Mercados num minuto Fecho dos mercados: Resultados animam bolsas, juros em mínimos de mais de um mês

Fecho dos mercados: Resultados animam bolsas, juros em mínimos de mais de um mês

As bolsas europeias fecharam novamente em terreno positivo. A contribuir para o optimismo dos mercados accionistas estiveram os resultados acima do esperado apresentados por algumas empresas.
Fecho dos mercados: Resultados animam bolsas, juros em mínimos de mais de um mês
Reuters
Raquel Godinho 19 de Outubro de 2016 às 17:34

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,94% para 4.722,42 pontos

Stoxx 600 avançou 0,34% para 343,64 pontos

S&P 500 valoriza 0,24% para 2.144,76 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal desceu 5,0 pontos base para 3,195%

Euro perde 0,13% para 1,0966 dólares

Petróleo valoriza 2,38% para 52,91 dólares por barril em Londres


Resultados animam bolsas europeias

Pela segunda sessão consecutiva, as praças do Velho Continente fecharam em alta. A justificar o sentimento positivo dos investidores estiveram os resultados acima do esperado reportados por algumas cotadas, como foi o caso do Carrefour. Este desempenho positivo surge na véspera da reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE). O índice de referência do Velho Continente, o Stoxx 600, somou 0,34% para 343,64 pontos.

 

A bolsa nacional seguiu esta tendência e apreciou pelo segundo dia. Avançou 0,94% para os 4.722,42 pontos. A Galp Energia foi a cotada que mais contribuiu para este desempenho, ao valorizar 2,20% para os 12,785 euros, animada pela subida dos preços do petróleo nos mercados internacionais. O Haitong publicou, esta quarta-feira, uma nota de investimento onde antecipa os resultados da petrolífera. Apesar de prever uma melhoria no terceiro trimestre, o banco destaca que o potencial das acções é limitado. Ainda no sector da energia, a EDP Renováveis apreciou 0,52% para os 7,12 euros e a EDP somou 0,84% para os 3,015 euros. Nota negativa para o BCP, que perdeu 0,58% para os 0,017 euros, a corrigir do ganho de quase 10% que registou na véspera a reagir à proximidade da entrada da Fosun no capital do banco.

 

Juros em queda pelo quinto dia

Pela quinta sessão consecutiva, os investidores exigiram juros mais baixos para apostar na dívida portuguesa. A tendência de queda foi quase generalizada a todos os prazos e aconteceu no dia em que o Tesouro colocou 1.250 milhões de euros em bilhetes do Tesouro a três e a 11 meses. Nos títulos a três meses a taxa foi de -0,012%, o que compara com o juro de -0,108% obtido no leilão de 17 de Agosto. Já nos bilhetes do Tesouro a 11 meses, a taxa foi de 0,006%, ligeiramente abaixo dos 0,007% registados há dois meses. A "yield" das obrigações portuguesas a dez anos caiu 5,0 pontos base para 3,195%, o valor mais baixo desde 12 de Setembro. Este desempenho ocorre também

dois dias antes de a DBRS se pronunciar sobre o "rating" de Portugal. O diferencial face à dívida alemã encolheu para 316,50 pontos.

Euribor fixam novos mínimos históricos

As taxas Euribor caíram para novos mínimos históricos nos prazos utilizados como referência no crédito à habitação. A taxa a três meses, que está em valores negativos desde Abril do ano passado, desceu para -0,313%, o valor mais baixo de sempre. Já a taxa a seis meses, que serve de indexante em mais de metade dos financiamentos para a compra de casa, recuou para -0,210%, também um mínimo histórico. A Euribor a nove meses, pelo contrário, subiu para -0,132%, enquanto a taxa de mais longo prazo, a 12 meses, manteve-se nos -0,073%.

 

Dólar cai pelo terceiro dia consecutivo

A moeda norte-americana recuou pela terceira sessão consecutiva face às principais divisas negociadas. Este desempenho surge depois de ter sido anunciado que a inflação core nos Estados Unidos subiu menos do que o esperado, em Setembro, o que pode sugerir que o ritmo de subida das taxas de juro do outro lado do Atlântico pode ser gradual. Nos últimos dias, diminuiu a probabilidade de uma subida do preço do dinheiro na reunião de Dezembro. O índice do dólar segue a recuar 0,15% para os 1.197,54 pontos.

 

Petróleo sobe para máximos de 15 meses

Os preços da matéria-prima regressaram aos ganhos nos principais mercados de referência, chegando mesmo a atingir os valores mais elevados em 15 meses em Nova Iorque. A justificar este desempenho esteve o anúncio por parte do Departamento de Energia dos Estados Unidos de que os inventários de crude desceram, na semana passada. Além disso, o ministro da Arábia Saudita revelou que outros países pretendem juntar-se aos cortes de produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) sobe 2,92% para os 51,76 dólares por barril. Já o Brent do Mar do Norte, que serve de referência às importações portuguesas, valoriza 2,38% para os 52,91 dólares por barril.

Alumínio desce para mínimos de três semanas

O metal recuou para o valor mais baixo em três semanas. A penalizar a negociação estiveram os dados que revelaram que a produção industrial na China, um dos maiores consumidores do mundo, cresceu menos do que o esperado pelos economistas. Os preços descem 1,2% para os 1.622,50 dólares por tonelada métrica, o valor mais baixo desde 26 de Setembro. A generalidade dos metais partilha este sentimento negativo devido às preocupações com a China.




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mais votado Anónimo Há 3 semanas


Os ladrões de esquerda

PS DEIXA MORRER UTENTES DO SNS... PARA DAR MAIS DINHEIRO AOS FP:


- PS aumenta despesa com salários da FP em 500 milhões de Euros;

- PS reduz horário da FP para 35 horas;

- PS corta orçamento dos Hospitais Públicos.

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Anónimo Há 3 semanas


Os ladrões de esquerda

PS DEIXA MORRER UTENTES DO SNS... PARA DAR MAIS DINHEIRO AOS FP:


- PS aumenta despesa com salários da FP em 500 milhões de Euros;

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