-Engil, que avançou 3,26%.

Juros no valor mais baixo de Outubro

A taxa das obrigações portuguesas a dez anos desceu 3,4 pontos base para 3,369%, o valor mais baixo de Outubro. Após a pressão das últimas semanas, motivada sobretudo pelo aproximar da data da decisão da DBRS, a 21 de Outubro, a taxa desceu em três das últimas quatro sessões. Isto depois de membros do Governo terem mostrado confiança sobre a manutenção do "rating" de Portugal por parte da agência canadiana, o que continuaria a assegurar que o BCE poderia aceitar obrigações nacionais como colateral e mantê-las no programa de compras.

Já as "yields" espanhola e italiana tiveram desempenhos diferentes. A taxa a dez anos de Itália baixou 4,1 pontos base para 1,378%. Já os juros implícitos da dívida espanhola a dez anos aumentaram 5,4 pontos base para 1,117%. No caso da dívida alemã, a descida foi de 2,8 pontos base para 0,038%. O prémio de risco da dívida nacional baixou 0,6 pontos base para 333 pontos base.

Euribor a três meses com novos mínimos

A taxa Euribor a três meses voltou a fixar-se num mínimo histórico. Este indexante, que está em valores negativos desde Abril do ano passado, baixou esta quinta-feira de -0,309% para -0,311%, segundo dados da Bloomberg. Também o indexante a um mês desceu de -0,371% para -0,372%. 

Procura por refúgio impulsiona iene

A divisa nipónica valorizou 0,58% face à nota verde. Cada dólar vale 103,59 ienes. A moeda japonesa foi beneficiada pelos receios sobre a economia global, após dados fracos vindos da China. Os analistas do Deutsche Bank consideraram, numa nota citada pela Bloomberg, que "ainda há muito espaço para o iene se fortalecer". Desde o início do ano, o iene ganha 16% face ao dólar, com o mercado a temer que o Banco do Japão esteja a ficar sem munições para reforçar a política monetária ultra-expansionista.

Petróleo aguenta marca dos 50 dólares

O petróleo oscilou durante a sessão entre ganhos e perdas, mas tem aguentado a marca dos 50 dólares. Isto apesar dos dados das reservas nos EUA terem mostrado a primeira subida dos barris armazenados pela primeira vez desde Agosto. A servir como contraponto estiveram os dados dos inventários de combustíveis, que voltaram a descer. O preço do barril de Brent tem um ganho ligeiro de 0,10% para 51,86 dólares, enquanto o West Texas Intermediate aprecia 0,14% para 50,25 dólares.

Receios com a China dão ganhos ao ouro

O metal amarelo tem mostrado uma tendência de descida nos últimos meses. Mas os dados abaixo do antecipado das exportações chinesas ajudaram a aumentar a procura por activos-refúgio. Como consequência, a onça de "troy" valoriza 0,18% para 1.257,51 dólares. E se os dados sobre a China beneficiaram os metais preciosos, para os metais industriais, como o cobre, foram negativos. 




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