Mercados num minuto Fecho dos mercados: Resultados mistos travaram bolsas, juros em queda à espera da DBRS

Fecho dos mercados: Resultados mistos travaram bolsas, juros em queda à espera da DBRS

As bolsas europeias travaram os ganhos no final da sessão, tendo encerrado com uma tendência definida. Isto a reflectir resultados mistos apresentados pelas empresas.
Fecho dos mercados: Resultados mistos travaram bolsas, juros em queda à espera da DBRS
Reuters
Raquel Godinho 21 de Outubro de 2016 às 17:38

Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,22% para 4.726,43 pontos

Stoxx 600 ficou inalterado nos 344,29 pontos

S&P 500 desce 0,12% para 2.138,86 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal caiu 1,9 pontos base para 3,192%

Euro perde 0,60% para 1,0864 dólares

Petróleo sobe 0,37% para 51,57 dólares por barril em Londres

Bolsas travam ganhos com indicações mistas dos resultados

As principais bolsas do Velho Continente travaram os ganhos, no final da sessão, e fecharam sem uma tendência definida. O Stoxx 600, índice de referência europeu, fechou inalterado nos 344,29 pontos. A justificar este desempenho estiveram os resultados mistos apresentados por algumas cotadas. Enquanto a SAP melhorou as projecções de lucros e receitas, a Ericsson anunciou prejuízos pela primeira vez em quatro anos. Ainda assim, as praças europeias registaram a melhor semana num mês.

 

A praça portuguesa terminou a última sessão da semana em terreno negativo. Desceu 0,22% para os 4.726,43 pontos, pondo termo a um ciclo de três dias de ganhos. Num dia em que 13 cotadas fecharam em queda, foram as empresas de energia que mais se destacaram. A EDP perdeu 0,20% para os 2,994 euros, enquanto a EDP Renováveis cedeu 0,39% para os 7,105 euros. Entre as maiores quedas destacaram-se a Mota-Engil e a Altri com perdas superiores a 1%. Já o BCP somou 0,56% para os 0,0179 euros. Na próxima segunda-feira, 75 títulos do banco vão ser fundidos num só, pelo que o arranque da cotação na primeira sessão da semana deverá ser em torno dos 1,3425 euros.

 

Juros em queda antes da DBRS

Numa sessão marcada pela expectativa em torno da decisão da DBRS quanto ao "rating" de Portugal, os investidores exigiram juros mais baixos para apostar na dívida portuguesa, em todos os prazos. Na maturidade de referência, a 10 anos, a "yield" recuou pela sexta vez em sete dias. Caiu 1,9 pontos base para os 3,192% atingindo o valor mais baixo desde 12 de Setembro. Também o prémio de risco recuou para 318,61 pontos.

Euribor a três meses afasta-se de mínimos

As taxas Euribor registaram comportamentos distintos nos diferentes prazos. A taxa a três meses, que está em valores negativos desde Abril do ano passado, subiu para -0,312% e afastou-se do mínimo histórico de -0,313% atingido na véspera. Já a taxa a seis meses, que serve de indexante em mais de metade dos créditos à habitação em Portugal, manteve-se nos -0,211%, o valor mais baixo de sempre. Também a Euribor a nove meses se manteve inalterada nos -0,133% e a taxa de mais longo prazo, a 12 meses, caiu para -0,074%, novo mínimo histórico.

 

Euro em mínimos de Março

A moeda europeia voltou a desvalorizar face ao dólar. Cede 0,60% para os 1,0864 dólares, depois de ter atingido o valor mais baixo desde Março. A penalizar a moeda única estão as declarações proferidas, esta quinta-feira, por Mario Draghi. O presidente do Banco Central Europeu (BCE) afirmou que os estímulos à economia não deverão terminar de forma "abrupta", aumentando a expectativa de que a compra de activos se prolongue além do prazo definido. O euro está, assim, em queda face à maioria das principais moedas negociadas.

Petróleo com desempenhos diferentes nos principais mercados

Os preços do petróleo seguem desempenhos diferentes nos principais mercados de referência. Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WIT) regista uma queda ligeira de 0,06% para os 50,60 dólares. Já em Londres, o Brent, que serve de referência às importações portuguesas, soma 0,37% para os 51,57 dólares. O desempenho da matéria-prima está a ser condicionado pela expectativa em torno da forma como será implementado o corte de produção acordado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). Esta sexta-feira, o ministro da Energia da Rússia afirmou que a produção do país poderia aumentar para um valor recorde no próximo ano.

Paládio em mínimos de três meses

Os preços do paládio seguem a negociar em queda e atingiram mesmo o valor mais baixo em três meses. A penalizar a matéria-prima estão os sinais de um enfraquecimento do investimento e da procura física pelo metal. "A procura está a começar a cair verdadeiramente", afirmou Phil Streible, estratego de mercado na RJO Futures, citado pela Bloomberg. Os futuros de paládio para entrega em Dezembro descem 1,6% para os 622,45 dólares por onça.




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