Mercados num minuto Fecho dos mercados: Juros aliviam e petróleo desliza mais de 3%

Fecho dos mercados: Juros aliviam e petróleo desliza mais de 3%

Os mercados ainda estão a aliviar das guinadas provocadas pela vitória de Donald Trump. Os juros descem e as bolsas sobem, num dia em que o petróleo desliza mais de 3%.
Fecho dos mercados: Juros aliviam e petróleo desliza mais de 3%
Reuters
Sara Antunes 25 de Novembro de 2016 às 17:35

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,39% para 4.461,89 pontos

Stoxx 600 avançou 0,18% para 342,45 pontos

S&P 500 valoriza 0,25% para 2.210,23 pontos

Yield 10 anos de Portugal recua 7,0 pontos base para 3,597%

Euro aprecia 0,42% para 1,0598 dólares

Petróleo cai 3,27% para 47,40 dólares por barril

 

Bolsas europeias em máximos de um mês

Os principais índices bolsistas europeus fecharam em alta subiram, acumulando um ganho de quase 1% na semana. As bolsas europeias concluíram assim a terceira semana em alta, a recuperar das perdas registadas após a vitória de Donald Trump, devido à incerteza em relação às políticas que serão implementadas.


Este final de semana contou com uma liquidez inferior ao normal, com o fecho do mercado americano na quinta-feira, devido ao feriado de Acção de Graças, a ditar a ausência de muitos investidores. Esta sexta-feira, as bolsas americanas reabriram, mas só vão funcionar metade da sessão, encerrando às 18:00, hora de Lisboa.

 

O Stoxx600, que agrega as 600 maiores cotadas europeias, fechou a subir 0,18% esta sexta-feira, numa sessão em que o PSI-20 também apreciou 0,39%, impulsionado pelos ganhos do BCP, Navigator e Jerónimo Martins.

 

Juros aliviam de subidas

As taxas de juro implícitas da dívida nacional a 10 anos descem 7,0 pontos base para 3,597%, esta sexta-feira, numa altura em que as bunds estão a descer 2,0 pontos para 0,239%, o que reduz o prémio da dívida portuguesa para cerca de 335 pontos. A queda desta última sessão eleva para quase 26 pontos base a descida semanal da "yield" a 10 anos de Portugal, num comportamento que reflecte um alívio de pressão, já que nas duas semanas anteriores os juros tinham registado aumentos significativos, em linha com o resto da Europa, essencialmente devido aos receios em da eleição de Donald Trump.  

 

Euribor estabilizam

As taxas Euribor ficaram inalteradas a três, seis e 12 meses e subiram a nove meses em relação a quinta-feira. A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez em 6 de Novembro de 2015, foi hoje fixada, de novo, em -0,219%, contra -0,220%, actual mínimo de sempre registado pela primeira vez em 22 de Novembro.

 

Euro recupera

Depois de ter registado fortes quedas, recuando mesmo para mínimos de 2015, o euro subiu, avançando para 1,0598 dólares. As apostas na paridade do euro contra o dólar estão a aumentar, especialmente num contexto em que os EUA deverão começar a subir os juros, já em Dezembro, enquanto na Zona Euro, o BCE deverá manter uma política acomodatícia.

 

Petróleo desliza com cepticismo em torno da OPEP

O petróleo está a cair mais de 3%, numa altura em que o cepticismo em torno da concretização do acordo entre os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) aumenta. Isto depois da Arábia Saudita ter dito que não iria reunir-se com países que não pertencem ao cartel, referindo à Rússia, realçando que ainda nem se tinha conseguido chegar a um acordo definitivo no seio da OPEP.

 

Ouro próximo de mínimos de nove meses
O ouro tem vindo a ser penalizado pelo fortalecimento do dólar, sendo que o metal amarelo está próximo de mínimos de nove meses. A moeda norte-americana tem sido impulsionada pelas perspectivas de uma subida em breve dos juros por parte da Fed. O ouro para entrega imediata recua 0,08% para 1.180,76 dólares por onça.

 

 




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comentários mais recentes
Milly Há 3 dias

The abiilty to think like that shows you're an expert

Anónimo Há 1 semana

Oh Anónimo anterior, importas-te de traduzir o teu comentário para português?
A única coisa que consegui entender é que estás convencido (ou finges estar) que o governo é que aumenta os combustíveis todas as semanas.
Em que mundo vives?

Anónimo Há 1 semana

Se a razao nao fosse a gerigouca ter de arranjar dinheiro para o 13 mes para os pobrezinhos pensionados da funcao publica(pais unico no mundo com solidariedade falsa)Secalhar nem aumentava os combustiveis para a proxima semana tal como anunciado.Pelos que nos dizem tudo corre a favor,melhos nao ha.

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