Mercados num minuto Fechos dos mercados: Bolsas e petróleo no vermelho, juros em alta

Fechos dos mercados: Bolsas e petróleo no vermelho, juros em alta

As bolsas europeias terminaram em queda na sessão desta quarta-feira, numa altura em que crescem as possibilidades de se estar a formar um cenário de instabilidade política na Zona Euro. A Itália poderá ir a eleições já no primeiro trimestre do próximo ano.
Fechos dos mercados: Bolsas e petróleo no vermelho, juros em alta
Bloomberg
Ana Laranjeiro 13 de dezembro de 2017 às 17:29

Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,27% para 5.383,69 pontos

Stoxx 600 caiu 0,24% para 390,70 pontos

S&P 500 ganha 0,25% para 2.670,69 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal sobem 4,3 pontos base para 1,884%

Euro valoriza 0,17% para 1,1762 dólares

Petróleo em Londres recua 1,39% para 62,46 dólares por barril

Bolsas no vermelho

As principais bolsas europeias terminaram a sessão desta quarta-feira em queda, numa altura em que crescem os receios dos investidores que a Zona Euro fique envolta em instabilidade política.

O parlamento italiano deverá ser dissolvido entre o Natal e o Ano Novo, de acordo com a Reuters. Fonte parlamentar da agência, indicou que as eleições naquela que é a terceira maior economia da área do euro devem decorrer a 4 de Março ou a 11 de Março. A decisão final sobre a data deve ser conhecida em breve.

O clima de incerteza política pode estar a ser gerado graças às indicações que estão a ser dadas pelas sondagens. O centro-direita deve ganhar a maioria dos lugares no parlamento, contudo não deve conseguir uma maioria absoluta, fazendo com que o cenário mais provável, para já, seja um parlamento suspenso.

O principal índice italiano liderou as quedas no Velho Continente, recuando 1,44%, seguido pelo CAC40, que desceu 0,51%. Em Lisboa, o PSI-20 perdeu 0,27%, penalizada pela Pharol e pelos títulos do sector energético. O Stoxx 600, índice de referência, cedeu 0,24%.

Nos Estados Unidos, as principais bolsas estão em alta, numa altura em que os investidores aguardam pela decisão da Fed. A expectativa do mercado é que a autoridade monetária determine uma subida da taxa de juro directora.

Juros em alta ligeira

Os juros da dívida pública nacional estão a registar em alta no mercado secundário, numa altura em que os juros da dívida italiana têm uma subida mais acentuada, podendo estar a ser penalizados pelo clima de incerteza.

A dez anos, os juros da dívida nacional estão a subir 4,3 pontos base para 1,884%, numa semana em que os investidores aguardam pela decisão da Fitch. Depois de em Setembro, a Standard and Poor’s ter surpreendido o mercado e subido o rating da dívida soberana nacional, os investidores esperam agora que Fitch seja a segunda grande agência a colocar a dívida portuguesa num nível acima de lixo. Uma decisão que pode ser conhecida na próxima sexta-feira. Esta expectativa tem levado a quedas acentuadas dos juros da dívida portuguesa no mercado secundário.

Os juros de Itália a dez anos subiram 9 pontos base para 1,797%. E os da Alemanha terminaram inalterados pontos base nos 0,314%. O prémio de risco da dívida nacional está nos 157,4 pontos.


Euro em alta ligeira

A moeda da Zona Euro está a ganhar terreno face ao dólar, avançando 0,17% para 1,1762 dólares. A moeda norte-americana pode estar a ser penalizado pelo facto da inflação em solo americano ter ficado abaixo do esperado. Isto numa altura em que o mercado espera pela decisão da Reserva Federal dos EUA.

Amanhã, na quinta-feira, é esperada a decisão do Banco Central Europeu (BCE), que deverá deixar o plano de compra de activos inalterado, assim como as taxas de juro, depois de ter alargado o seu programa por mais nove meses, até Setembro de 2018. Mario Draghi deverá, porém, traçar novas projecções para a economia do euro, incluindo o primeiro "outlook" para 2020.

Brent perde mais de 1%

Os preços do petróleo estão a cair nos mercados internacionais numa altura em que o crescimento dos inventários de gasolina está a ofuscar a queda das reservas de petróleo no principal hub norte-americano, localizado em Oklahoma.

Os dados da Administração de Informação Energética, publicados hoje, indicam que as reservas de crude caíram em 5,12 milhões de barris para o valor mais baixo desde Outubro de 2015.

O West Texas Intermediate recua 0,81% para 56,68 dólares por barril e o Brent do Mar do Norte desvaloriza 1,39% para 62,46 dólares por barril, aliviando assim das subidas recentes.

Ouro em alta

A cotação do ouro está em alta (+0,14% para 1.246,24 dólares por onça), numa altura em que os investidores aguardam pelo fim do encontro da Fed.




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