Mercados num minuto Fecho dos mercados: Resultados deprimem bolsas europeias, juros em alta

Fecho dos mercados: Resultados deprimem bolsas europeias, juros em alta

As praças europeias desvalorizaram pela segunda sessão consecutiva, a reflectir as preocupações dos investidores em relação à apresentação de resultados.
Fecho dos mercados: Resultados deprimem bolsas europeias, juros em alta
Reuters
Raquel Godinho 12 de Outubro de 2016 às 17:34

Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,21% para 4.555,34 pontos

Stoxx 600 cedeu 0,47% para 338,56 pontos

S&P 500 soma 0,12% para 2.139,38 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal subiu 3,3 pontos base para 3,403%

Euro desce 0,32% para 1,1019 dólares

Petróleo desvaloriza 0,97% para 51,90 dólares por barril em Londres


Bolsas europeias em queda pelo segundo dia

As principais praças europeias terminaram a sessão em queda, completando dois dias de perdas. A penalizar o desempenho dos índices estiveram as preocupações dos investidores em relação à apresentação de resultados das empresas, cuja época arrancou esta semana. A Ericsson apresentou, esta quarta-feira, números que ficaram aquém do esperado pelo consenso do mercado. O índice europeu de referência, o Stoxx 600, cedeu 0,47% para 338,56 pontos. Este desempenho negativo verificou-se também num dia em que os mercados aguardam com expectativa a publicação das minutas da última reunião da Reserva Federal dos Estados Unidos.

Por cá, a bolsa nacional não resistiu à tónica negativa e também cedeu 0,21% para 4.555,34 pontos. Num dia em que 10 cotadas fecharam em queda, a Galp Energia pressionou a praça portuguesa, ao perder 0,36% para os 12,47 euros. Nota negativa ainda para a Jerónimo Martins e o BCP que cederam 0,91% para os 15,81 euros e 0,65% para os 0,0153 euros, respectivamente. Destaque ainda para a Nos que perdeu 1,46% para os 5,811 euros, depois de o CaixaBI ter cortado o preço-alvo das acções de 7,50 euros para 7,00 euros, mantendo a recomendação de "comprar".  


Juros a 10 anos voltam a subir

Os investidores exigiram juros mais elevados para apostar na dívida portuguesa nos prazos mais longos, à semelhança do que aconteceu nos outros países da periferia. Já nas maturidades mais curtas verificou-se algum alívio das taxas de juro. Após dois dias de queda, a "yield" das obrigações portuguesas a 10 anos subiu 3,3 pontos base para os 3,403%. A taxa de juro da dívida alemã também subiu mas um pouco mais, o que diminuiu o prémio de risco da dívida nacional para 333,6 pontos.

 

Euribor atinge novo mínimo histórico

As taxas Euribor voltaram a descer na maior parte dos prazos, atingindo novos mínimos históricos, de acordo com os dados citados pela Lusa. A taxa a três meses, que está em valores negativos desde Abril do ano passado, caiu para -0,309%, o valor mais baixo de sempre. Já a taxa a seis meses, indexante em mais de metade dos créditos à habitação em Portugal, recuou para -0,204%, também um mínimo histórico. A taxa a nove meses manteve-se nos -0,132%, enquanto a Euribor a 12 meses cedeu para o mínimo histórico de -0,069%.


Libra vive melhor sessão do último mês face ao dólar

A moeda britânica registou o maior ganho num mês face ao dólar depois de a primeira-ministra, Theresa May, ter dito que aceita que o Parlamento se pronuncie sobre os seus planos de saída da União Europeia. A libra está, assim, a valorizar face às principais moedas negociadas, a recuperar das quedas recentes em consequência do anúncio de Theresa May de que o Reino Unido accionaria o artigo 50 do Tratado de Lisboa até Março do próximo ano. Na semana passada o valor da moeda britânica chegou a afundar 6% no espaço de dois minutos na negociação asiática, um comportamento sem explicação formal e que está a ser investigado pelo Banco de Inglaterra. Esta quarta-feira, a libra sobe 0,66% para os 1,2203 dólares, depois de ter chegado a apreciar 1,67% para os 1,2325 dólares.


Dúvidas sobre corte da produção penalizam petróleo

Os preços do petróleo seguem a negociar em queda, em ambos os mercados de referência, completando duas sessões negativas. A penalizar a matéria-prima está a especulação de que o acordo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) para cortar a produção não seja bem-sucedido na redução da oferta. Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WIT) cede 1,34% para os 50,11 dólares por barril. Já em Londres, o Brent, que serve de referência às importações portuguesas, deprecia 0,97% para os 51,90 dólares por barril.

 

Ouro sobe mas mantém-se perto de mínimos de quatro meses

O metal precioso continua a negociar em torno dos valores mais baixos em quatro meses, numa altura em que os investidores aguardam a publicação das minutas da última reunião de política monetária da Reserva Federal. Este documento é aguardado para que os investidores antecipem os próximos movimentos do banco central norte-americano. O ouro soma 0,05% para os 1.253,46 dólares por onça.




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mais votado Anónimo Há 3 semanas


FP e CGA - SEMPRE A ROUBAR À GRANDE

E não deixa de ser anedótico que o contribuinte que vê a sua reforma cada vez mais longe e mais baixa, ainda seja chamado para pagar as pensões da CGA.

Fica aqui a lista do pilim que a CGA consome ao OE (e que todos os contribuintes pagam):

Milhares de € - Pordata

Ano - Receitas CGA / Trf Orç. Estado / Despesa total

2008 - 2.298.320,0 / 3.396.097,0 / 6.705.927,0

2010 - 3.453.777,2 / 3.749.924,6 / 7.489.193,3

2012 - 2.846.863,0 / 4.214.632,7 / 7.196.785,9

2015 - 4.927.319,1 / 4.601.342,3 / 9.528.661,4


comentários mais recentes
É pá Há 3 semanas

Nunca fui dessa ccg, tenho sido administrador toda a vida, conheço médicos e enfermarias boas amigas que vão comigo à noite para os copos, não gastei da segurança social. É muita massa, se tivéssemos na mão, podíamos canalizar para gastas com a malta amiga das cotadas, projetos, e sei lá mais.

Anónimo Há 3 semanas


FP e CGA - SEMPRE A ROUBAR À GRANDE

E não deixa de ser anedótico que o contribuinte que vê a sua reforma cada vez mais longe e mais baixa, ainda seja chamado para pagar as pensões da CGA.

Fica aqui a lista do pilim que a CGA consome ao OE (e que todos os contribuintes pagam):

Milhares de € - Pordata

Ano - Receitas CGA / Trf Orç. Estado / Despesa total

2008 - 2.298.320,0 / 3.396.097,0 / 6.705.927,0

2010 - 3.453.777,2 / 3.749.924,6 / 7.489.193,3

2012 - 2.846.863,0 / 4.214.632,7 / 7.196.785,9

2015 - 4.927.319,1 / 4.601.342,3 / 9.528.661,4


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